Árvores-denúncias
Ano 2026
Página para denúncia de extrações, podas ou maus-tratos
às árvores de Campinas. Também dúvidas sobre
manejo,poda,plantio,etc...
Em 2026 incluímos vários outros temas do assunto árvores.
Somos do Movimento Resgate Cambuí e defendemos e cuidamos das árvores do Cambuí.Temos 4 inventários quali-quantitativo do bairro Cambuí.
Também somos conselheiros no COMDEMA , no CONGEAPA, CMDU e PCJ.
Essa página é sobre denúncias de extrações, podas ou mal tratos em árvores no Cambuí e também em outros locais.Abrange também notificações aos órgãos públicos de árvores em risco de quedas.
Solicitamos informações de cada uma dessas denúncias,através da Lei de Acesso à Informação (LAI) pelo site da prefeitura.QUESTIONE,OPINE, USE SEU PODER DE CIDADÃO.
DENUNCIE no email : info@resgatecambui.org.br
Vejam também: PODAS DRÁSTICAS EM CAMPINAS!
https://blog.individuoacao.org.br/2022/06/podas-drasticas-em-campinas.html
Árvores-denúncias Ano 2022
https://blog.individuoacao.org.br/2022/02/arvores-denuncias-ano-2022.html
Árvores-denúncias Ano 2021
https://blog.individuoacao.org.br/2021/02/arvores-denuncias-ano-2021-pagina-para.html
Árvores-denúncias Ano 2023
https://blog.individuoacao.org.br/2023/01/arvores-denuncias-ano-2023-pagina-para.html
Árvores-denúncias Ano 2024
https://blog.individuoacao.org.br/2024/01/arvores-denuncias-ano-2024.html
Árvores-denúncias Ano 2025
Edital PE nº 11-25 - disp. 28-01-25
https://drive.google.com/file/d/1rgf9ENfVr6mGX7W6Ui_7y1UIcXWTDTFa/view
https://drive.google.com/file/d/1fN4rSrpnqibJIETgdsu8mTMxXGWlv8pu/view?usp=sharing
Contrato TCN196.25
https://drive.google.com/file/d/1BCapXypdsg_EYDPF2T9w1BLHLV88sqGc/view?usp=sharing
Termo_de_Contrato_61_24_e_Ordem_de_Servico
Veja também:
E o outro mais de 26 milhões...
E já tiveram prorrogação.
Documentação licitações MB, a mesma que detona as árvores juntamente com a CPFL...
Vejam a relação dos gastos :
R$ 173.760.332,05
E o outro mais de 26 milhões...
E já tiveram prorrogação.
-Termo_de_Contrato_61_24_e_Ordem_de_Servico
https://drive.google.com/file/d/1i6tpmEIfbHh16mYuBEScQPTtIf8R4xpu/view?usp=sharing
-Edital do Pregão 013/2024
Prestação de serviços técnicos e operacionais complementares para o manejo da arborização urbana do Município.
https://drive.google.com/file/d/1ERcvHi0RJgzhkB7a-Y1xH7FQWQXXZGbW/view
Edital PE nº 11-25 - disp. 28-01-25
https://drive.google.com/file/d/1rgf9ENfVr6mGX7W6Ui_7y1UIcXWTDTFa/view
Anexo II - Termo de Referência
https://drive.google.com/file/d/1fN4rSrpnqibJIETgdsu8mTMxXGWlv8pu/view?usp=sharing
Contrato TCN196.25
https://drive.google.com/file/d/1BCapXypdsg_EYDPF2T9w1BLHLV88sqGc/view?usp=sharing
Para não termos dúvidas, solicitamos pela Lai 498/2026
Pela lei de acesso á informação solicito o que segue:
1-Quantas e quais licitações foram homologadas para a MB engenharia e meio ambiente Ltda.
1.2-Fornecer os editais e anexos II de cada uma delas
1.3-Fornecer os contratos de cada uma delas
-Denúncias 16/5/26
Árvores da praça do coco foram perfuradas...
Documentamos isso com fotos.Nessa mesma data fomos fazer novas avaliações com aparelhos.
Consta que o Joaquim da Plantcare fez exame com um instrumento chamado trado, à confirmar.
Ministério Público volta atrás e suspende corte de árvore na Praça do Coco, em Barão Geraldo
Após contestação do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Campinas (Comdema), o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) voltou atrás e suspendeu o corte de uma árvore na Praça do Coco em Barão Geraldo. Na terçafeira (12), um despacho do MPSP autorizava a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP) a realizar o corte dessa árvore de grande porte (uma Pterocarpus violaceus – Aldrago).
O assunto gerou polêmica após a supressão de um outro exemplar, no final de abril, motivando protestos da população local. O Comdema encaminhou um ofício questionando a decisão da última terça e, na tarde de ontem, o MPSP despachou outro documento suspendendo a operação de retirada da espécie.
No ofício, o Comdema fundamentou sua contestação na alegação de que houve desconsideração da sua competência legal e do papel do controle social nas decisões ambientais do município. Segundo o Conselho, o Ministério Público teria validado a supressão de árvores na Praça do Coco com base apenas em informações da Prefeitura e em um parecer técnico remoto elaborado por consultoria externa, ignorando o Parecer Técnico CT 02/26 produzido por especialistas vinculados à Unicamp e à Embrapa. O órgão sustenta que sua atuação é respaldada pela Lei Municipal n.º 10.841/2001, que o define como instância deliberativa e consultiva integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), e afirma que a exclusão do colegiado do processo decisório enfraquece a participação popular e a transparência na política ambiental de Campinas.
