Tudo sobre as barragens Pedreira e Duas Pontes em Amparo desde 2014- 6a parte
http://blog.individuoacao.org.br/2020/10/tudo-sobre-as-barragens-pedreira-e-duas.html
Tudo sobre as barragens Pedreira e Duas Pontes em Amparo desde 2014-2a parte
https://blog.individuoacao.org.br/2021/10/tudo-sobre-as-barragens-pedreira-e-duas.html
Tudo sobre as barragens Pedreira e Duas Pontes em Amparo desde 2014-3a parte
Tudo sobre as barragens Pedreira e Duas Pontes em Amparo desde 2014- 4a parte
https://blog.individuoacao.org.br/2023/08/tudo-sobre-as-barragens-pedreira-e-duas.html
Tudo sobre as barragens Pedreira e Duas Pontes em Amparo desde 2014- 5a parte
00001473.989.23-4
https://drive.google.com/file/d/1s798RlnkIVbh_L-ItjfjGDvVmHbDHz0U/view
00001472.989.23-5
https://drive.google.com/file/d/1evkOZQDY4tu2CI-qDp2ss8CxQuGdG3nv/view
Contrato201811000322.pdf Pedreira
Governo de SP inicia consulta pública sobre investimentos para segurança hídrica dentro de pacote de R$ 25 bi
O Governo de São Paulo deu início nesta sexta-feira (9) a consulta pública da concessão de Drenagem e Segurança Hídrica: Barragens, ação que faz parte do pacote de cerca de R$ 25 bilhões em investimentos voltados à segurança hídrica, às mudanças climáticas e ao combate às enchentes. O projeto de concessão, liderado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), é estratégico para fortalecer a resiliência do Estado em médio e longo prazo, ampliando a capacidade de resposta frente a eventos extremos e garantindo maior segurança no abastecimento de água.
A concessão tem como foco a ampliação do sistema de captação e distribuição de água da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacia PCJ), por meio do Sistema Adutor Regional (SAR-PCJ). O projeto também contempla a operação e manutenção das barragens de Pedreira e Duas Pontes e da Unidade de Tratamento de Rio (UTR) Camanducaia. O investimento total estimado ao longo dos 30 anos de concessão é de R$ 1,9 bilhão, abrangendo obras, sistemas e infraestrutura necessários para garantir maior resiliência hídrica à região das Bacias PCJ.
Mais água e segurança para a Bacia PCJ
O objetivo do projeto é promover a resiliência hídrica aproveitamento recursos hídricos, ampliando a disponibilidade de água e desenvolvimento econômico. A área de abrangência do projeto envolve 21 municípios, beneficiados direta ou indiretamente pelas infraestruturas: Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Jaguariúna, Limeira, Louveira, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
Entre os principais benefícios esperados estão:
- A regularização das vazões dos rios Camanducaia e Jaguari e das barragens Pedreira e Duas Pontes, com ganhos de até 17 mil litros de água por segundo;
- A preservação da qualidade da água dos mananciais;
- A garantia de regularidade no abastecimento, aumentando a resiliência do sistema frente às mudanças climáticas e o crescimento populacional, atendendo imóveis de áreas urbanas, rurais e industriais.
Durante a consulta pública, a sociedade poderá contribuir, até 10 de fevereiro, com sugestões para o aperfeiçoamento do projeto antes da publicação do edital de concessão.
As contribuições deverão ser enviadas por escrito para o e-mail segurancahidricasarpcj@cpp.sp.gov.br, utilizando o formulário modelo disponibilizado na página do projeto no site da SPI. Serão consideradas as contribuições enviadas dentro do prazo e com todas as informações obrigatórias preenchidas. O regulamento também está disponível no site da secretaria.
Os documentos completos do projeto estão disponíveis no site e em ambiente virtual (data room). Para acesso aos materiais técnicos detalhados, é necessário realizar solicitação por e-mail, informando nome completo, CPF, e-mail, instituição, telefone e cidade do solicitante.
O projeto é estruturado em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas).
https://www.agenciasp.sp.gov.br/governo-de-sp-inicia-consulta-publica-sobre-investimentos-para-seguranca-hidrica-dentro-de-pacote-de-r-25-bi/
Consulta Pública SPI nº 02/2026
A Secretaria de Parcerias em Investimentos – SPI do Governo do Estado de São Paulo comunica que realizará Consulta Pública para colher sugestões e contribuições destinadas ao aprimoramento da concessão administrativa para a implantação, operação e manutenção de Sistema Adutor Regional PCJ, a operação e manutenção das barragens Pedreira e Duas Pontes e de Unidade de Tratamento do rio Camanducaia, e a operacionalização do fornecimento de água bruta.
Os documentos relevantes para o projeto, bem como as orientações sobre as formas de participação na consulta pública, estarão disponíveis a partir do dia 09 de janeiro de 2026, por meio do sítio eletrônico: https://www.parceriaseminvestimentos.sp.gov.br/projetoqualificado/seguranca-hidrica-barragens/.
O prazo para envio de contribuições ficará aberto até o dia 10 de fevereiro de 2026.
De: info@resgatecambui.org.br
<info@resgatecambui.org.br>
Enviada em: terça-feira, 13 de janeiro de 2026 14:37
Para: 'GAEMA - Núcleo de Campinas' <GaemaCampinas@mpsp.mp.br>;
Assunto: Questões sobre a PPP
Boa tarde a todos
Dr Rodrigo temos questões sobre a PPP das barragens e
gostaríamos de respostas pelo Gaema. São baseadas no documento anexo 02 caderno
de encargos.
Anexo 02 - Caderno de Encargos
https://drive.google.com/file/d/1aTxOcHvExLmPHf__qolbK9FAY-diPddc/view?usp=sharing
São elas:
Questão 1-Cita captação nos rios
Piracicaba , Jundiaí e Jaguari.O Gaema tem mais dados sobre isso?
Trecho: E.2. Sistema Adutor Regional (SAR-PCJ)
6.41.
O Sistema Adutor Regional é o conjunto de obras, instalações e serviços para captação, bombeamento e transporte de água bruta para os pontos de entrega. As características das infraestruturas que compõem o SAR-PCJ são:
i.
TRAMO OESTE:
a.Vazão Máxima: 0,179 m³/s
b.Ponto de captação: Rio Piracicaba
c.Ponto de entrega: Em Nova Odessa-SP, na represa da
CODEN no Córrego Recanto.
ii.
TRAMO CENTRO-SUL:
a.Vazão Máxima: 0,150 m³/s
b.Ponto de captação: Rio Jundiaí
c.Ponto de entrega: Em Louveira-SP, na barragem do
Córrego Fetá adjascente à Estação de Tratamento de Água do município.
iii.
TRAMO CENTRAL:
a.Vazão Máxima: 1,000 m³/s
b.Ponto de captação: Rio Jaguari, em Campinas-SP
c.Ponto de entrega: Em Campinas-SP, na nova ETA a ser
implantada pela SANASA no bairro Gargantilha.
Questão 2- O DAEE vai ter alguma
responsabilidade sobre as barragens? Quais? Em caso de emergência , quem
será o responsável?
Pag 30
D.1. Barragens
7.23.
A CONCESSIONÁRIA deverá atuar na área das BARRAGENS de
acordo com o Plano de Operação e Manutenção, sendo responsável pelo
monitoramento, pela operação e pelas manutenções, atendendo as recomendações
técnicas e legais.
