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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Precariedade assola bairro ao lado do Alphaville em Campinas

Falta de rede de esgoto e de asfalto causam transtornos à população do Parque dos Pomares, que cobra providências

31/01/2012


População do bairro convive com esgoto a céu aberto
(Foto: Carlos de Sousa Ramos/AAN )


A falta de rede de esgoto e de asfalto revela a situação de abandono vivida pelo Parque dos Pomares, bairro da região Leste de Campinas localizado a sudoeste do Alphaville, um condomínio de alto padrão. Na região, o asfalto acaba onde começa a entrada do bairro, até a Rua 81. A partir da via principal, a Avenida Dr. Walmor Largura, não há mais pavimentação.

Em dias de chuva, a situação piora, segundo moradores. “Nem tatu com chuteira no pé consegue passar pelas ruas em dia de barro”, disse o morador e comerciante Flávio César Barbosa Andrade, de 42 anos. Flávio mora no bairro há oito anos e reclama também da falta de manutenção no bairro. “Nosso bairro é rodeado pela burguesia, mas abandonado pela Prefeitura. Não entendemos as diferenças.”


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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Temporal atinge Campinas; alagamentos e falta de energia

Pelo boletim do Cepagri, os temporais que atingem a cidade nesta tarde podem voltar na terça-feira

09/01/2012



Campinas registra forte chuva, com rajadas de vento, na tarde desta segunda-feira (9). Há informações de pontos de alagamento na avenida Moraes Sales e na Princesa d´Oeste próximo a BAC Veículos. Na Coronel Quirino um galho de árvore atingiu a fiação e acabou derrubando o poste. A via está com uma faixa, próximo do início da Aquidabã, interditada ao fluxo de veículos.
Além da Coronel Quirino, segundo o Cimcamp, também caíram árvores na avenida da Saudade, na Francisco Glicério e na avenida Abolição. Na avenida Francisco Glicério uma árvore atingiu um táxi. Não há informações sobre vítimas.

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Convivência reabre lotado, com goteiras e desconfiança

O Corpo de Bombeiros não emitiu uma autorização para que o espaço pudesse ser reaberto, dado os riscos que apresenta

10/01/2012 - 21h00



O Teatro Luís Otávio Burnier, no Centro de Convivência Cultural (CCC), em Campinas, foi reaberto na noite desta terça-feira (10) com goteiras (que ajudantes de limpeza não davam conta de secar), o público preocupado com as questões de segurança (que fizeram o teatro ser lacrado há menos de um mês), a casa lotada e a secretária de Serviços Públicos da prefeitura, Elvia Maria Fernandes Brito, afirmando que 'um imprevisto só poderia acontecer se houvesse uma sabotagem, um caso de polícia'.
Entretanto, o Corpo de Bombeiros não emitiu uma autorização para que o espaço pudesse ser reaberto, dado os riscos que apresenta, segundo o laudo da corporação.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cratera isola bairro e tira criança da escola

Buraco chega a 2 metros de comprimento em via do Satélite Íris, impedindo até perua escolar de chegar às casas

Inaê Miranda
22/01/2012


O menino David Menezes dos Santos, de 4 anos, olha cratera que impede
a perua escolar de chegar à sua casa para levá-lo para a creche
(Foto: César Rodrigues/AAN)



Uma cratera de mais de dois metros de comprimento dificulta a vida dos moradores da Rua Nivaldo Alves Bonilha, no Jardim Satélite Íris I, região Noroeste de Campinas. Já sem infraestrutura básica, eles viram a situação piorar, em dezembro, com a chegada das chuvas. Por causa da erosão, a rua ficou intransitável e serviços básicos de coleta de lixo e entrega de gás não chegam ao local. Um garoto de 4 anos precisou ser tirado da creche porque a perua escolar não consegue chegar até sua casa.
O cenário parece de guerra. Os buracos tomaram conta da rua do começo ao fim e, no centro, uma cratera de mais de dois metros aumenta de tamanho todas as vezes que chove. Uma das preocupações dos moradores é com o risco de dengue em função da água que tem se acumulado nos buracos. “A água fica empoçada direto e não passa ninguém aqui para resolver essa situação”, afirma a empregada doméstica Nícia Menezes dos Santos.
Por causa dos buracos, o pequeno David Menezes dos Santos, de 4 anos, filho de Nícia, deixou de ir à creche no ano passado. “O motorista do transporte escolar me falou que não ia poder mais passar aqui na rua porque ele estava correndo risco de cair no buraco.Como eu não tenho como levá-lo à escolinha porque trabalho longe, e também não tenho quem o leve, precisei tirá-lo da escola. Desde o ano passado, ele fica só dentro de casa.”
Serviços básicos e essenciais como a coleta de lixo praticamente não funcionam. Caminhões, ônibus ou carros de passeio não conseguem acessar a rua já faz algum tempo. Quem se arrisca, normalmente, fica preso nos buracos, segundo os moradores.
Os botijões de gás ou garrafões de água mineral precisam ser carregados nas costas. O acúmulo de lixo nas portas tem sido frequente. “De vez em quando, os lixeiros vêm a pé e recolhem o lixo, mas não adianta muito porque não é sempre que eles passam”, diz.
Há pouco tempo, a mãe da estudante Daniela Almeida Franco, de 19 anos, caiu em um dos buracos e quebrou o braço.”É horrível ter que enfrentar essa buraqueira todo dia. Perua escolar não entra, carro e ônibus não passam. É muito ruim e as outras ruas do bairro não fogem muito disso”, afirma.
O coordenador de Administrações Regionais, João Batista de Toledo Guedes, informou por meio da assessoria de imprensa que tem conhecimento dos problemas da rua, mas não da cratera que se aprofundou nos últimos dois meses. Informou ainda que o período de chuva dificulta as obras no local, mas que na segunda-feira, pretende enviar uma equipe técnica para analisar as condições da rua e encontrar uma solução para amenizar os problemas.