Outro ponto central da contestação é a crítica à metodologia adotada pela Prefeitura e aceita pelo Ministério Público para justificar a retirada das árvores. O Comdema argumentou que o laudo externo foi realizado sem vistoria presencial, contrariando normas técnicas da ABNT, enquanto o parecer do Conselho utilizou tomografia acústica e análise de campo para atestar a integridade estrutural do exemplar arbóreo. O documento também acusou a administração municipal de praticar “cherry picking” técnico, ao selecionar apenas os estudos favoráveis à supressão vegetal, ignorando evidências contrárias já apresentadas nos autos. Diante disso, o Conselho solicitou a suspensão imediata de qualquer intervenção até a realização de audiência técnica conciliatória entre as partes envolvidas.
O novo documento do MPSP determinou a suspensão imediata da extração do exemplar após reconsiderar entendimento anterior diante de novos elementos técnicos apresentados pelo Comdema e pela Associação Movimento Resgate o Cambuí.
MULTIDISCIPLINAR
Segundo o despacho, o laudo técnico elaborado pelo Comdema foi produzido por equipe multidisciplinar e incluiu vistorias presenciais realizadas nos dias 1º e 2º de maio, com inspeções visuais, medições e exames de tomografia sônica e ultrassônica diretamente na árvore analisada. O estudo concluiu haver condições técnicas para a preservação do exemplar, em divergência com os pareceres que haviam fundamentado a decisão administrativa de supressão da árvore.
Diante da controvérsia técnica, o Ministério Público afirmou que a adoção do princípio da precaução ambiental exige uma análise mais aprofundada antes de qualquer intervenção definitiva. No despacho, a promotora destaca que o novo laudo possui metodologia detalhada e foi baseado em avaliação presencial, fatores considerados relevantes para a revisão da decisão anterior. Com isso, foi determinada a expedição de ofício à Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP) para interromper imediatamente qualquer procedimento de retirada do exemplar arbóreo até nova deliberação.
Procurada, a administração municipal afirmou que a extração da árvore restante já foi suspensa e a Prefeitura está providenciando o contralaudo técnico, conforme solicitou o Ministério Público.
Presidente do Comdema, Tiago Lira afirmou que o parecer técnico elaborado pela Câmara Técnica de Arborização e aprovado nesta quarta-feira pelo plenário do conselho passou a representar oficialmente a posição institucional do órgão sobre o caso. Segundo ele, após a aprovação, a presidência do Comdema encaminhou ofícios ao prefeito de Campinas e ao Ministério Público, comunicando a conclusão técnica e solicitando providências relacionadas à preservação das árvores analisadas.
De acordo com Lira, o Ministério Público chegou a abrir um inquérito após receber a documentação, mas posteriormente recuou e autorizou a continuidade dos cortes com base em outro laudo técnico apresentado pela prefeitura. O presidente do Comdema criticou a decisão e afirmou que o órgão pediu formalmente a reconsideração do despacho, argumentando que o parecer aprovado pelo conselho foi produzido a partir de avaliações presenciais e seguindo critérios técnicos previstos em normas da ABNT. Ele também destacou a atuação da Associação Movimento Resgate o Cambuí, que protocolou manifestação semelhante pedindo a revisão da autorização para supressão das árvores.
Ainda segundo Tiago Lira, todos os atos adotados anteriormente pela presidência do Comdema passaram a ter respaldo oficial do plenário do conselho após a reunião extraordinária desta quartafeira. O dirigente afirmou que o órgão defende a manutenção do inquérito e a suspensão dos cortes até que a prefeitura apresente justificativas técnicas detalhadas para contestar o laudo elaborado pelo Comdema. Para ele, o estudo produzido pelos técnicos do conselho possui maior profundidade metodológica e diverge substancialmente das conclusões apresentadas pela administração municipal.
O vereador Wagner Romão (PT), que é membro da Comissão de Meio Ambiente no legislativo, afirmou que foi surpreendido, na manhã de ontem (13), por uma notificação da Promotoria de Meio Ambiente de Campinas relacionada às árvores da Praça do Coco. Segundo ele, o documento considerava apenas o parecer técnico apresentado pelo professor Hermógenes, da Esalq, e solicitava à Secretaria Municipal de Serviços Públicos a indicação da data para a supressão definitiva da árvore remanescente.
O parlamentar criticou o fato de a decisão inicial não levar em conta o laudo produzido pela Comissão de Arborização do Comdema em conjunto com uma equipe técnica da Unicamp, que apontaria a possibilidade de recuperação do exemplar arbóreo ainda existente.
De acordo com Romão, após tomar conhecimento da decisão, ele procurou a promotora do MPSP para defender a reavaliação do caso e destacar que o estudo elaborado pelo Comdema e pela Unicamp utilizou tecnologia mais avançada, incluindo exames de tomografia nas árvores. O vereador afirmou ter recebido de forma positiva a revisão do posicionamento do Ministério Público, que passou a exigir manifestação da Prefeitura sobre o laudo técnico e determinou a suspensão de novas intervenções na Praça do Coco. Segundo ele, o próximo passo será promover uma reunião entre a Promotoria e a Comissão de Arborização para reforçar a legitimidade do estudo que contesta os laudos anteriormente utilizados pela administração municipal.
DESPACHO 13-05-2026
https://drive.google.com/file/d/107ogKbaXUc8Y42XEfptf92y686vZI863/view?usp=sharing
MP suspende intervenções na Praça do Coco e exige contralaudo da Prefeitura
Decisão foi em resposta à manifestação apresentada pela Associação Movimento Resgate o Cambuí e pelo Comdema
A polêmica extração de árvores na Praça do Coco, em Barão Geraldo, teve novos desdobramentos nesta quarta-feira (13). A promotora de Justiça Luciana Ribeiro Guimarães Viegas de Carvalho expediu ofício à Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP) de Campinas suspendendo qualquer intervenção na Praça. Também determinou a apresentação, por parte da Prefeitura, de um novo laudo técnico com a finalidade de sanar a controvérsia sobre o estado das árvores.
