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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

CAF - BANCO DE DESENVOLVIMENTO DA AMÉRICA LATINA
























 CAF -BANCO DE DESENVOLVIMENTO DA AMÉRICA LATINA




















Responsável pelo financiamento das fatídicas barragens de Pedreira e Duas Pontes




Vejam a pouca distância de uma barragem de grau máximo de perigo, e a cidade de Pedreira.




Ref: Representação contra as obras da Barragem Pedreira – Aditivo (09/06/2017) ao Contrato 25/07/2014.






Trechos:

Esta obra vem sofrendo questionamentos, diante da discussão da sua real utilidade e da existência de irregularidades ao longo do seu processo. De modo que, se faz necessário que este agente financiador tome conhecimento e acompanhe estas questões, brevemente apontadas a seguir, e que, em
parte, também estão sendo discutidas em Ação Civil Pública nº 5005895-83.2019.4.03.6105[1], perante a 6ª Vara Federal de Campinas/SP.

1)    Barragem impacta diretamente na APA de Campinas e não cumpre a utilidade pública devida para tanto:
1.1 Da falta da NECESSÁRIA utilidade pública.
2)    Barragem representa RISCO ALTÍSSIMO à população de Pedreira. Falta de avaliação de alternativas locacionais sob este aspecto.
2.1 Falta de análise adequada de alternativas locacionais e risco da Barragem à população.
          2.2 Zona de Cisalhamento.


CONCLUSÃO 

...O processo e desenvolvimento desta obra é contrária as próprias premissas e orientações do CAF constantes do documento “Salvaguardas Ambientales y Sociales” (pags. 24 e 25), onde se estabelece expressamente que “el proponente garantizará la participación de los actores involucrados, prestando especial atención a la participación de las mujeres. Para ello deberá diseñar una estrategia de 25 participación amplia e incluyente para todo el ciclo del proyecto, que contemple: i) identificación de actores, ii) divulgación de información, iii) consulta, iv) atención de peticiones, quejas y reclamos, y v) resolución de conflictos”.

            Além disso, também é absolutamente questionável do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, que de acordo com o sítio eletrônico deste agente financiador (https://www.caf.com/pt/sobre-a-caf/o-que-fazemos/agenda-caf-global-para-o-desenvolvimento-sustentavel/), faz parte de sua agenda global.
Uma obra tão impactante do ponto de vista ambiental que é escolhida mesmo diante do seu alto risco à população (apesar da existência de outras possibilidades), não pode ser enquadrada como uma obra que busca garantir o desenvolvimento sustentável. Ambos os aspectos ambiental e social estão sendo inferiorizados.
Como se viu com a breve explanação e é possível observar pela leitura dos demais documentos anexados à Ação Civil Pública proposta por associações contra esta Barragem, ela não se justifica pela escassez hídrica. Portanto, não se pode ventilar que está realmente solucionando um problema da população, quando na verdade não há certeza quanto à sua possibilidade de uso futura.

O que se mostrou ao longo de todo este processo foi uma verdadeira falta de transparência, já que diversos pontos importantes não foram tratados no EIA/RIMA e as próprias audiências públicas realizadas não contaram com a informação completa a respeito desta obra.

Ainda, além das premissas que orientam a atuação deste agente financiador, a própria legislação brasileira ambiental é bastante rígida quanto à responsabilidade ambiental, inclusive, podendo recair aos agentes financiadores, caso as atividades que tenham financiados venham causar impactos. Essa responsabilidade decorre da aplicação dos artigos 3º, IV; 12 e 14, §1º da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei n. 6.938/81).

Ainda que a Barragem Pedreira tenha obtido as licenças ambientais (Licença Prévia e de Instalação até o momento), o que se questiona e vem sendo objeto de discussão no Poder Judiciário, por meio da Ação Civil Pública, é que ela não cumpre o seu objetivo, portanto, não comprova sua utilidade pública perante a legislação ambiental aplicável. Tudo isso além de colocar em risco uma população que não necessita da Barragem e sem avaliar as opções locacionais do ponto de vista do risco.

Espera-se, portanto, que como agente financiador, o CAF adote as medidas necessárias para acompanhamento e fiscalização dos acontecimentos a respeito desta obra, não colaborando para que um empreendimento que não comprova sua utilidade pública continue.









                                           De onde vem



















Sobre o CAF:

CAF aprova US$ 516 milhões em projetos de desenvolvimento regional



-Em 2019, resposta do CAF

De: BRASIL
Enviada em: quinta-feira, 2 de maio de 2019 18:25
Para: 'info@resgatecambui.org.br' <info@resgatecambui.org.br>
Assunto: RESP: SÃO PAULO - PROG. SISTEMA MACRODRENAGEM RIO BAQUIRIVU-GUAÇU E BARRAGENS - SOLICITAÇÃO DE INFORMAÇÃO

 

Prezada Senhora,

 

Inicialmente, agradecemos sua mensagem.