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Acesso precário deixa bairro sem ambulância

Moradores do Jardim Novo Itaguaçu, na região Sudoeste de Campinas, vivem em local afastado e sem estrutura

24/01/2012

Moradores do Jardim Novo Itaguaçu, na região Sudoeste de Campinas, vivem um verdadeiro drama. O bairro afastado e aparentemente abandonado está próximo do Aeroporto Internacional de Viracopos e não oferece a mínima infraestrutura a seus habitantes. Para piorar a situação, quando vêm as chuvas, as ruas de terra ficam intransitáveis. Passar pela única via que dá acesso ao bairro, que fica em um aclive, se torna impossível. Cerca de 5 mil famílias vivem na região.

A doméstica Nilda Vieira dos Santos, de 34 anos, mora com o marido e quatro filhos em uma das últimas ruas do Itaguaçu. Como não existem linhas de ônibus, ela precisa caminhar cerca de 30 minutos todos os dias até a Rodovia Anhanguera para conseguir pegar um circular. No período de férias Nilva ainda leva o filho mais novo, de apenas dois anos, que também tem de encarar as ruas barrentas e esburacadas do bairro. Ela conta que o marido possui um veículo, mas que fica na garagem. “Quando chove não tem como sair de carro.”

A dona de casa Cláudia Rodrigues da Silva, de 29 anos, que mora há oito no Novo Itaguaçu, aponta ainda mais problemas. “Quando fica doente aqui é complicado, ambulância não entra se estiver chovendo”, afirmou. “Se cair chuva, quem está lá fora do bairro não entra e quem está aqui não sai.”

Os caminhões de lixo também não estariam passando há um mês pelo bairro. “A última vez que o lixeiro passou foi no Natal”, disse Cláudia. Para evitar acúmulo de sacos na porta das casas, os moradores estão queimando o lixo. A dona de casa relatou que já ligou na Prefeitura inúmeras vezes pedindo um apoio emergencial, mas nunca foi atendida. “A gente queria que jogassem cascalho pelo menos na rua principal, não precisa ser no bairro todo”, pediu.

O pintor Ronaldo da Rocha Machado, de 52 anos, mora com a família em uma casa do Novo Itaguaçu e afirma que a chuva isola o bairro. “Não temos para onde correr quando começa a chuva.”

Devido às inúmeras promessas de desapropriação da área, e das incertezas que cercam o bairro, as casas são alugadas por até R$ 200,00. Com as chuvas intensas das últimas semanas e com a previsão nada animadora, que promete ainda mais chuvas até o final de fevereiro, os moradores da região imploram por ajuda da Administração.

Na segunda-feira passada, uma chuva leve que atingiu o bairro já foi suficiente para deixar as ruas intransitáveis. Os carros que se arriscavam deslizavam sem controle pelas vias e alguns chegaram a atolar. Um motociclista tentou subir a via que dá acesso ao bairro, mas caiu duas vezes.

A Prefeitura de Campinas informou que uma licitação para contratação de maquinário foi aberta e a previsão é de que entre 15 e 20 dias a Administração Regional 6 tenha condições de realizar os serviços necessários nas ruas, que já estariam, inclusive, previstos no cronograma da AR. No entanto, a execução dos serviços depende das condições climáticas, já que a chuva atrapalha a colocação de cascalhos nas ruas, informou a Prefeitura.

Mais problemas
A Prefeitura confirmou que as condições das ruas interferiram na coleta de lixo e os caminhões que faziam o serviço no bairro não estão circulando porque o trecho de itinerário esta crítico. A Administração Municipal informou que é necessário que a população verifique os trechos onde há coleta e levar o lixo até os caminhões, até que a AR melhore as condições das vias.

Sobre a desapropriação da área, a Administração informou que trabalha como se o local não fosse ser desapropriado, e irá continuar as melhorias na infraestrutura do bairro. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) confirmou que o Novo Itaguaçu está na área que será desapropriada para a expansão do aeroporto de Viracopos.

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