A decisão foi em resposta à manifestação ao Ministério Público de São Paulo apresentada pela Associação Movimento Resgate o Cambuí e pelo Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente).
Na decisão, a promotora reconheceu a validade do laudo técnico apresentado pelo Comdema, que apontou falhas graves na ação promovida na Praça do Coco no início do mês. O documento contradiz o parecer técnico externo, assinado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP), solicitado pela Prefeitura de Campinas.
O episódio que envolveu cortes e podas radicais de árvores gerou forte reação contrária, incluindo protestos na praça e revolta nas redes sociais, além de pareceres técnicos conflitantes.
A promotora determinou a expedição de ofício à Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP) para que “suspenda imediatamente a extração do exemplar arbóreo remanescente, abstendo-se de qualquer intervenção até ulterior deliberação” e “providencie a realização de contralaudo técnico, mediante vistoria presencial, por profissionais habilitados e com emprego de metodologia adequada, apta a dirimir a controvérsia instaurada”.
Laudos
Após a divulgação do laudo pedido pelo Comdema, um outro parecer técnico externo, assinado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, foi apresentado pela Prefeitura de Campinas.
Segundo documento, foram comprovados riscos relativos a duas árvores da praça extraídas e a permanência delas na Praça do Coco, em “péssimo estado geral”, representaria um risco contínuo para os frequentadores do espaço.
Já conforme o laudo apresentado pelo Comdema, cujo relator é o engenheiro florestal e agrônomo José Hamiltom de Aguirre Júnior, as intervenções realizadas em árvores da Praça do Coco incluíram “supressão e podas consideradas tecnicamente injustificadas”. Segundo o laudo técnico, parte do conjunto arbóreo afetado estava “saudável e não apresentava riscos que justificassem a remoção ou intervenções drásticas”.
https://horacampinas.com.br/promotora-suspende-intervencoes-na-praca-do-coco-e-exige-contralaudo-da-prefeitura/
Parecer da Prefeitura que baseou corte na Praça do Coco foi feito sem vistoria presencial
Pela lei de acesso a informação solicito:
Sobre o parecer do professor da Esalq(no anexo) solicito:
1-O documento ,por parte da prefeitura,da solicitação do parecer ao professor.
2-O contrato com a universidade e com o professor para que ele pudesse emitir o parecer.
3-Valor e recibo do pagamento pela emissão do parecer pelo professor.
4-ART do professor responsavel pela emissão do parecer.
5-Qual a validade de um parecer emitido a distância , onde o professor desconhece as árvores que outra pessoa analisou.
Parecer da Prefeitura que baseou corte na Praça do Coco foi feito sem vistoria presencial
O posicionamento do professor contrasta com um estudo mais detalhado, elaborado por engenheiros agrônomos, florestais e ambientais ligados à Unicamp, USP, Unesp e ao Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema). Este grupo técnico utilizou equipamentos de análise interna da madeira e concluiu que as árvores possuíam resistência estrutural para serem preservadas.
Acionamento do Ministério Público
Diante das divergências técnicas, o Comdema oficializou uma representação junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para a abertura de um inquérito civil. O órgão colegiado aponta a existência de possíveis danos ambientais e irregularidades administrativas na supressão. No documento enviado à 12ª Promotoria de Justiça de Campinas, o conselho argumenta que os exemplares marcados para corte apresentavam, na realidade, vitalidade e estabilidade mecânica.
A representação se fundamenta em exames de tomografia acústica realizados por especialistas da Unicamp e da Embrapa, que comprovaram cientificamente a segurança das árvores. O Comdema sustenta que a decisão da prefeitura carece de motivação lícita e técnica, podendo configurar crime ambiental por dano a plantas ornamentais de logradouros públicos. Entre os pedidos feitos ao Ministério Público está a suspensão imediata de novos cortes na praça até que uma perícia complementar seja concluída.
Análise por fotografias e documentos
No parecer datado de 5 de maio de 2026, o professor Demóstenes afirma expressamente que sua contribuição se deu ao observar o material técnico já executado. Em declaração ao jornal Correio da Manhã, ele esclareceu que o documento não teve a intenção de confrontar estudos divergentes — como o laudo do engenheiro José Hamilton Aguirre, ao qual ele não teve acesso no momento da escrita —, mas sim de corroborar o entendimento técnico apresentado inicialmente pela municipalidade.
No texto, o professor apontou que os exemplares de Ficus benjamina apresentavam falhas estruturais, como a conformação de forquilha em V, o que geraria risco aos frequentadores da praça devido à fragilidade mecânica e vulnerabilidade a ventos. Com base nesses dados secundários e visuais, ele defendeu a substituição das árvores por espécies saudáveis e seguras.
Contraponto técnico e metodologias
O engenheiro florestal José Hamilton de Aguirre Júnior, membro do Comdema e mestre em Arborização Urbana pela USP, protocolou o laudo em contraposição aos procedimentos da municipalidade. O estudo utilizou critérios da norma ABNT 16246 (níveis 1, 2 e 3) para atestar a viabilidade das árvores.
Aguirre Júnior destacou que os resultados, obtidos por meio de tecnologia de análise interna, indicaram que os espécimes não apresentavam o risco alegado. O engenheiro reforçou a necessidade de compensação ambiental e criticou a condução do processo de urbanização na cidade.
A prefeitura, em nota, reiterou que o professor atestou a correção dos laudos e o cumprimento das normas técnicas pelos profissionais municipais. O governo defende que a substituição prioriza a segurança da população em áreas de grande fluxo.
Vereadores pedem suspensão imediata de cortes de árvores na Praça do Coco
A bancada de esquerda da Câmara Municipal de Campinas protocolou um ofício junto à Prefeitura solicitando a suspensão imediata de procedimentos de destoca e novas intervenções na Praça do Coco, em Barão Geraldo, após a remoção de árvores no local. O documento também anexa um laudo elaborado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), produzido por especialistas da área ambiental.