Questão 3- Aqui consta que a barragem de
Duas Pontes não tem captação conectada.O Gaema tem maiores informações sobre
isso?
Pag 33
Para
o SAR-PCJ, deve-se levar em consideração os projetos e finalidades das prevista
na Cláusula 9 do CONTRATO. As referidas barragens localizam-se na Região
Hidrográfica do rio Paraná, na bacia hidrográfica do rio Piracicaba, sendo a
Barragem Pedreira localizada no rio Jaguari, em território dos municípios de
Campinas e Pedreira, e a Barragem Duas Pontes no rio Camanducaia, no município
de Amparo.
A
Barragem de Pedreira, terá a jusante de seu barramento uma captação para
atender o TRAMO CENTRAL que levará água diretamente para um equipamento da
SANASA, já a Barragem de Duas Pontes tem a finalidade de regularização sem
captação conectada a ela de alguma forma.
Questão 4- Tínhamos como responsáveis
pelas barragens o DAEE, a SP águas, a Ana e o PCJ.Agora teremos também o
vencedor da PPP.
Sendo assim solicito as informações das
responsabilidades de cada um deles.
No aguardo
Obrigada
Tereza
Informações do projeto
O projeto prevê a implantação, operação e
manutenção do Sistema Adutor Regional (SAR) para captação e distribuição de
água nas área das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ).
Serão beneficiados direta e indiretamente 21 municípios da região, somando
cerca de 3,4 milhões de habitantes. A infraestrutura permitirá maior segurança
contra de eventos de escassez hídrica, garantindo melhor regularidade do
abastecimento.
O projeto também abrange:
→ Operação e manutenção das barragens de Pedreira e
de Duas Pontes, responsáveis pela regularização hidrológica da região, a partir
da conclusão das obras;
→ Operação e manutenção da Unidade de Tratamento do Rio Camanducaia (UTR), que
melhorará a qualidade da água reservada na Represa de Duas Pontes.
CONSULTA PÚBLICA E DATA ROOM:
Estão disponíveis para Consulta Pública as minutas de Edital, Contrato, Anexos
Técnicos e Documentos Complementares. Os interessados poderão analisar os
documentos disponibilizados no data room.
O acesso será concedido a qualquer interessado,
mediante solicitação enviada para o e-mail:
segurancahidricasarpcj@cpp.sp.gov.br com o campo de assunto da mensagem
preenchido com “[PPP Segurança Hídrica SAR-PCJ] Solicitação de Acesso ao Data
Room”. No corpo do e-mail, deverão ser informados: nome completo, CPF,
instituição, telefone e cidade do(a) solicitante.
AUDIÊNCIAS PÚBLICAS:
As Audiências Públicas serão realizada em duas sessões: uma no formato
presencial, no dia 29 de janeiro de 2026, em Campinas/SP (inscrição: https://forms.office.com/r/ZbYAnJPM6H);
e outra no formato online, em 02 de fevereiro de 2026 (inscrição: https://forms.office.com/r/uVDcgwqvKn). Para
mais informações a respeito das formas de participação e dos meios de inscrição
para manifestação, acesse os regulamentos correspondentes abaixo.
Documentos e anexos
ATAS
Ata 1ª Reunião PPI – 37ª Conjunta Ordinária do CDPED e CGPPP de
28/02/2023
Resolução SPI nº 004 de 20/03/2023 – Inclusão Projetos PPI-SP
Apresentação 1ª Reunião PPI-SP – 28/03/2023
CONSULTA E AUDIÊNCIA
PÚBLICA
-Atualização 15/1/26
Anexo 02 - Caderno de Encargos
https://drive.google.com/file/d/1aTxOcHvExLmPHf__qolbK9FAY-diPddc/view?usp=sharing
Trecho: E.2. Sistema Adutor Regional (SAR-PCJ) 6.41. O Sistema Adutor Regional é o conjunto de obras, instalações e serviços para captação, bombeamento e transporte de água bruta para os pontos de entrega. As características das infraestruturas que compõem o SAR-PCJ são: i. TRAMO OESTE: a. Vazão Máxima: 0,179 m³/s b. Ponto de captação: Rio Piracicaba c. Ponto de entrega: Em Nova Odessa-SP, na represa da CODEN no Córrego Recanto. ii. TRAMO CENTRO-SUL: a. Vazão Máxima: 0,150 m³/s b. Ponto de captação: Rio Jundiaí c. Ponto de entrega: Em Louveira-SP, na barragem do Córrego Fetá adjascente à Estação de Tratamento de Água do município. iii. TRAMO CENTRAL: a. Vazão Máxima: 1,000 m³/s 24 b. Ponto de captação: Rio Jaguari, em Campinas-SP c. Ponto de entrega: Em Campinas-SP, na nova ETA a ser implantada pela SANASA no bairro Gargantilha.
Pag 30 D.1. Barragens
7.23.
A CONCESSIONÁRIA deverá atuar na área das BARRAGENS de acordo com o Plano de Operação e Manutenção, sendo responsável pelo monitoramento, pela operação e pelas manutenções, atendendo as recomendações técnicas e legais.
pag 33 A Barragem de Pedreira, terá a jusante de seu barramento uma captação para atender o TRAMO CENTRAL que levará água diretamente para um equipamento da SANASA, já a Barragem de Duas Pontes tem a finalidade de regularização sem captação conectada a ela de alguma forma.
Arquivos PCJ :
https://drive.google.com/drive/folders/1xDzjoX61qWmsNiuGKQLWb5ISfp-WFpL7?usp=sharing
-Atualização 16/1/26
Obra pública com placa de propriedade particular???
Barragens começam a cair em ritmo histórico na Europa, rios são libertados após décadas de bloqueio, mais de 500 barreiras são removidas num único ano, quase 3.000 quilómetros voltam a fluir livres e um movimento ambiental ganha força para redesenhar o futuro da água no continente
Em 23 países europeus, barragens e barreiras obsoletas foram derrubadas em 2024, reconectando mais de 2.900 km de rios e abrindo passagem para peixes migratórios, sedimentos e cheias naturais, num movimento que promete redesenhar a gestão da água e ampliar a biodiversidade do continente.
Na Europa, a queda de barragens entrou em um novo patamar em 2024: 542 barreiras foram removidas em 23 países, um salto de 11% em relação ao ano anterior, que devolveu o fluxo livre a mais de 2.900 quilômetros de rios e reacendeu um movimento ambiental de escala continental. Barragens e represas antigas, muitas delas obsoletas, começaram a desaparecer do mapa em ritmo raro, abrindo espaço para a natureza retomar processos interrompidos por décadas.
O impulso de 2024 não ficou restrito a um único eixo geográfico. Países que nunca tinham removido estruturas passaram a entrar oficialmente no movimento, enquanto nações já engajadas alcançaram números inéditos em um ano. O resultado foi visível em diferentes paisagens europeias, com trechos de rios reconectados, rotas migratórias reabertas e áreas antes estagnadas voltando a funcionar como sistemas dinâmicos de água, sedimentos e vida.
Onde aconteceu: rios de 23 países da Europa e o avanço em 2024
O avanço ocorreu na Europa, em rios espalhados por 23 países europeus, que registraram remoções de barragens e outras barreiras ao longo de 2024.
O dado central do ano foi o volume: 542 estruturas removidas, reconectando mais de 2.900 km de cursos d’água.
