sexta-feira, 13 de abril de 2018

A crise da agua em SP















A crise da agua em SP


Relatora da ONU diz que crise viola direitos humanos(artigo publicado no jornal Correio Popular em 26/8/14)
A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o direito à água e ao saneamento, Catarina Albuquerque, disse ontem em Campinas que a escassez de água que atinge o Estado pode ser considerada violação dos direitos humanos ao acesso à água. Segundo ela, uma parte da crise “pode ser culpa de São Pedro”, com a redução do volume de chuvas, mas outra é resultado da falta de investimentos. “Quando uma empresa de saneamento opta por distribuir dividendos aos acionistas ao invés de investir no abastecimento, isso me parece uma violação dos direitos humanos”, disse, em referência à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).


Relatora da ONU rebate Alckmin e mantém críticas ao governo por crise hídrica em SP
Catarina de Albuquerque diz que, de forma geral, falta de água generalizada podem ser evitadas com planejamento

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmou que a falta de água em São Paulo foi resultado da falta de planejamento do governo paulista e relatou que a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (SSRH) recebeu vários alertas sobre a necessidade de um plano de contingência para eventuais riscos de escassez hídrica na Região Metropolitana de São Paulo.



Durante a crise hídrica, casos de diarreia se multiplicam em São Paulo
Vigilância Epidemiológica associa os surtos da doença ao cenário de desabastecimento
Os casos de diarreia aguda tiveram um aumento importante no Estado de São Paulo em 2014, associado à crise hídrica. A avaliação é do próprio Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria Estadual de Saúde, ligado ao Governo Geraldo Alckmin (PSDB). O centro qualificou 2014 como um ano “hiper-epidêmico”, após uma análise detalhada, embora preliminar, das notificações de surtos da doença. O órgão associa o evidente aumento de casos comunicados – quase 35.000 em algumas semanas de fevereiro, março e setembro – aos problemas de abastecimento de água que ainda afetam toda a região metropolitana e várias cidades do interior. “A crise hídrica escancara problemas que não são novos em relação à água e ao saneamento em São Paulo e no Brasil”, considera o estudo.

A vida com três horas de água
Com a crise hídrica, moradores de Osasco têm de acordar às 3h30 para lavar roupa
Sabesp diz que eles têm 12 horas de abastecimento de água, mas a prática é outra
Elas se queixam de que quase não dormem e de que já não precisam do despertador: a falta d’água, consequência da crise hídrica mais grave dos últimos 84 anos, mudou o sono e a rotina delas. “Faz mais de seis meses que estamos assim, estamos com as costas doendo de tanto carregar baldes”, queixa-se Janaína.






Os ‘ninguém’ de Alckmin
Governador afirma que ninguém ficou sem água. Os rostos da seca dizem o contrário
Enquanto discorrem os planos políticos do governador, todos os bairros da região metropolitana de São Paulo são submetidos a redução de pressão nas tubulações até – oficialmente – 20 horas por dia, o que, na prática, significa depender das caixas d'água. Sem elas, as torneiras ficariam secas durante a maior parte do dia. No abastado Jardim América, por exemplo, a pressão cai das 15 horas até às 7 horas da manhã. São 16 horas sem abastecimento regular. A água falta, sim. Em Osasco, em Carapicuíba, na zona leste, na infindável periferia, em escolas, no interior, mas também nas casas de classe média do Butantã e Perdizes. Os rostos da crise hídrica, que contaram seus relatos ao EL PAÍS, contrariam a versão do governador. 





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