O pedido foi assinado pelos vereadores Mariana Conti e Fernanda Souto (PSOL), Guida Calixto, Paolla Miguel e Wagner Romão (PT) e Gustavo Petta (PCdoB). Além da interrupção das intervenções, os parlamentares pedem a retirada de dois galhos remanescentes que apresentam risco de queda.
Segundo a vereadora Mariana Conti, o laudo técnico aponta que as árvores removidas não apresentavam danos que justificassem a supressão. “A Prefeitura não pode seguir com esse projeto de devastação ambiental desenfreado. O que aconteceu na Praça do Coco não foi um fato isolado”, afirmou.
Condições de preservação
A mobilização ocorre após a divulgação de laudos independentes elaborados por engenheiros agrônomos, ambientais e florestais ligados à USP, Unesp, Unicamp e ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), que apontam que as árvores removidas da Praça do Coco apresentavam condições de preservação e não precisariam ser suprimidas.
Os especialistas também criticaram os documentos utilizados pela Prefeitura para justificar os cortes. Segundo o engenheiro florestal José Hamilton de Aguirre Júnior, membro técnico do Comdema e mestre em Arborização Urbana pela USP, os laudos apresentados pela administração municipal seriam superficiais e não atenderiam aos critérios técnicos mais aprofundados previstos pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
O laudo do Comdema destaca a relevância ambiental e social da arborização da praça, citando benefícios como sombreamento, redução da temperatura, melhoria da qualidade do ar e auxílio no escoamento da água das chuvas. De acordo com os pesquisadores, esses fatores contribuem diretamente para o conforto térmico e a convivência no espaço público.
Porém, conforme o Correio da Manhã divulgou em primeira mão, o professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, da Esalq-USP, autor do parecer técnico divulgado pela Prefeitura posteriormente aos cortes para justificar as extrações, afirmou que não houve vistoria no local nem avaliação direta das árvores cortadas e que sua análise foi feita apenas com base nos documentos já existentes e sem análise diretas às árvores.
Sobre o ofício
A vereadora Paolla Miguel ressaltou ainda os impactos culturais da retirada das árvores. “A Praça do Coco abriga uma feira tradicional e concentra ensaios e encontros de blocos de carnaval. Essas experiências de convivência ficam mais difíceis sem a arborização”, declarou.
Já Guida Calixto afirmou que a preservação das árvores é essencial para a qualidade de vida da população. “Não aceitaremos que destruam um patrimônio ambiental e afetivo da cidade sem diálogo com a comunidade”, disse.
Laudo protocolado
O documento final foi protocolado nesta quarta-feira (5) na Prefeitura pelo engenheiro florestal José Hamilton de Aguirre Júnior, membro técnico do Condema, mestre em Agronomia e Arborização Urbana pela USP.
O engenheiro protocou o resultado final do laudo técnico elaborado em contraposição à documentação apresentada pela MB Engenharia (empresa terceirizada contratada pela Prefeitura). "Utilizamos equipamentos de análise interna da madeira, e os resultados indicam que as árvores tinham resistência estrutural para permanência no local”, afirmou.
"Nós deixaremos registrado aqui na Prefeitura esse mau procedimento e tudo que está sendo reivindicado, que é a compensação ambiental. Para que isso não ocorra mais com a urbanização de Campinas", declarou.
Laudo_PracadoCoco_final_Comdema
https://drive.google.com/file/d/16dLiZTb722wsuLsIBYI_HeFicLwESx_j/view?usp=sharing
Me. José Hamilton de Aguirre Junior
Engenheiro Florestal e Agrônomo
Mestre em Agronomia – Arborização Urbana
Dra. Stella Stopa Assis Palma - Bióloga e Engenheira Agrícola, Pós Doutoranda em
Engenharia Agrícola, Doutora em Engenharia Agrícola
Me. Chiara Secco – Arquiteta, Doutoranda em Engenharia Agrícola, Mestre em
Engenharia Agrícola
Dr. Ivan André Alvarez – Engenheiro Agrônomo – Pesquisador Embrapa, Doutor em
Agronomia - Ecologia Urbana
Dra. Denise Alemar Gaspar – Bióloga, Consultora em Restauração Ecológica, Doutora
em Ecologia
Dra. Raquel Gonçalves – Engenheira Civil, Professora Titular da UNICAMP
(representante da UNICAMP no COMDEMA), pós doutora em Engenharia Florestal
Rosana Negreiros – Engenheira Agrônoma – Especialista em Gestão Ambiental pela
UFSCar
Dra. Ana Maria Liner Pereira Lima – Engenheira Agrônoma, Doutora em Agronomia,
Solos e Nutrição de Plantas, Área de Arborização Urbana; Professora Aposentada
USP/ESALQ - Arborização Urbana e Paisagismo
MB praça do coco.
https://drive.google.com/file/d/1SK5Jtaf93W4a6eVuie6S9WKxs1E8QCcC/view?usp=sharing
parecer_sobre_os_laudos_7391_e_7392_assinado.
https://drive.google.com/file/d/14zHKgP8Zkgts1SQRgLh78aQYsJ-3crtm/view?usp=sharing
Oficio_nBA_09_26_.docx_Comdema
para MP
https://drive.google.com/file/d/1GHqe7iN_hQGFaXS6nXgtkpxbBSov0Ymu/view?usp=sharing
Laudo do Comdema, USP e Unicamp aponta preservação; parecer da Prefeitura não avaliou árvores na Praça do Coco
https://www.correiodamanha.com.br/nacional/sao-paulo/campinas/2026/05/283199-parecer-citado-pela-prefeitura-nao-analisou-arvores-cortadas-na-praca-do-coco.html
Câmara CpsReunião Ordinária - 06/05/2026
Laudo do Comdema, USP e Unicamp aponta preservação; parecer da Prefeitura não avaliou árvores na Praça do Coco
O professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), responsável pelo parecer técnico citado pela Prefeitura de Campinas para justificar o corte de árvores na Praça do Coco, em Barão Geraldo, afirmou que sua análise não incluiu vistoria no local nem avaliação direta dos exemplares.