O movimento também ganhou tração porque oito países a mais removeram barreiras em comparação com 2023, ampliando a presença territorial da iniciativa e consolidando a remoção de barragens como ferramenta prática de restauração de rios.
Por que derrubar barragens virou a forma mais rápida de devolver vida aos rios
A remoção de barragens e barreiras é tratada como uma das maneiras mais eficientes e econômicas de revitalizar rios porque destrava, de uma só vez, processos naturais que dependem de continuidade.
Quando um rio volta a fluir livremente, ele retoma dinâmicas essenciais, como variações de vazão, cheias naturais, transporte de sedimentos e circulação de nutrientes.
Rios saudáveis e conectados também oferecem uma “paisagem aquática” mais diversa, capaz de sustentar fauna e flora associadas à água doce.
Essa conectividade aumenta a capacidade de purificação natural da água e pode reduzir riscos de inundações a jusante durante períodos de chuvas fortes, além de tornar o sistema mais resiliente em cenários de mudanças climáticas.
O que as barragens fazem com a natureza: fragmentação, sedimentos travados e poluentes concentrados
Mesmo quando têm utilidade prática, barragens e represas alteram o funcionamento básico de um rio.
O impacto citado é amplo: perda e fragmentação de habitats, alteração da distribuição de sedimentos e nutrientes, interferência em cheias naturais e concentração de poluentes.
Na escala histórica, a transformação se acumulou. Desde o início do século XX, grande parte dos rios europeus foi poluída, canalizada e obstruída.
Algumas estruturas têm centenas de anos e continuam oferecendo benefícios como irrigação e energia, mas outras foram abandonadas e se tornaram obsoletas, mantendo um custo ecológico alto sem entregar a mesma utilidade.
O efeito que vai da nascente ao mar: peixes migratórios e ecossistemas costeiros
A restauração de rios não se limita ao trecho onde a estrutura cai.
Ao reconectar cursos d’água, rotas migratórias podem ser reabertas para peixes como salmão e esturjão, que precisam de acesso a áreas de desova rio acima e a águas costeiras saudáveis rio abaixo.
Quando peixes e outras espécies aquáticas voltam a circular, o impacto se espalha por ecossistemas inteiros, da nascente ao mar.
O fluxo natural melhora a saúde de estuários, pântanos salgados e zonas úmidas costeiras, ambientes ricos em biodiversidade que também funcionam como sumidouros de carbono, barreiras contra inundações e berçários para a vida marinha.
O recorde de 2024 em números: 542 barreiras, 11% de alta e mais de 2.900 km reconectados
O retrato de 2024 é marcado por um conjunto de números que explica por que o ano foi considerado recorde.
Foram 542 barreiras removidas em 23 países europeus, um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. O efeito direto das remoções foi a reconexão de mais de 2.900 quilômetros de rios.
O avanço também apareceu na entrada de novos países na remoção oficial de estruturas. Bósnia e Herzegovina, Croácia, República Tcheca e Turquia removeram oficialmente suas primeiras barragens.
No grupo que liderou em volume, Finlândia apareceu como destaque, com 138 barreiras removidas em 2024. No mesmo ano, foi ressaltado que Finlândia e França removeram mais de 100 barragens cada.
Como a Europa está tentando redesenhar a relação com a água em tempos de extremos
Com o aumento de cheias e secas, o argumento central do movimento é que será necessário construir uma nova relação com a água, aceitando-a novamente nas paisagens e restaurando sua natureza selvagem sempre que possível.
Nesse conceito, remover barragens significa não apenas melhorar biodiversidade, mas também devolver ao rio a capacidade de se expandir, se ajustar e amortecer extremos.
Essa lógica explica por que o tema deixa de ser apenas conservação e entra no debate de resiliência climática, gestão de risco e reestruturação de paisagens inteiras.
A remoção cria condições para que processos naturais voltem a funcionar sem depender de intervenções constantes.
Apeninos Centrais, Itália: cinco barreiras removidas e 11 km do rio Giovenco livres de novo
Um dos exemplos destacados de remoção em 2024 ocorreu nos Apeninos Centrais, na Itália, onde a equipe de Rewilding Apennines supervisionou a remoção de cinco barreiras no rio Giovenco em novembro de 2024.
O resultado foi concreto: um trecho de 11 quilômetros do curso d’água passou a fluir livremente novamente pela primeira vez em muitas décadas.
A expectativa associada ao caso é de revitalização da paisagem e benefícios também para comunidades locais, já que a recuperação de rios tende a repercutir no entorno.
Delta do Oder, Polônia e Alemanha: duas barragens removidas e 20 km favorecendo reprodução de peixes
Outro caso citado em 2024 aconteceu no Delta do Oder, paisagem dividida entre Polônia e Alemanha.
Na parte polonesa, em junho e julho do ano passado, a equipe local e parceiros supervisionaram a remoção de duas barragens em cursos d’água da bacia do rio Ina.
O trabalho foi complementado por ações para recriar condições mais naturais no leito do rio.
A projeção é melhorar migração e reprodução de peixes ao longo de 20 quilômetros do rio, com benefícios associados também a comunidades locais, silvicultores e agricultores, que tendem a ganhar com águas mais saudáveis e com fluxo livre.
O que o movimento quer daqui para frente: escala continental e metas de rios livres até 2030
O salto de 2024 alimenta um objetivo ainda maior: ampliar o processo de restauração de rios por toda a Europa, com remoção de barreiras em escala.
Nesse horizonte, aparece a referência de restaurar pelo menos 25.000 quilômetros de rios europeus a um estado de fluxo livre até 2030.
A ideia é que a remoção de barragens se consolide como ferramenta central para alcançar essa dimensão, não apenas por ser uma ação direta, mas porque seus efeitos geram ganhos em cascata para biodiversidade, conectividade, resiliência climática e qualidade de água.
Por que 2024 virou um ponto de virada para barragens na Europa
O que torna 2024 um marco é a combinação de volume, abrangência territorial e aderência crescente de países.
Não foi apenas um aumento numérico, mas um sinal de que a remoção de barragens deixou de ser um esforço localizado para se tornar uma tendência europeia com resultados acumulados.
Ao mesmo tempo, o avanço reacende um debate inevitável: como equilibrar estruturas que ainda entregam benefícios como irrigação e energia com o custo ecológico que fragmenta rios e enfraquece ecossistemas.
A pressão por soluções mais inteligentes tende a crescer à medida que os extremos climáticos tornam a gestão da água mais urgente.
https://clickpetroleoegas.com.br/barragens-comecam-a-cair-em-ritmo-historico-na-europa-rios-sao-libertados-apos-decadas-de-bloqueio-mais-de-500-barreiras-sao-removidas-num-unico-ano-mhbb01/
-Atualização 19/1/26
Segurança hídrica: SP marca audiências públicas para concessão da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
A primeira audiência, presencial, será realizada em Campinas, no dia 29 de janeiro, às 14h, na sede da prefeitura da cidade. A segunda, no formato online, com a possibilidade de participação remota, será no dia 2 de fevereiro, às 10h. Para participação nas audiências públicas, os interessados poderão fazer inscrição prévia por meio de formulário disponível na página do projeto do site da SPI até o dia 28 de janeiro para a audiência presencial e até o dia 30 de janeiro para a virtual.
https://www.agenciasp.sp.gov.br/seguranca-hidrica-sp-marca-audiencias-publicas-para-concessao-da-bacia-dos-rios-piracicaba-capivari-e-jundiai/
-Atualização 23/1/26
Nossa inscrição para a audiência pública.