 

O Banco de Desenvolvimento da América Latina – CAF – firmou com o Governo do Estado de São Paulo, por meio de seu Departamento de Águas e Energia Elétrica – DAEE – um Contrato de Empréstimo com Garantia Soberana para a construção, entre outras obras, das barragens de Pedreira e Duas Pontes.

 

Conforme os acordos mantidos entre a CAF e o Governo Federal que permitiram a assinatura do mencionado instrumento, ficou estabelecido no Contrato de Empréstimo que o mutuário, no caso o DAEE, está obrigado a cumprir de forma rígida e integral a legislação técnica, ambiental e social em vigor no país, apresentando, sempre que solicitado pela autoridade cabível, as devidas evidências de que essas normas estão sendo observadas, com as respectivas documentações, licenças e homologações.

 

Ressaltamos que o DAEE é o único responsável pela execução da obra e, como tanto, constitui o órgão qualificado para prestar as informações pertinentes aos temas técnicos, ambientais e sociais do projeto.

 

Atenciosamente,

 

CAF

 

De: Resgate Cambui [mailto:info@resgatecambui.org.br]
Enviada em: terça-feira, 23 de abril de 2019 14:48
Para: RAFAEL, JOSE <
JRAFAEL@caf.com>
Assunto: Solicitação de Informação-contrato de empréstimo

 


Sr José Rafael Neto

 

Boa tarde

Solicitei informação pelo site do CAF, através da página “CONTATO” , mas não obtive resposta.

Por esse motivo liguei hoje pela manhã para saber o que havia ocorrido, e me aconselharam a enviar email ao senhor

Somos uma ONG de Campinas-SP, e fazemos parte do Conselho Congeapa de Campinas.

O assunto é sobre o empreendimento Barragens Pedreira e Duas Pontes , em Pedreira e Amparo, cujo financiamento vem do CAF.

Sendo assim solicitamos o que segue:

 

Sobre o Aditivo ao Contrato de Empréstimo entre a Corporação Andina de Fomento e o Estado de São Paulo
(
http://www.daee.sp.gov.br/sppcj/aditivocaf.pdf )
Solicito o envio da documentação referente ao cumprimento de todas as clausulas descritas no documento, assim como os planejamentos , estudos e ações.E também o pedido da verba , a documentação de aprovação do CAF e a documentação dos envios das verbas.

No aguardo

Tereza Penteado

Tel 19-32517280

Email info@resgatecambui.org.br 

 






Protocolado em 2021

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Crise hídrica em São Paulo entre 2014 e 2016 e novamente agora em 2018!!!!!





















Crise hídrica em São Paulo entre 2014 e 2016 e novamente agora em 2018!!!!!
As lições de casa não foram feitas e corremos o risco de novamente ficarmos sem água.....










A grave falta de abastecimento nas residências, comércio, serviços, indústria, hospitais e demais equipamentos públicos em São Paulo entre 2014 e 2016 revelou total ineficiência e incapacidade do Governo do Estado de São Paulo e da Sabesp na gestão da nossa água (https://bit.ly/1F3cj6x). Tanto o governo como a prestadora de serviço ficaram com algumas lições de casa para fazer. Não fizeram quase nada. Fatores ligados à manutenção da infraestrutura, recuperação de mananciais, promoção de nova cultura de reuso e cuidado com a água, despoluição de rios e planejamento foram deixados de lado. Só as megaobras de curto prazo pareceram tentadoras e aconteceram sem muito estudo, com muito impacto e custo. Agora, São Paulo corre novamente perigo de secar. Já estamos com menos da metade da capacidade do Sistema Cantareira e a estação seca mal começou. E agora?
Saiba mais:

"Nível da Cantareira cai a 16,4%, novo recorde negativo". Estadão, 28 de fevereiro de 2014: 
https://www.estadao.com.br/noticias/geral,nivel-da-cantareira-cai-a-16-4-novo-recorde-negativo,1135794

"Cinco razões (que não a falta de chuva) para explicar a crise hídrica em SP", IG, 14 de março de 2015 
https://www.estadao.com.br/noticias/geral,nivel-da-cantareira-cai-a-16-4-novo-recorde-negativo,1135794

"Sudeste vive a pior crise hídrica em 84 anos, afirma ministra". Gazeta do Povo, 14 de março de 2015: 
https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/sudeste-vive-a-pior-crise-hidrica-em-84-anos-afirma-ministra-ej5wuxkty5grllh4zki3nhgzy

"Catastrophic Regime Shift in Water Reservoirs and São Paulo Water Supply Crisis".
PLoS ONE. http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0138278

"Maior crise hídrica de SP expõe lentidão do governo e sistema frágil. 22 de Março de 2014, 
http://noticias.terra.com.br/brasil/maior-crise-hidrica-de-sp-expoe-lentidao-do-governo-e-sistema-fragil,5350dd5ab0ae4410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

"Má gestão leva à pior crise de água em SP. Governo paulista ignorou relátorios sobre crise e superexploração de sistema que abastece Grande SP e interior". Por Rafael Zanvettor. Caros Amigos, 19 Março 2014: 
http://www.carosamigos.com.br/index.php/cotidiano/3970-ma-gestao-leva-a-pior-crise-de-agua-da-sabesp

"Nível do Sistema Cantareira cai novamente e chega a 8,2%". G1. 15 de maio de 2014: 
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/05/nivel-do-sistema-cantareira-cai-novamente-e-chega-82.html

"Sabesp incorpora 2º volume morto à medição mas não inicia captação». G1. 24 de outubro de 2014: 
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/10/sabesp-incorpora-2-volume-morto-medicao-mas-nao-inicia-captacao.html

Importante reparar que a Dr Catarina Albuquerque foi trocada no seu cargo na ONU logo após a sua fala sobre a incapacidade do governo...