“Esse parecer foi elaborado somente tendo como base os laudos feitos anteriormente aos procedimentos executados na praça. Portanto, não analisei o que foi feito, mas somente os laudos dos técnicos. Quando fiz esse parecer eu não tinha o laudo do engenheiro florestal José Hamilton Aguirre e, portanto, esse parecer apenas corroborou o entendimento dos técnicos sobre a pertinência da substituição das árvores, não tendo a intenção de ser contrário ao estudo feito”, disse à reportagem.
A declaração ocorreu após a Prefeitura divulgar um material intitulado “Laudo da Esalq-USP”, utilizado para sustentar a necessidade da extração das árvores mas que, conforme o professor responsável, é um parecer técnico elaborado a partir de laudos anteriores, sem análise direta das árvores.
A reportagem solicitou acesso ao parecer ao professor, que afirmou não poder compartilhar o documento neste momento. O pedido também foi encaminhado à Prefeitura de Campinas, mas o material não foi enviado até o fechamento desta reportagem. Na manhã desta terça-feira (6), após o fechamento da reportagem, a administração municipal entrou em contato e encaminhou o parecer técnico elaborado pelo professor.
Laudo do Comdema, USP, Unesp e Unicamp aponta condições de preservação
Na contramão do parecer citado pela administração municipal, um laudo técnico elaborado por engenheiros agrônomos, florestais e ambientais ligados à USP, Unicamp, Unesp e ao Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema) concluiu que as árvores retiradas tinham condições de preservação.
O documento final foi protocolado nesta quarta-feira (5) na Prefeitura pelo engenheiro florestal José Hamilton de Aguirre Júnior, membro técnico do Condema, mestre em Agronomia e Arborização Urbana pela USP.
“Estamos protocolando o resultado final do laudo técnico elaborado em contraposição à documentação apresentada pela MB Engenharia (empresa terceirizada contratada pela Prefeitura). Utilizamos equipamentos de análise interna da madeira, e os resultados indicam que as árvores tinham resistência estrutural para permanência no local”, afirmou.
"Nós deixaremos registrado aqui na Prefeitura esse mau procedimento e tudo que está sendo reivindicado, que é a compensação ambiental. Para que isso não ocorra mais com a urbanização de Campinas", declarou.
Segundo ele, o estudo utilizou duas metodologias independentes (uma conduzida por engenheiros e técnicos do Condema e da USP e outra por pesquisadores, professores e engenheiros da Unicamp) com uso de equipamentos distintos, incluindo tecnologia nacional. “As duas análises convergiram na possibilidade de preservação. Foi feita avaliação completa, incluindo critérios da norma ABNT 16246, com níveis 1, 2 e 3”, explicou.
Depoimentos: especialistas contestam risco estrutural
Pesquisadores que participaram da análise afirmam, em vídeo divulgado nesta terça-feira (5) que não foram identificados indícios de risco que justificassem a retirada das árvores e fizeram declarações a respeito:
"Eu sou Ana Maria Lima, eu fui professora da Esalq de Piracicaba, Escola de Agronomia. Fui docente tanto da graduação quanto na pós-graduação. Minha especialização é Paisagismo e Arborização Urbana e participo da Câmara Técnica e estou aqui como campineira, como filha dessa terra aqui". Dra. Ana Maria Liner Pereira Lima, professora da Esalq-USP e especialista em arborização urbana.
"Eu sou do tempo do doutor Hermes Moreira de Sousa, fui estagiária dele! Onde tudo quanto era novidade, coisa diferente, se plantava em Campinas. Campinas era tida como uma das cidades mais bem arborizadas do Brasil e hoje está nessa situação lamentável que nós estamos vivendo. Então eu queria pedir, por favor, que as pessoas se envolvessem, deixassem de ser omissas e que nós precisamos mudar. Como tanta cidade brasileira está progredindo, nós estamos caminhando para trás", afirmou.
"Eu sou Denise Gaspar, eu sou bióloga, eu tenho doutorado em Ecologia e especialização em Restauração Florestal e Ecológica. Faço parte do Condema da Câmara Técnica de Arborização Urbana. Espero que a gente faça o nosso trabalho da melhor forma para mostrar a seriedade que a arborização urbana de Campinas tem que ser tratada e não da forma que está sendo conduzida, com prejuízos para toda a população. Obrigada". Denise de Alemar Gaspar, bióloga, doutora em Ecologia pela Unicamp, bióloga, doutora em Ecologia e especialista em Jornalismo Científico pela Unicamp; especialização em Restauração Florestal e Ecológica pela UFSCar; mestre em zoologia pela Unesp.
"Meu nome é Raquel Gonçalves, eu sou docente da Unicamp e também represento a Unicamp no Condema e na Comissão Técnica de Arborização. E nós realizamos essa análise utilizando um equipamento desenvolvido na Unicamp e que mostrou os resultados muito próximos do equipamento que eles usaram também. E nós constatamos que é necessário, antes de dizimar as árvores, que a gente tenha certeza de que aquele exemplar necessita ser retirado".
"Ninguém aqui é irresponsável, a gente sabe do risco que se corre quando a gente deixa um exemplar arbóreo que não pode ser deixado porque está em risco de queda. Mas também é necessário que se faça isso de forma mais cautelosa, mais responsável e de maneira mais ética. Então é isso que a gente está pedindo aqui, que a gente tenha esse cuidado com as árvores". Dra. Raquel Gonçalves, doutorado em Engenharia Civil (Engenharia de Estruturas) pela Escola de Engenharia de São Carlos; Doutora em Educação pela Unicamp; doutora em Engenharia Civil (Engenharia de Estruturas) pela Escola de Engenharia de São Carlos; pós-doutorado em recursos florestais no Instituto de Pesquisas Tecnológicas na Université Laval em Québec, Canadá.