Temas para manifestação: insegurança e inutilidade
Arquivos PCJ para quem quiser ler antes das audiências:
https://drive.google.com/drive/folders/1xDzjoX61qWmsNiuGKQLWb5ISfp-WFpL7?usp=sharing
Apresentação SAR-PCJ 23-01-26
https://drive.google.com/file/d/1d8ML_83zFofZI5bi-zo4RoLp_V6BmVvF/view?usp=sharing
-Atualização 24/1/26
PPP pode ser solução para Campinas receber água das barragens de Pedreira e Duas Pontes
Em visita a Campinas nesta sexta-feira (23), a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Nathália Resende Andrade, se reuniu com integrantes das empresas de saneamento da região das bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).
Em pauta, a criação de uma Parceria Público-Privada (PPP) para construir o SAR (Sistema Adutor Regional), que vai levar a água armazenada nos reservatórios das barragens de Pedreira e Duas Pontes para as 21 cidades da região do PCJ.
O novo sistema é visto como uma aposta para regularizar as vazões do Rio Camanducaia e do Rio Jaguari, que passariam a receber mais 17 mil litros de água por segundo.
A secretária Nathália Resende destaca que o projeto se insere no conjunto de medidas que vão garantir a segurança do abastecimento de água nas próximas três décadas na região do PCJ.
“É deixar um legado. É a gente, de fato, ver a segurança hídrica se concretizar de uma forma organizada junto com os comitês. Com todo esse diálogo que a gente tem feito, transparência, consulta pública. Então de uma forma com que a gente enfrente os desafios que são históricos aqui na região com soluções estruturadas que resolvam os problemas”, pontuou.
Segundo a proposta preliminar apresentada pela Semil, o custo de implantação de três eixos de adutoras é de R$ 311 milhões.
Se o projeto correr dentro do previsto, as obras das adutoras podem começar em meados de 2027, com duração prevista de dois anos.
O diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, avalia que a integração entre os sistemas de abastecimento é uma garantia de futuro para as cidades que fazem parte da região do PCJ.
“Isso tudo tem que estar associado ao próprio [Sistema] Cantareira que também vai ajudar no enchimento ou no esvaziamento dessas barragens. Mas a gente com certeza está falando em 10 ou 15 anos de segurança hídrica, muito embora as demandas da nossa região, como loteamentos, estão em alta. Então isso tudo vai exigir um cálculo dessas demandas futuras para que elas não extrapolem todo esse planejamento”, ponderou.
Em Campinas, um dos impactos da implantação do SAR é a criação de uma nova ETA, pela Sanasa, para fazer a captação da água pelo Rio Jaguari.
O secretário-executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, diz que o novo sistema responde a mais de 30 anos de negociações com o Governo do Estado, e elenca o combate às perdas na distribuição como o próximo desafio regional.
“Reduzir o desperdício é igualmente ou mais importante, e isso é possível fazer porque o nosso trabalho começou lá em 1998. Os municípios, de certa forma, já estão fazendo a lição de casa. É uma questão atrásra de nós reforçarmos as ações, com a construção de cisternas, barragens municipais, barragens regionais, e também combatendo o desperdício”, destacou.
O projeto apresentado pela Semil também prevê a criação de uma hidrelétrica para ajudar a amortizar os custos da implantação do sistema de adutoras.
A concessão do sistema tem valor estimado de R$ 1,9 bilhão por um período de 30 anos.
A primeira audiência pública da proposta acontece no dia 29, às 14h00, no Palácio dos Jequitibás. A série de consultas acontece até o dia 10 de fevereiro, em calendário disponível no site da Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado.
Apresentação SAR-PCJ 23-01-26
https://drive.google.com/file/d/1d8ML_83zFofZI5bi-zo4RoLp_V6BmVvF/view?usp=sharing
Comitês PCJ aprofundam debate sobre implantação do Sistema Adutor Regional
Reunião realizada em Campinas contou com a participação da secretária de Meio Ambiente do Estado, Natália Resende, e da presidente da SP Águas, Camila Viana; proposta de PPP do Governo do Estado visa ampliar a segurança hídrica nas Bacias PCJ
A proposta de concessão do Sistema Adutor Regional PCJ (SAR-PCJ), por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), foi o principal tema da 2ª Reunião do Grupo de Trabalho SAR-PCJ, realizada na sexta-feira, dia 23 de janeiro, no Ciesp Campinas. A iniciativa integra as ações do Governo do Estado de São Paulo voltadas ao fortalecimento da segurança hídrica, por seu potencial de ampliar a oferta de água para consumo humano e desenvolvimento econômico nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Vinculado à Câmara Técnica de Planejamento dos Comitês PCJ, o GT-SAR-PCJ teve o encontro conduzido pelo secretário-executivo adjunto dos colegiados, André Navarro. A concessão prevê a ampliação do sistema de captação e distribuição de água, com leilão estimado até o final de 2026, contrato de 30 anos e investimentos de R$ 1,9 bilhão.
A futura concessionária será responsável pela construção e operação de três adutoras — Americana–Nova Odessa (tramo oeste), Louveira–Jundiaí (tramo centro-sul) e Pedreira–Campinas (tramo central) — além da manutenção das barragens de Pedreira, no Rio Jaguari, e de Duas Pontes, em Amparo, no Rio Camanducaia, e de uma unidade de tratamento e despoluição do Rio Camanducaia.
A proposta foi apresentada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), com participação da secretária Natália Resende, da presidente da SP Águas, Camila Viana, e do diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias, Edgard Benozatti Neto, da Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI).
Durante a apresentação, foram detalhados os objetivos da concessão, com foco no aumento da resiliência do sistema de abastecimento, na integração entre mananciais e na ampliação da segurança hídrica para 21 municípios das Bacias PCJ: Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Jaguariúna, Limeira, Louveira, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. O modelo prevê custos para acesso à água bruta em casos de novas outorgas e incentivos, como descontos, para municípios que reduzirem perdas e ampliarem o tratamento de esgoto.
Ela também ressaltou a importância do planejamento e da atuação integrada dos colegiados. “A gente só consegue avançar porque a gente tem essa conjunção de esforços. Os Comitês PCJ reúnem representantes de vários setores. E essa multidisciplinariedade, para a gente é ótimo. O PCJ é uma referência. Planejamento, ação, prevenção, contingência: essas palavras para a gente são muito importantes e que sempre tentamos levar para a prática, para a vida das pessoas e, dessa forma, conjunta mesmo. E isso, o Comitê PCJ, ele representa muito bem para a gente. Então, para o Estado de São Paulo é muito gratificante a gente ter essa troca”, completou.
Para os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ, o Sistema de Adutor Regional é necessário para a segurança hídrica da região. “Ele é uma obra necessária para potencializar os benefícios que as duas barragens, a de Amparo e a de Pedreira, vão propiciar aqui nas Bacias PCJ. A reunião do GT-SAR foi fundamental para que todos os usuários da bacia conheçam essa estratégia do Governo do Estado, tirem suas dúvidas e possam se planejar para tudo isso que está acontecendo. Porque, repito, essas barragens e esse sistema, são fundamentais para que nos próximos anos, a gente tenha uma segurança hídrica cada vez melhor”, afirmou o diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera.
