Data center no Pids...
Protocolos no COMDEMA-de 11 a 18/8/26 consta TERRA NOVA 1774 LTDA
Protocolo 2026000750 LP/LI para OBRA DE INFRAESTRUTURA.
RUA DOUTOR RICARDO BENETTON MARTINS, FAZENDA PAU D ALHO, POLO II DE ALTA TECNOLOGIA (CAMPINAS), 13086-902
Protocolo para subestação, mas a prefeitura divulgou outra coisa... divulgou instalação de DATA CENTER
Campinas terá data center de R$ 5 bilhões voltado à inteligência artificial
Campinas receberá um data center de alta capacidade voltado ao processamento de aplicações de inteligência artificial, com investimento inicial de aproximadamente R$ 5 bilhões, que poderá chegar a R$ 20 bilhões nas diferentes fases de implantação, e previsão de geração de cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 20 de agosto, pelo Managing Director da Actis e CEO interino da TERRANOVA, Mauricio Giusti, durante cerimônia realizada na Fazenda Pau D'Alho, no distrito de Barão Geraldo.
O projeto será implantado no Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), onde a TERRANOVA foi a primeira empresa a receber incentivo fiscal. O alvará para a implantação do empreendimento também foi entregue durante o evento, autorizando o início das obras. O Campus Campinas ocupará uma área de aproximadamente 944 mil metros quadrados, com cerca de 115 mil metros quadrados destinados à área construída.
https://campinas.sp.gov.br/noticias/campinas-tera-data-center-de-r-5-bilhoes-voltado-a-inteligencia-artificial-147416
Após essa notícia da prefeitura, solicitamos informações:
Pela lei de acesso à informação solicito o que segue:
Baseado na matéria da prefeitura sobre o data center ( https://campinas.sp.gov.br/noticias/campinas-tera-data-center-de-r-5-bilhoes-voltado-a-inteligencia-artificial-147416 ) solicito:
1-A relação, e o acordo feito, sobre todos os incentivos fiscais.
2- O alvará para a implantação do empreendimento autorizando o início das obras, entregue durante o evento.
Seclimas está usando esse artigo para correr com o licenciamento da subestação:
I - obras de interesse da Defesa Civil, em caráter de urgência, destinadas à prevenção e mitigação de acidentes em áreas urbanas, conforme artigo 8º § 3º da Lei Federal 12.651/12 (Código Florestal);
II - Certificado de Dispensa de Licenciamento Ambiental (CDL) nos casos dos Anexos I, II e IV deste Decreto;
III - cumprimento de decisão judicial ou de Termo de Ajustamento de Conduta, em sede de Ação Civil Pública ou outra ação coletiva;
IV - casos de licenciamento ambiental de obras, serviços e empreendimentos públicos, de interesse social, que dependam de tratativas céleres para obtenção de financiamentos públicos;
V - Exames Técnicos Municipais (ETM) referentes às atividades licenciadas pelo Anexo IV deste Decreto;
VI - Licenciamento Ambiental Simplificado de intervenção em Áreas Verdes relativos aos incisos I e II do artigo 47 deste Decreto.
https://bibliotecajuridica.campinas.sp.gov.br/index/visualizaratualizada/id/128414
MAS...não é empreendimento público
Comentários cidadãos:
21/8/26
Você está sabendo sobre o Data Center que foi aprovado para estar na Fazenda Anhumas?
Essa Fazenda é tombada e tem o Rio Anhumas que passa dentro e onde recebe as águas da bacia do Anhumas que abastece a região
Como colocam um DATA CENTER que consome tanta água ( um absurdo de água) faz um barulho absurdo e próximo a Barão Geraldo ,jardim Miriam , Alphaville e tantos outros
Eu não vi uma chamada para consulta pública desse assunto
Mídia:
20/8/26
Data center previsto para 2027 em Campinas promete ter 40% da atual capacidade do Brasil
Mega data center de IA começa a sair do papel em Campinas e acende alerta sobre impacto ambiental
Campinas entrou definitivamente na rota dos grandes data centers destinados à inteligência artificial. A empresa Terranova anunciou que iniciou as obras da primeira etapa de um campus de data centers no município que terá capacidade inicial de processamento de 216 megawatts (MW) e poderá chegar a 386 MW com as futuras expansões.
O tamanho do empreendimento, porém, coloca Campinas diante de uma discussão que acompanha o avanço dos data centers no Brasil e no exterior: quanto de água e energia essas estruturas exigem e quais impactos deixam para as cidades onde são instaladas?
O Campus Campinas será construído em uma área de aproximadamente 944 mil metros quadrados no futuro Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS). Cerca de 115 mil metros quadrados deverão ser ocupados pelas instalações e aproximadamente 285 mil metros quadrados serão destinados a áreas verdes, segundo a empresa.
Somente a construção e instalação da primeira fase devem receber mais de US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 2,5 bilhões. O valor não considera os investimentos que futuros clientes farão em servidores, processadores e outros equipamentos.
O projeto prevê ainda uma subestação com capacidade inicial de 300 MW e energização programada para dezembro de 2027. A estrutura poderá ser ampliada futuramente para até 1 gigawatt (GW), embora isso não signifique que toda essa potência será destinada aos equipamentos do data center.