"Eu sou Stella Palma, doutora de engenharia agrícola, bióloga, engenheira e doutora de engenharia agrícola. Eu acompanho o grupo de pesquisa da Raquel Gonçalves, junto com outros alunos, e eu estive aqui fazendo análise também da árvore, que foi essa que a Raquel comentou, que nós não tivemos indícios de que ela iria cair. Não existe esse indício, então não tinha o porquê cortar", afirmou.
"E importante também o que a Raquel falou, que o equipamento foi desenvolvido na Unicamp. Então eu repito o mesmo que eu repeti aqui outro dia. É ciência nossa, é ciência brasileira, é ciência aqui da nossa terra, está deixando de lado para fazer uma barbaridade como essa". Graduação em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário das Faculdades Integradas de Ourinhos, graduação em Engenharia Agrícola pela Unicamp, mestre em Engenharia Agronômica e doutora em Engenharia pela Unicamp. Experiência na área de Engenharia Agronômica, atua principalmente nos seguintes temas: tomografia ultrassônica, inspeção de árvores, tomografia ultrassônica, ensaios não destrutivos e inspeção em árvores.
"Então, para deixar claro, nós fizemos um contralaudo de mais de 60 páginas, demonstrando que esta árvore que ainda está aqui não deve ser cortada. Então nós estamos nos opondo ao laudo apresentado pela empresa e nós estamos mostrando também que não deveria ter sido cortada aquela árvore, aquela figueira, aquele ficus benjamina, que ela não apresentava risco à população. E nós queremos reparação desse dano das outras árvores também, que foram podadas para o corte dessa árvore."
"E nós queremos que aqui seja feito algo exemplar para Campinas, que isso nunca mais aconteça. Que a gente respeite a técnica, a boa prática da arborização urbana e que a gente possa de fato preservar as árvores e nosso patrimônio tão importante, principalmente nesses tempos terríveis de mudanças climáticas". Ivan Andre Alvarez, engenheiro agrônomo pela Unesp, doutor em agronomia pela Esalq/USP e membro do técnico do Comdema. Fez mestrado em Ciências, com concentração em Fisiologia e Bioquímica de Plantas pela Esalq-USP; doutorado em Agronomia pela Esalq/USP com ênfase em Ecologia Urbana; Embrapa Meio Ambiente e na Embrapa. Tem experiência em restauração de ecossistemas urbanos e rurais, desenvolvimento territorial/rural, arborização urbana, geoprocessamento, paisagismo, com ênfase em Manejo e Conservação da Natureza.
Parecer simples
No último sábado (3), dezenas de manifestantes se reuniram em volta do que restou de uma das árvores extraídas na Praça do Coco. Na ocasião, Hamilton comentou sobre o parecer técnico divulgado pela Prefeitura. "Chama a atenção pela forma que foi aprovado. Tivemos acesso ao laudo e é um laudo muito simples - que não deveria ser chamado de laudo -, é um documento de uma página bem superficial que fala de uma situação de risco iminente e que as plantas estavam secas... Nós, como técnicos, não consideramos isso um laudo", afirmou Aguirre Júnior - mestre em Agronomia-Fitotecnia (Arborização Urbana), pela Universidade de São Paulo, Esalq-USP, especialista em Ecologia, Arte e Sustentabilidade pela Unesp e membro do Comdema.
Prefeitura mantém posição
Em material divulgado neste domingo, a Prefeitura afirmou que o parecer da Esalq-USP confirmou a necessidade de extração, citando riscos estruturais, biodeterioração e possibilidade de queda das árvores.
Segundo o documento, os exemplares apresentavam fragilidade, galhos secos e comprometimento da base, além de interferência com rede elétrica.
A administração municipal afirmou que a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e destacou que é sua responsabilidade evitar acidentes provocados por quedas de árvores. Também informou que novas mudas serão plantadas no local.
Caso pode ir ao Ministério Público
O laudo independente, com mais de 60 páginas, será analisado pelo Condema e pode ser encaminhado ao Ministério Público. A divergência entre os estudos amplia o debate sobre critérios técnicos, transparência e fiscalização na gestão da arborização urbana em Campinas, especialmente em áreas públicas de grande circulação e valor histórico.
https://www.correiodamanha.com.br/nacional/sao-paulo/campinas/2026/05/283199-parecer-citado-pela-prefeitura-nao-analisou-arvores-cortadas-na-praca-do-coco.html
Polêmica sobre extração de árvores da Praça do Coco gera ‘guerra de laudos’
Barão Geraldo-praça do coco
https://www.youtube.com/watch?v=fjJnyRTBlso
Campinas-SP
Pessoas especializadas da USP,UNICAMP, Embrapa, etc... se reuniram para fazer um contra laudo das árvores da praça do coco.
Conclusão: as árvores estão estão vivas e não mortas como fala o laudo fajuto da prefeitura.
Temos que obrigar a prefeitura a fazer análises corretas e nivel 3 para todas as árvores que precisarem de extração.
Engenheiros da USP e Unicamp contestam corte de árvores na Praça do Coco, em Barão Geraldo, Campinas
Engenheiros agrônomos, ambientais e florestais ligados à USP e à Unicamp, além de integrantes do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema), realizaram análises independentes que apontam que as árvores extraídas da Praça do Coco, em Barão Geraldo, em Campinas, tinham condições de serem preservadas e não apresentavam necessidade de supressão. (Veja fotos abaixo).