Na avaliação da presidente da SP Águas, Camila Viana, a atuação integrada das instituições é essencial para enfrentar os desafios da escassez hídrica. “Temos enfrentado uma série de anos com estiagem, anos recentes, que já sofrem os efeitos das mudanças climáticas, chuvas abaixo da média. Problemas crônicos em relação a saneamento. Então, são uma série de frentes que precisam atuar de uma forma muito complementar, com um olhar integrado. Temos os prestadores, os municípios, os Comitês, a Agência, o Consórcio. É muito importante que todos esses entes estejam alinhados para enfrentar um problema que tem diversas facetas. E isso parte de um olhar integrado e regionalizado, que é algo aqui nas Bacias PCJ muito amadurecido do ponto de vista institucional, que é de fato um exemplo para o Brasil. Então, se tem um lugar em que soluções coletivas que integram órgãos e entidades têm chances de dar certo, é aqui nas Bacias PCJ. Precisaremos desse olhar para ganhar escala, para ter infraestrutura hídrica, para permitir atravessar os próximos anos, que serão bastante desafiadores”, analisou.
Consulta e audiências públicas
O projeto está em consulta pública até 10 de fevereiro para recebimento de contribuições antes da publicação do edital de concessão. As sugestões devem ser enviadas para o e-mail segurancahidricasarpcj@cpp.sp.gov.br, por meio de formulário disponível na página do projeto no site da SPI, neste link: https://bit.ly/ProjetoSARPCJ.
Também estão previstas duas audiências públicas: uma presencial, em Campinas, no dia 29 de janeiro, às 14h, na sede da prefeitura, e outra virtual, no dia 2 de fevereiro, às 10h. As inscrições devem ser feitas no site da SPI, dentro dos prazos estabelecidos.
O GT-SAR-PCJ seguirá acompanhando as próximas etapas do processo, reafirmando o compromisso dos Comitês PCJ e da Agência das Bacias PCJ com a construção de soluções estruturantes para ampliar a segurança hídrica nas Bacias PCJ.
Campinas recebe 1ª audiência pública para concessão da segurança hídrica da bacia PCJ
Governo do Estado de São Paulo realiza nesta quinta-feira (29), em Campinas, a primeira de duas audiências públicas para apresentar e debater o projeto de concessão do Sistema Adutor Regional (SAR-PCJ). A iniciativa, da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), é voltada à captação e adução de água nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ).
A audiência presencial acontece a partir das 14h, na sede da Prefeitura de Campinas. A segunda audiência será no formato online, no dia 2 de fevereiro, às 10h, por causa de necessária participação remota dos interessados.
O projeto tem como foco a ampliação do sistema de captação e adução de água da Bacia PCJ. Além disso, contempla a operação e manutenção das barragens de Pedreira e Duas Pontes, além da Unidade de Tratamento de Rio (UTR) do Camanducaia.
Investimento
O investimento total estimado ao longo dos 30 anos de concessão é de R$1,9 bilhão. Abrange obras, operação de sistemas e infraestrutura necessárias para garantir maior resiliência hídrica à região. Ademais, a ação gera melhor aproveitamento dos recursos hídricos e ampliação da disponibilidade de água para consumo humano e desenvolvimento econômico.
Consulta pública
O projeto está com consulta pública aberta até 10 de fevereiro para receber contribuições que irão subsidiar o aperfeiçoamento da proposta antes da publicação do edital de concessão. O e-mail segurancahidricasarpcj@cpp.sp.gov.br receberá as sugestões, sendo necessário utilização do formulário modelo disponível na página do projeto no site da SPI.
O SAR-PCJ está sendo estruturado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Participa também a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas).
https://horacampinas.com.br/estado-realiza-em-campinas-1a-audiencia-publica-para-concessao-de-seguranca-hidrica-da-bacia-pcj/
-Atualização 28/1/26
Imagens barragem Pedreira
-Atualização 29/1/26
https://www.spaguas.sp.gov.br/site/wp-content/uploads/2025/07/Boletim-BPDP-12.pdf
Apresentação SAR-PCJ 23-01-26
https://drive.google.com/file/d/1d8ML_83zFofZI5bi-zo4RoLp_V6BmVvF/view?usp=sharing
-Arquivos PCJ para quem quiser ler antes das audiências:
https://drive.google.com/drive/folders/1xDzjoX61qWmsNiuGKQLWb5ISfp-WFpL7?usp=sharing
-Apresentação SAR-PCJ 23-01-26
https://drive.google.com/file/d/1d8ML_83zFofZI5bi-zo4RoLp_V6BmVvF/view?usp=sharing
-Representação ANA ass
https://drive.google.com/file/d/1-ckg_vgA62uOCk2FwaFqZJvl4lYv1Y8j/view?usp=sharing
IV DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer-se respeitosamente à Agência Nacional de Águas e Saneamento
Básico ANA que solicite o cancelamento ou cancele as audiências atualmente em curso,
pelas razões acima expostas; adicionalmente, requer-se:
1- A verificação da existência e da validade de outorgas federais relacionadas ao uso
dos rios Jaguari e Camanducaia no âmbito do projeto SAR-PCJ;
2- A instauração de procedimento administrativo de fiscalização preventiva para
apurar a regularidade do uso dos recursos hídricos federais associados ao
empreendimento;
3- A manifestação técnica quanto à necessidade de instrumentos formais de
cooperação federativa ou autorizações institucionais específicas para a
implementação da referida PPP;
4- A comunicação formal ao Estado de São Paulo, caso constatada a necessidade de
regularização administrativa prévia.
-Atualização 29/1/26
Após atrasos e impasses, governo de SP propõe concessão das barragens de Pedreira e Duas Pontes
O governo do Estado de São Paulo discutiu nesta quinta-feira (29), em audiência pública em Campinas, um projeto de concessão do Sistema Adutor Regional das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (SAR-PCJ), à iniciativa privada pelos próximos 30 anos.
O sistema integra as barragens de Pedreira e Duas Pontes (em Amparo), projetadas para abastecer a região de Campinas. Segundo o governo estadual, a concessão tem como objetivo ampliar a segurança hídrica da região e reduzir riscos de crise no abastecimento.
🔎As barragens de Pedreira e Duas Pontes acumulam um histórico de atrasos e embargos. Em Pedreira, a obra teve prazos sucessivamente adiados e chegou a ser embargada em 2019 por questionamentos ambientais. Já a barragem Duas Pontes teve as obras interrompidas em 2020 após ação do Ministério Público e só foram retomadas em 2021 por decisão da Justiça Federal - saiba mais abaixo.
A audiência reuniu representantes do governo e entidades ligadas ao saneamento básico de diversas cidades da região de Campinas.
A proposta do governo estadual é entregar para a iniciativa privada a operação e a manutenção dos reservatórios, além da implantação de um sistema de distribuição da água reservada e a operação da unidade de tratamentos de resíduos do Rio Camanducaia.
De acordo com a Secretaria de Parcerias em Investimentos, a empresa contratada deverá construir três adutoras para levar água das barragens até Campinas, Nova Odessa e Louveira.