Mais notícias:

-Catarina de Albuquerque em Campinas:

Crise hídrica –debate 25/8/14 (4/14)

https://www.youtube.com/watch?v=SwjmbsO_vh8



-O nome do que Alckmin fez com a água de SP é ‘crime de responsabilidade’


-ONU: Portuguesa mantém crítica ao Governo de São Paulo sobre falta d’água

https://www.mundolusiada.com.br/politica/onu-portuguesa-mantem-critica-a-governo-de-sao-paulo-sobre-falta-dagua/

-Para relatora da ONU, falta de água é culpa do governo de São Paulo

Candidato à reeleição, o governador tucano nega o racionamento, que na prática já atinge 2,1 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo

-Falta de água é culpa do governo de SP, afirma relatora da ONU

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/08/1508504-falta-de-agua-e-culpa-do-governo-de-sp-afirma-relatora-da-onu.shtml


-TCE culpa governo de São Paulo por crise hídrica São
Paulo –Estadão







sexta-feira, 13 de abril de 2018

A crise da agua em SP















A crise da agua em SP


Relatora da ONU diz que crise viola direitos humanos(artigo publicado no jornal Correio Popular em 26/8/14)
A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o direito à água e ao saneamento, Catarina Albuquerque, disse ontem em Campinas que a escassez de água que atinge o Estado pode ser considerada violação dos direitos humanos ao acesso à água. Segundo ela, uma parte da crise “pode ser culpa de São Pedro”, com a redução do volume de chuvas, mas outra é resultado da falta de investimentos. “Quando uma empresa de saneamento opta por distribuir dividendos aos acionistas ao invés de investir no abastecimento, isso me parece uma violação dos direitos humanos”, disse, em referência à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).


Relatora da ONU rebate Alckmin e mantém críticas ao governo por crise hídrica em SP
Catarina de Albuquerque diz que, de forma geral, falta de água generalizada podem ser evitadas com planejamento

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmou que a falta de água em São Paulo foi resultado da falta de planejamento do governo paulista e relatou que a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (SSRH) recebeu vários alertas sobre a necessidade de um plano de contingência para eventuais riscos de escassez hídrica na Região Metropolitana de São Paulo.



Durante a crise hídrica, casos de diarreia se multiplicam em São Paulo
Vigilância Epidemiológica associa os surtos da doença ao cenário de desabastecimento
Os casos de diarreia aguda tiveram um aumento importante no Estado de São Paulo em 2014, associado à crise hídrica. A avaliação é do próprio Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria Estadual de Saúde, ligado ao Governo Geraldo Alckmin (PSDB). O centro qualificou 2014 como um ano “hiper-epidêmico”, após uma análise detalhada, embora preliminar, das notificações de surtos da doença. O órgão associa o evidente aumento de casos comunicados – quase 35.000 em algumas semanas de fevereiro, março e setembro – aos problemas de abastecimento de água que ainda afetam toda a região metropolitana e várias cidades do interior. “A crise hídrica escancara problemas que não são novos em relação à água e ao saneamento em São Paulo e no Brasil”, considera o estudo.

A vida com três horas de água
Com a crise hídrica, moradores de Osasco têm de acordar às 3h30 para lavar roupa
Sabesp diz que eles têm 12 horas de abastecimento de água, mas a prática é outra
Elas se queixam de que quase não dormem e de que já não precisam do despertador: a falta d’água, consequência da crise hídrica mais grave dos últimos 84 anos, mudou o sono e a rotina delas. “Faz mais de seis meses que estamos assim, estamos com as costas doendo de tanto carregar baldes”, queixa-se Janaína.






Os ‘ninguém’ de Alckmin
Governador afirma que ninguém ficou sem água. Os rostos da seca dizem o contrário
Enquanto discorrem os planos políticos do governador, todos os bairros da região metropolitana de São Paulo são submetidos a redução de pressão nas tubulações até – oficialmente – 20 horas por dia, o que, na prática, significa depender das caixas d'água. Sem elas, as torneiras ficariam secas durante a maior parte do dia. No abastado Jardim América, por exemplo, a pressão cai das 15 horas até às 7 horas da manhã. São 16 horas sem abastecimento regular. A água falta, sim. Em Osasco, em Carapicuíba, na zona leste, na infindável periferia, em escolas, no interior, mas também nas casas de classe média do Butantã e Perdizes. Os rostos da crise hídrica, que contaram seus relatos ao EL PAÍS, contrariam a versão do governador.