As duas árvores de cerca de 15 metros de altura cada, e com de 50 anos de vida, foram cortadas na terça-feira (28 de abril) pela Prefeitura de Campinas, por meio da empresa terceirizada MB Engenharia, autorizada pela administração municipal para realizar o serviço. A ação gerou forte repercussão e motivou ao menos dois protestos de moradores da cidade e de frequentadores do local, o primeiro no dia seguinte (29) às extrações e o segundo, sábado (2 de maio).
A pesquisadora Stella Palma, bióloga e engenheira agrícola com doutorado pela Unicamp, realizou exames com tomografia ultrassônica, técnica que permite avaliar a estrutura interna da árvore sem causar danos. “As duas árvores que foram extraídas da Praça do Coco não deveriam ter sido retiradas de forma alguma. Elas estavam boas, sim”, afirma a bióloga.
“A gente vê que eram árvores vivas. Quando fizemos a análise, realizamos pequenos furos para contato do transdutor com a madeira, e ela derramou muita seiva. Se ela derramou muita seiva, ela está viva, ela está se alimentando, ela está tendo um fluxo de seiva ali. Ela não deveria ser retirada de forma alguma” afirmou Stella Palma, que atualmente faz pós-doutorado pela FAPESP na área de geração e avaliação de imagens de tomografia ultrassônica em árvores e no aprimoramento da imagem (patente pela professora Raquel Gonçalves, da Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI) da Unicamp, que é especialista em métodos não destrutivos para inspeção de estruturas, incluindo madeira e árvores).
Na sexta-feira (1º), também foi realizado exame com tomógrafo de impulso pela equipe do engenheiro José Hamilton de Aguirre Júnior, membro técnico do Comdema e mestre em Agronomia e Arborização Urbana pela USP.
"Chama a atenção pela forma que foi aprovado. Tivemos acesso ao laudo e é um laudo muito simples - que não deveria ser chamado de laudo -, é um documento de uma página bem superficial que fala de uma situação de risco iminente e que as plantas estavam secas... Nós, como técnicos, não consideramos isso um laudo", afirmou Aguirre Júnior, que também é especialista em Ecologia Unesp e Licenciado em Ciências Agrárias pela USP (2004), graduado em Engenharia Florestal pela USP.
Os especialistas também criticam o modelo de execução do serviço. Segundo eles, a mesma empresa responsável pelo corte atua em diferentes etapas do processo. "São documentos de 1 página, superficiais, feitos pela MB Engenharia: a mesma empresa que corta, transporta parte dos resíduos para a Usina Verde, para compostagem, a qual ela também é responsável pelo funcionamento e abastecimento", explica.
“Há madeira de boa qualidade sendo levada para compostagem, o que é tecnicamente questionável”, disse.
Testemunhas e moradores do entorno relataram que funcionários da empresa MB Engenharia tentaram remover rapidamente, inclusive durante a madrugada, galhos e toras cortadas. Segundo Aguirre Júnior, esse material indicava que não havia comprometimento interno significativo.
Além disso, ao menos duas grandes toras de madeira permaneceram no local, penduradas no alto dos troncos mais altos que restaram na segunda árvore, gerando risco. “A área está isolada por fitas, mas o risco existe”, afirmou.
De acordo com Aguirre, no exame realizado na sexta foi verificado que a árvore possui estruturalmente condições plenas de manutenção. 'Nesta situação, é necessário dar condições ao exemplar e monitorá-lo. Adubação, poda correta, limpeza para que possa ser observada a reação dela ao longo do tempo", explicou.
A primeira árvore que foi totalmente extraída não possui nenhum indiciamento de dano estrutural na sessão da base que restou e não necessitava de extração, segundo Hamilton. "A segunda árvore - que não chegou a ser totalmente extraída da praça devido aos protestos de moradores e frequentadores na última terça (28) - é um exemplo do que não se faz em arborização", afirmou.
"A empresa responsável pelo corte é quem elabora o laudo, é quem aprova o laudo, é quem realiza o transporte dos resíduos (troncos, galhos e folhagem) e levada para a Usina Verde. Levar madeira boa como adubo orgânico para compostagem é absurdo", afirma o engenheiro agrônomo e florestal. "Há muita madeira boa que não se sabe o que está sendo feita com ela", afirma.
Ele explica que o método mais aprofundado revelou que os exemplares tinham estrutura adequada, embora necessitasse de manejo e monitoramento. “A árvore não estava perfeita, mas estava em condição de preservação. O correto seria adubação, poda adequada e acompanhamento”, afirmou.
O laudo completo será apresentado ao Comdema e pode subsidiar encaminhamento ao Ministério Público.
Engenheiros da USP, membros técnicos do Comdema e profissionais da Unicamp e Unesp compuseram uma equipe multidisciplinar para comparar metodologias de avaliação. Segundo eles, o documento utilizado pela Prefeitura é insuficiente.
O engenheiro agrônomo Ivan Alvarez da Unesp e USP, que também é membro do Comdema, avaliou o caso e reforçou que os exemplares poderiam ter sido preservados.
“Não havia dano estrutural ou doença que justificasse o corte. Com manejo adequado, essas árvores poderiam ser mantidas”, disse.
A intervenção gerou forte reação de moradores, que realizaram protestos e passaram a acompanhar as ações no local. Relatos sobre retirada acelerada de material vegetal aumentaram a desconfiança em relação ao procedimento.
Uma das árvores foi cortada rente ao solo. Os funcionários da empresa acabaram interrompendo o corte do segundo exemplar antes do previsto, devido à reação e à repercussão negativa por parte dos frequentadores da praça que presenciaram a ação.
O vereador Wagner Romão e a vereadora Mariana Conti (PSOL) participaram de mobilizações. Para Romão, o caso evidencia falhas recorrentes.
“É preciso um estudo muito mais aprofundado antes de considerar a extração como solução”, afirmou.