Questionado sobre o projeto, o presidente da Companhia Paulista de Parcerias, Edgard Benozatti, explicou porque acredita na eficicência do modelo de ge
"O operador também vai operar eles [os reservatórios] pelos próximos 30 anos. Então, ele vai construir com uma alta qualidade. Ele vai querer terminar a obra antes porque ele começa a receber antes. Dentro de um contrato de concessão, diferentemente de outros tipos de contrato, eu tenho indicadores de desempenho, eu tenho penalidades", explicou Edgard Benozatti, presidente da Companhia Paulista de Parcerias.
Cronograma e investimento
De acordo com o cronograma apresentado, o edital da concessão deve ser lançado até junho deste ano. O leilão está previsto para o segundo semestre, assim como o início da operação pela concessionária vencedora.
O projeto é conduzido pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Além das barragens de Pedreira e Duas Pontes, a concessão inclui a operação e manutenção da Unidade de Tratamento de Rio (UTR) do Camanducaia.
💸Até o momento, já foram investidos R$ 1,6 bilhão na construção das duas barragens. Segundo o governo do Estado de São Paulo, estão previstos R$ 311 milhões em investimentos depois da concessão. A iniciativa faz parte de um pacote estadual de cerca de R$ 25 bilhões voltado ao fortalecimento da segurança hídrica, à resiliência climática e à prevenção de enchentes.
Além da audiência presencial desta quinta (29) em Campinas, o governo estadual prevê uma segunda audiência pública em formato online, no dia 2 de fevereiro, às 10h.
📄O projeto também está em consulta pública até 10 de fevereiro, período em que interessados podem enviar contribuições por escrito para subsidiar o aperfeiçoamento da proposta antes da publicação do edital de concessão. Para saber mais, acesse o link.
"Todo mundo vai se beneficiar com o aumento de vazão previsto e isso vai permitir que nos momentos de escassez a gente não passe por crises tão severas como a gente está passando agora e já passou também no passado e que nos momentos de situação normal a gente vai ter uma vazão regularizada para todos os municípios aqui", afirmou Benozatti".
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/01/29/apos-atrasos-e-impasses-governo-de-sp-propoe-concessao-das-barragens-de-pedreira-e-duas-pontes.ghtml
-Atualização 29/1/26
Audiência pública sobre concessão das represas de Pedreira e Amparo será hoje em Campinas
O Governo do Estado de São Paulo pretende passar à iniciativa privada o controle e ampliação do SAR-PCJ (Sistema Adutor Regional da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e da gestão e manutenção das represas de Pedreira e Duas Pontes, em Amparo. Mas, antes do edital ser publicado, o governo estadual precisa debater o tema com a população e, por isso, realizará duas audiências públicas.
A primeira será nesta quinta-feira (29), às 14h na sede da Prefeitura de Campinas, com participação presencial. A segunda acontecerá online no dia 2 de fevereiro, às 10h.
Para se manifestar, é necessário se inscrever pelo formulário disponível no site da SPI (secretaria de Parcerias em Investimentos) de São Paulo. (clique aqui para acessar). As inscrições devem ser feitas até 30 de janeiro para a audiência virtual.
Investimento privado
O SAR-PCJ é responsável pela captação e adução (transporte) de água dos três principais rios da região. Segundo o governo do estado, o projeto tem como foco a ampliação do sistema, a operação e manutenção das barragens de Pedreira e Duas Pontes e da UTR (Unidade de Tratamento de Rio) do Camanducaia.
A concessãoprevista é de 30 anos e o investimento estimado, por parte da iniciativa privada, deve ser de R$ 1,9 bilhão, abrangendo obras, operação de sistemas e infraestrutura necessárias para garantir maior segurança hídrica da região, com melhor aproveitamento dos recursos hídricos e ampliação da disponibilidade de água para consumo humano e desenvolvimento econômico.
Área de abrangência
O projeto abrange uma área com 21 cidades, sendo Campinas a maior delas. O município deve ser contemplado com uma adutora de 7,1 quilômetros de extensão, com captação de água no Rio Jaguari, a jusante da barragem de Pedreira. O trajeto passará pela zona rural do município e levará a água até uma estação de tratamento a ser implantada no bairro Gargantilha.
Também serão beneficiadas direta ou indiretamente as cidades de Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Jaguariúna, Limeira, Louveira, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
A ampliação do sistema também prevê a regularização das vazões dos rios Camanducaia e Jaguari e das barragens de Pedreira e Duas Pontes, com ganhos de até 17 mil litros de água por segundo. Também é esperada a preservação da qualidade da água dos mananciais e a garantia de regularidade no abastecimento, aumentando a resiliência diante das mudanças climáticas e ao crescimento populacional.
Participação popular
A consulta pública segue até o dia 10 de fevereiro e serve para o governo estadual colher contribuições que podem aperfeiçoar a proposta antes da publicação do edital de concessão. As sugestões também podem ser enviadas por escrito para o e-mail segurancahidricasarpcj@cpp.sp.gov.br, utilizando o formulário modelo disponível na página do projeto no site da SPI. Serão consideradas apenas as contribuições encaminhadas dentro do prazo e com todas as informações obrigatórias preenchidas. O regulamento da consulta também está disponível no site da secretaria.
https://www.acidadeon.com/campinas/cotidiano/audiencia-publica-sobre-concessao-das-represas-de-pedreira-e-amparo-sera-hoje-em-campinas/
-Atualização 29/1/26
EPTV
Audiência PPP barragens 29/1/26
https://www.youtube.com/watch?v=WvJ4WrdUzsQ
Em audiência pública, região questiona modelo de PPP para adutoras de Pedreira e Duas Pontes
-Atualização 30/1/26
Debate sobre impactos ambientais das barragens marca audiência pública
Representantes da sociedade civil e políticos da região apresentaram questionamentos e reivindicações sobre os impactos ambientais da construção das barragens e das adutoras que ligarão as represas de Pedreira e Duas Pontes em Amparo, durante a audiência pública sobre a obra. No evento, o diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias (CCP), Edgard Benozatti, representando o governo do Estado, se comprometeu a analisar e a efetivar a eventual inclusão das propostas apresentadas no projeto final da licitação. A audiência pública aconteceu ontem à tarde no Salão Vermelho, localizado no Paço Municipal de Campinas. Entre os questionamentos, constaram também o custo da distribuição da água para as populações atendidas e questões sobre a própria legalidade do projeto.
O presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas (Comdema), Tiago Lira, afirmou que o impacto ambiental causado pelas barragens já foi discutido em outras ocasiões, porém, não houve uma discussão sobre os impactos da construção das três adutoras. Ele enfatizou que o projeto não demonstra com clareza se haverá trabalhos de compensação ambiental, como recuperação de nascentes e matas ciliares e preservação das cabeceiras dos rios. “Como (o Estado) deseja armazenar mais água se não há a produção de mais água? Tem de haver mais participação dos conselhos municipais, que até agora não foram consultados”, enfatizou o presidente.
Carlos Alberto Martins (MDB), prefeito de Amparo, onde está em construção a barragem de Duas Pontes, também questionou os impactos que a barragem, quando estiver cheia, causará na cidade. “Até agora ninguém falou nada sobre o uso e ocupação do solo da cidade, que é uma área gigantesca”. Ele observou que a remuneração que o município tem que receber pela desocupação do solo está prevista na constituição. “É uma obra importante e necessária, mas existem uma série de tratativas que ainda devem ser acertadas com o Governo do Estado de São Paulo”.