A Terranova pertence ao fundo britânico Actis, controlado pela norte-americana General Atlantic, e tem planos de expansão também no México e no Chile. A companhia aponta o complexo de Campinas como um dos primeiros da América Latina projetados especificamente para suportar cargas de trabalho de inteligência artificial.
Consumo de energia coloca setor sob debate
A chegada do empreendimento ocorre justamente quando especialistas e órgãos públicos discutem os efeitos da rápida expansão dos data centers de inteligência artificial no país.
Em audiência realizada neste mês pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, especialistas alertaram que essas instalações podem exigir grandes investimentos em geração e distribuição de eletricidade, além de pressionar os sistemas de abastecimento de água.
O tema está sendo discutido no âmbito do Projeto de Lei 3.018/2024, que busca estabelecer regras para instalação e funcionamento de data centers voltados à inteligência artificial.
Um dos pontos levantados na audiência foi a característica contínua do consumo elétrico desses empreendimentos. Diferentemente de algumas atividades industriais que conseguem reduzir a operação nos horários de maior demanda, os servidores funcionam ininterruptamente.
Em conteúdo publicado na página oficial do Senado, o diretor-executivo do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Britto, alertou no debate que a necessidade de expansão da infraestrutura elétrica para atender grandes consumidores pode acabar produzindo custos que chegam às tarifas pagas pela população. Entre as propostas apresentadas pelo instituto está a criação de um encargo específico para atividades de alto consumo energético.
Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ao analisarem a expansão de data centers no país, também apontam que grandes instalações podem alcançar consumos equivalentes aos de milhares de residências.
Terranova promete praticamente eliminar uso de água no resfriamento
No caso de Campinas, a Terranova afirma ter adotado uma solução para reduzir um dos principais impactos associados aos data centers.
O projeto prevê resfriamento líquido em circuito fechado. Nesse modelo, um fluido circula próximo aos componentes que mais produzem calor e é reutilizado no sistema.
Segundo a empresa, a tecnologia deverá praticamente eliminar o consumo de água relacionado ao resfriamento dos servidores e também reduzir a quantidade de energia necessária para essa finalidade.
A solução é especialmente relevante porque o resfriamento convencional pode representar uma parcela significativa do consumo hídrico de grandes centros de processamento.
Isso não encerra, entretanto, a discussão ambiental. Durante a audiência no Senado, o diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), André Lucas Fernandes, chamou a atenção para uma espécie de troca entre os dois recursos: sistemas fechados capazes de economizar água podem demandar mais eletricidade para manter a refrigeração.
Especialistas defendem, por isso, que a avaliação dos empreendimentos considere conjuntamente água, energia e demais impactos ambientais.
Transparência sobre consumo é cobrada por pesquisadores
Outro ponto defendido por pesquisadores é a divulgação de indicadores concretos sobre o desempenho ambiental dos data centers.
Entre eles estão a eficiência no uso de energia, consumo de água, eficiência dos sistemas de refrigeração e participação de fontes renováveis no fornecimento elétrico. Indicadores desse tipo fazem parte das recomendações do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente para centros de dados.
O professor Daniel Caixeta Andrade, da UFU, também ressalta que nenhuma atividade econômica é completamente livre de impactos. Mesmo quando tecnologias conseguem reduzi-los, a sustentabilidade de um projeto depende também da relação estabelecida com o território que o recebe.
Além da demanda por água e eletricidade, pesquisadores apontam outros aspectos que precisam ser considerados em grandes centros de dados, como geração de lixo eletrônico, ruído contínuo produzido pelos equipamentos e impactos sobre comunidades e ecossistemas próximos.
Empregos também entram na conta
A geração de empregos é outro argumento recorrente para justificar a atração de data centers, mas especialistas fazem uma distinção entre as vagas criadas durante a construção e aquelas mantidas depois que a estrutura entra em operação.
Esses projetos demandam grande quantidade de trabalhadores durante as obras, enquanto a operação altamente automatizada tende a necessitar de equipes permanentes menores.
Em audiência no Senado, Rárisson Sampaio, assessor de Transição Energética e Justiça Socioambiental do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), defendeu que essa relação seja considerada ao avaliar os benefícios deixados pelos empreendimentos nas cidades que os recebem.
No caso do Campus Campinas, as informações apresentadas até agora detalham o investimento e a capacidade tecnológica e energética do complexo, mas não permitem dimensionar quantos postos permanentes de trabalho serão mantidos depois de concluída a implantação.
Campinas terá um dos maiores projetos do setor
A dimensão prevista para o campus coloca Campinas em uma posição relevante na expansão da infraestrutura necessária à inteligência artificial no Brasil.
A capacidade computacional poderá avançar dos 216 MW iniciais para 386 MW, enquanto a infraestrutura de fornecimento de energia foi projetada para permitir uma expansão muito maior no futuro.
https://www.portalporque.com.br/campinas/mega-data-center-de-ia-comeca-a-sair-do-papel-em-campinas-e-acende-alerta-sobre-impacto-ambiental/