Vicente Andreu, ex-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) entre 2010 e 2018, também reforçou a ausência de informações mais detalhadas sobre a gestão de nascentes, matas ciliares e cabeceiras dos rios. “Infelizmente essas informações não foram citadas em nenhum momento nas apresentações”. Para ele, não basta confiar apenas nos regimes das chuvas para o abastecimento das represas. “O clima está cada vez mais volátil, então é preciso investir na própria recuperação das nascentes e rios, o quê ainda não demonstrado aqui”.
O diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias (CCP), Edgard Benozatti, responsável pela apresentação do projeto na audiência, ponderou que os questionamentos foram válidos e oportunos por se tratar justamente de uma audiência pública. “Já marcamos algumas conversas com membros do Ministério Público (MP), que também colocaram essa preocupação com as questões ambientais”.
Foi destacado na audiência que as obras para a adutora que vai ligar Pedreira à Campinas, por exemplo, passarão por uma Área de Proteção Ambiental (APA) e, portanto, é muito necessário que o projeto tenha metas de compensações claras e efetivas. Questionado, Benozatti afirmou que “não adianta fazer a represa se os mananciais estão desprotegidos, é um questionamento que faz sentido”. O diretor-presidente disse que há espaço no contrato para a concessionária elaborar e até executar planos de proteção dos mananciais. “Estamos abertos a tratar nos próximos meses de estudos mais aprofundados para trazer um projeto de restauração ambiental desses mananciais”.
Ele também destacou que todo o licenciamento ambiental do projeto passará pelo crivo de comissões ambientais e demais órgãos de fiscalização, como o próprio MP. Benozatti disse que na versão atual do projeto não há previsão da destinação dos recursos pagos pela utilização da distribuição da água, prevista em R$0,10 por metro cúbico. “Esses recursos vão para o Tesouro do Estado. É uma oportunidade interessante de se pensar o repasse desses recursos para as mitigações ambientais”.
CUSTO DA ÁGUA
A possibilidade de encarecimento da água foi um dos pontos mais sensíveis da audiência. Edgard, porém, afirmou que o projeto foi estruturado para não gerar impacto significativo na tarifa final paga pelos consumidores. “Não adianta ter uma represa e depois apresentar um plano para que os municípios vão ter de pagar para tirar essa água. A obrigação pelo fornecimento é do Estado”, observou o prefeito de Amparo Carlos Alberto Martins.
“A gente entende que não. Os contratos têm custo, mas serão mitigados: municípios com baixos índices de perda terão descontos. Quem faz a lição de casa vai pagar muito pouco em comparação ao custo total do saneamento”, respondeu Benozatti. De acordo com ele, municípios que modernizarem suas redes perderão menos água e, portanto, precisarão contratar menos volume. Essa proposta faz parte do Universaliza, onde o custo dessa nova água será integralmente coberto pelo governo estadual. Já para os demais, haverá uma política de incentivos vinculada à redução de perdas na distribuição e à ampliação do tratamento de esgoto.
LEGALIDADE
Diante das críticas sobre a ausência da ANA no processo, Edgard explicou que a ANA delegou ao Estado, através de uma portaria, a competência para emissão de outorgas dos rios federais na região. As alegações de que o projeto estaria irregular, em desacordo com as hierarquias governamentais, se deram pois as nascentes dos rios Jaguari e Camanducaia estão localizadas no Estado de Minas Gerais, por tanto, sua gestão seria de responsabilidade da agência nacional. “Essa competência foi delegada pela ANA à SP Águas. É legítimo questionar, e vamos conversar amplamente com a ANA. Mas o projeto é técnico, não político”, destacou o diretor-presidente.
Ele enfatizou que não há insegurança jurídica no projeto. “Nosso entendimento é que não existe nenhuma insegurança jurídica. Estamos em audiência pública justamente para aprimorar o projeto”. Para Benozatti, as secretarias estaduais responsáveis pelo projeto, Semil e SPI, têm experiência com esse tipo de gestão de contrato e que “ninguém vai atropelar as regras e leis estabelecidas”.
SEGURANÇA
Sobre a segurança das estruturas, Edgard destacou que o plano de segurança será aprovado pela ANA antes do enchimento das barragens e que haverá fiscalização tripla, da ANA, Arcesp e concessionária proprietária. “A segurança das barragens é fundamental. A ANA aprova o plano, e o concessionário terá plano de emergência e contingência. A fiscalização ocorre nos três níveis”. Ele também se comprometeu a conversar com o Corpo de Bombeiros sobre planos de prevenção de acidentes.
A PPP prevê a construção de três sistemas adutores, no valor de R$311 milhões, que vão transportar as águas das futuras represas às cidades de Campinas, Louveira e Nova Odessa. Todo o sistema deve beneficiar 21 cidades da região administrativa de Campinas. As obras das adutoras têm a previsão de início para 2027 e início da operação em 2030. As obras das represas têm previsão de término para dezembro de 2026. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a obra em Pedreira está 58% finalizada, enquanto a de Duas Pontes em Amparo está 74% concluída.
A próxima audiência será realizada de forma virtual no dia 2 de fevereiro, segundafeira, às 10h. O formulário de inscrição para manifestação pode ser respondido até hoje às 17 horas. Ele está disponível no link https://forms.office.com/r/uVDcgwqvKn. A transmissão ao vivo da sessão pública será pelo canal oficial do Governo do Estado de São Paulo no YouTube: https://www.youtube.com/governosp.
https://correio.rac.com.br/debate-sobre-impactos-ambientais-das-barragens-marca-audiencia-publica-1.1763378
-Atualização 30/1/26
Audiência barragens PPP 29/1/26 (1/5)
https://www.youtube.com/watch?v=XZyBheBQ9Fc
Campinas-SP Audiência pública sobre concessão das represas de Pedreira e Amparo Data 29/1/6 Local : salão vermelho da prefeitura Sobre: -Projeto de concessão inclui Sistema Adutor Regional e operação e manutenção das represas de Pedreira e Duas Pontes. -Concessão administrativa para a implantação, operação e manutenção de Sistema Adutor Regional PCJ, a operação e manutenção das barragens Pedreira e Duas Pontes e de Unidade de Tratamento do rio Camanducaia, e a operacionalização do fornecimento de água bruta. Site sp aguas: https://www.parceriaseminvestimentos.sp.gov.br/sec-parcerias-investimentos/projetos/projetos-qualificados/drenagem-seguranca-hidrica-barragens Notícias: - Após atrasos e impasses, governo de SP propõe concessão das barragens de Pedreira e Duas Pontes https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/01/29/apos-atrasos-e-impasses-governo-de-sp-propoe-concessao-das-barragens-de-pedreira-e-duas-pontes.ghtml - Em audiência pública, região questiona modelo de PPP para adutoras de Pedreira e Duas Pontes https://portalcbncampinas.com.br/2026/01/em-audiencia-publica-regiao-questiona-modelo-de-ppp-para-adutoras-de-pedreira-e-duas-pontes/ -Debate sobre impactos ambientais das barragens marca audiência pública https://correio.rac.com.br/debate-sobre-impactos-ambientais-das-barragens-marca-audiencia-publica-1.1763378 E o blog abaixo tem tudo sobre as barragens desde 2014: Tudo sobre as barragens Pedreira e Duas Pontes em Amparo desde 2014- 5a parte https://blog.individuoacao.org.br/2025/07/tudo-sobre-as-barragens-pedreira-e-duas.html
-Atualização 31/1/26
Recebido de um morador de Pedreira, sugiro que pesquisem:
Construir uma barragem com essas proporções (52\text{ m} de altura por 700\text{ m} de comprimento) sobre uma zona de cisalhamento é um desafio de engenharia extremamente crítico. Uma zona de cisalhamento é, essencialmente, uma "cicatriz" na rocha onde o material foi triturado ou alterado, perdendo sua integridade estrutural.
Aqui estão os principais riscos e o que pode acontecer se as medidas de tratamento não forem rigorosas:
1. Recalques Diferenciais e Trincas
O maior perigo em barragens mistas (aterro + concreto) é que elas reagem de formas diferentes à pressão.
O Problema: O solo compactado é flexível, enquanto o concreto é rígido. Se a zona de cisalhamento estiver sob a parte de concreto, essa estrutura pode "assentar" de forma irregular.
A Consequência: Isso gera tensões insuportáveis na junção entre o aterro e o concreto, causando trincas estruturais que podem levar ao colapso ou a vazamentos graves.
2. Fluxo de Água e Erosão Interna (Piping)
Zonas de cisalhamento costumam ser muito mais permeáveis do que a rocha sã ao redor.
O Problema: A água sob alta pressão (52 metros de coluna d'água geram uma pressão considerável na base) tentará passar pelas fraturas da zona de cisalhamento.
A Consequência: Se a água começar a carregar partículas de solo do aterro para dentro dessas fendas, ocorre o fenômeno de piping (erosão interna). É como se a barragem fosse "escavada" por dentro até desmoronar.
3. Instabilidade por Baixa Resistência
O material em uma zona de cisalhamento (frequentemente transformado em argila ou rocha podre) tem baixíssima resistência ao corte.
O Problema: O peso da barragem e a força da água empurrando a estrutura (esforço de corte) podem exceder a capacidade de carga desse solo fragilizado.
A Consequência: A base da barragem pode literalmente "escorregar" sobre a zona de cisalhamento, causando uma falha catastrófica por deslizamento.
Como a Engenharia Resolve Isso?
Construir nessas condições exige soluções caras e complexas de tratamento de fundação:
Dentaduras (Dental Concrete): Escava-se o material fragilizado da zona de cisalhamento e preenche-se com concreto de alta resistência para "selar" a falha.
Cortina de Injeção: Perfura-se a rocha profundamente e injeta-se nata de cimento sob pressão para fechar todas as fendas e impedir a passagem da água.
Tapete Drenante e Filtros: Sistemas de drenagem ultra-eficientes para garantir que qualquer água que passe não carregue sedimentos.
Nota Crítica: O design "70% aterro / 30% concreto" exige uma zona de transição primorosa. O contato entre o núcleo argiloso do aterro e a estrutura de concreto é o ponto mais vulnerável de todo o projeto.
Recebido de um morador de Pedreira que perguntou ao chatgpt:
-Pergunta no chatgpt sobre o risco da barragem de Pedreira-SP em zona de cisalhamento, vocês querem ver a resposta? É preocupante
-Quais problemas podem acontecer construindo uma barragem no leito do rio jaguari sobre uma zona de cisalhamento com uma altura de 52mts por 700 mts de comprimento sendo 30% de estruturas de concreto e 70%de aterros compactado e com 2,5 km à montante do centro da cidade sendo que o rio passa por esse centro comercial e populoso
-Pergunta muito séria e importante, senhor — ainda mais sendo no Rio Jaguari e perto de área urbana. Isso é exatamente o tipo de situação onde geologia + engenharia + segurança pública precisam andar juntas.
Vou explicar de forma clara, por partes.
📍 1. O ponto mais crítico: ZONA DE CISALHAMENTO
Uma zona de cisalhamento é uma faixa de rocha que já foi fraturada, esmagada e enfraquecida por esforços tectônicos no passado. Ela não é rocha “inteira e firme” — é como se fosse uma cicatriz na crosta.
Problemas que isso traz para uma barragem:
🪨 A rocha não é homogênea
Pode ter fraturas, falhas, zonas argilosas e material alterado.
A fundação pode ter trechos fortes e outros muito fracos.
💧 Alta permeabilidade
Água do reservatório pode infiltrar pelas fraturas.
Forma-se percolação interna → risco de:
Erosão interna (piping)
Aumento de pressão sob a barragem
Levantamento do maciço
⚠️ Reativação de falhas
O peso da água do reservatório (52 m de lâmina) aumenta a pressão nas rochas.
Pode ocorrer sismicidade induzida (pequenos abalos).
Uma falha antiga pode se movimentar milímetros — para uma barragem isso já é grave.
👉 Construir sobre zona de cisalhamento não é proibido, mas exige:
Cortina profunda de injeção de cimento
Drenos de fundação
Monitoramento permanente
🧱 2. Barragem mista: 30% concreto + 70% aterro
Esse tipo (concreto + terra) é comum, mas tem pontos sensíveis:
A parte de aterro compactado é a mais vulnerável
Se houver infiltração:
💣 Risco de piping (túneis internos de água) A água começa a carregar partículas do solo → cria canais internos invisíveis → colapso súbito.
🌧️ Chuvas extremas + reservatório cheio
Saturação do maciço
Perda de resistência do solo
Deslizamento do talude de jusante
🧩 Interface concreto ↔ aterro Se a fundação for irregular por causa da zona de cisalhamento, pode ocorrer:
Trincas
Caminhos preferenciais de água
🌊 3. Altura de 52 m é considerada BARRAGEM DE MÉDIO A GRANDE PORTE
Isso gera:
Grande volume armazenado
Alta energia potencial da água
Em caso de ruptura → onda de cheia violenta
🏙️ 4. O fator MAIS GRAVE: 2,5 km acima do centro da cidade
Isso muda tudo. Aqui entra risco humano, não só técnico.
Se ocorrer falha:
🚨 Tempo de chegada da onda Com essa distância curta, a onda de ruptura pode atingir a cidade em minutos.
🌊 Onda de cheia pode ser
Muito rápida
Cheia de detritos
Força suficiente para:
Arrastar carros
Derrubar pontes
Invadir comércio
Destruir casas
📌 Rios que atravessam centros urbanos são os mais críticos em planos de segurança de barragens.
🌱 5. Impactos ambientais no Jaguari
Você que é ambientalista sabe o peso disso:
Alteração do regime natural do rio
Retenção de sedimentos
Aquecimento da água
Perda de habitats
Barreiras para peixes
Assoreamento a jusante
Se a fundação tiver infiltração:
Pode alterar nascentes próximas
Mudar nível do lençol freático
Dia 2/2/25
Horário 10 hs
No link abaixo
https://www.youtube.com/@governosp
1.1 Consulta Pública
https://drive.google.com/drive/folders/1e44OzVp9Lo3GYykNFT98MUAADMI4dx9i?usp=sharing
2 Projetos de Referência
https://drive.google.com/drive/folders/1gm2fHPtP5ViEXQ_Qe4SHuDXgA0F3Na5u?usp=sharing
3 Modelo Econômico-Financeiro
https://drive.google.com/drive/folders/1jbatHGIX3WMdnSgiPQwjhRqE-zF3GC-8?usp=sharing
1 Documentos Licitatórios_gurança Hídrica SAR-PCJ
https://drive.google.com/drive/folders/17falvFfPIGy4SzuAf9zyKW3qk6qPhGy8?usp=sharing
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