Moradores denunciam retirada noturna de árvores na Praça do Coco
Frequentadores e comerciantes reclamam de extração de árvores na Praça do Coco
A extração de duas árvores, além do corte de galhos de outras árvores próximas e avarias provocadas nos equipamentos do parque de recreação infantil localizado na Praça do Coco, localizada em Barão Geraldo, geraram revolta entre os frequentadores do espaço, que repudiaram a ação da Prefeitura de Campinas. A população se reuniu na manhã de ontem (29) para protestar contra o corte das árvores e organizou uma manifestação mais ampla, marcada para o próximo sábado.
O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas (Comdema) foi procurado por moradores do distrito e garantiu que acionará o Ministério Público do Estado de São Paulo para que a conduta da administração seja analisada. Segundo a Prefeitura, as árvores de grande porte estavam mortas, comprometidas e sem condições de recuperação, e que no local serão replantados dois jequitibás-rosa.
Os laudos apresentados pela Prefeitura apontam que as árvores estavam secas, com sinais visíveis de declínio vegetativo, raízes levemente afloradas e com avançado processo de biodeterioração, além de sinais de infestação de cupins. Ainda assim, o comerciante questionou a falta de conclusões que pudessem apontar a recuperação das árvores ao invés da extraí-las, pois são exemplares plantados há décadas e que não estavam mortos.
“As pontuações dos laudos não condenam as árvores a ponto de justificar os cortes. Acreditamos que uma poda bem executada, adubagem, outras ações seriam cabíveis para garantir a preservação da vegetação junto à segurança dos frequentadores da praça”, destacou.
Moradores protestam contra corte de árvores na Praça do Coco, em Campinas
Moradores de Campinas (SP) fizeram um protesto na manhã desta quarta-feira (29), em Barão Geraldo, contra o cortes de árvores da Praça do Coco.
A manifestação ocorre após a retirada de exemplares que ficavam no local, e reúne moradores que pediam mudanças.
Eles levaram cartazes questionando o laudo que apontou a necessidade de corte e "exigindo respeito á lei de arborização urbana".
Em nota, a administração municipal informou que duas árvores foram cortadas "após laudos técnicos atestarem a necessidade da ação".
Protesto na Praça do Coco reúne moradores após corte de árvores em Barão Geraldo
Moradores e frequentadores realizaram, na manhã desta quarta-feira (29), um ato na Praça do Coco, em Barão Geraldo, em protesto contra a retirada de árvores e as podas consideradas agressivas realizadas no local na tarde de ontem (28).
A mobilização foi organizada após a repercussão de denúncias sobre a intervenção feita por uma empresa terceirizada da Prefeitura de Campinas. Imagens registradas no local mostram árvores de grande porte removidas, outras com podas severas e danos a estruturas como bancos, floreiras e área infantil.
https://www.portalporque.com.br/campinas/protesto-na-praca-do-coco-reune-moradores-apos-corte-de-arvores-em-barao-geraldo/
Corte de árvores na Praça do Coco, em Barão Geraldo, gera forte repercussão e revolta moradores de Campinas
Além das intervenções na arborização, há relatos de danos a equipamentos públicos, como floreiras, bancos e estruturas da área infantil. Segundo informações de moradores, o serviço faz parte de um conjunto de ações que pode se estender até os próximos dias e teria como justificativa a poda de árvores com risco de queda. No entanto, frequentadores contestam a necessidade das medidas adotadas.
A intervenção na arborização da Praça do Coco ganhou novos contornos após críticas técnicas feitas por especialistas, mesmo após a Prefeitura apresentar justificativas para o corte de árvores no local. (Confira a resposta da Prefeitura abaixo).
Engenheiro florestal e agrônomo, mestre em arborização urbana e integrante do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema), José Hamilton de Aguirre Junior, aponta possíveis falhas na execução do serviço que, segundo ele, podem ter agravado a situação. “A Prefeitura apresentou laudo para a supressão de quatro árvores e afirmou em sua resposta oficial que apenas duas foram retiradas. Além disso, durante a operação, outras árvores saudáveis foram atingidas pela queda de ramos e por podas sem técnica adequada que descaracterizaram e desequilibraram suas estruturas”, afirmou.
Segundo o especialista, houve indícios de falhas técnicas durante a execução. “Há sinais de descuido na operação, possivelmente pela ausência de acompanhamento/orientação técnicos adequados. Ao que parece, pelos resultados desastrosos, foi que não houve a ancoragem e o devido cuidado na descida amarrada dos ramos, que devem ter tido queda livre no solo. Não houve o balanceamento correto dos ramos ao redor das árvores, durante sua poda (ou quebra dos galhos das árvores suprimidas sobre essas outras), o que acabou provocando danos adicionais”, explicou.
Ele também relata impactos além da vegetação: “O problema não se limitou às árvores. Houve quebra de brinquedos, floreiras e estruturas do parquinho, o que indica falta de controle e de planejamento corretos na execução do serviço.” Ainda de acordo com José Hamilton, o resultado pode ser ainda mais preocupante.
“Esse tipo de intervenção pode ter transformado árvores saudáveis em exemplares de risco, devido aos danos estruturais causados, pela quebra e poda sem técnica de suas copas. O local perdeu grande área de sombreamento, proteção e conforto térmico, numa grande clareira, que precisa ser compensada, imediatamente, pelo plantio de exemplares já grandes."
Conselho de Meio Ambiente
O presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema), Tiago Fernandes Lira, classificou o episódio como mais um retrocesso na política de arborização urbana da cidade.
“É um patrimônio que se perde. Talvez a sociedade ainda não tenha dimensão do que está acontecendo com a arborização urbana de Campinas”, afirmou.
Segundo ele, o conselho vem há anos alertando sobre problemas na condução da política ambiental.
“Infelizmente, é só retrocesso. A arborização não tem sido tratada como patrimônio ambiental e paisagístico”, disse.
Lira também destacou que as árvores da Praça do Coco têm valor histórico, tendo sido plantadas por uma das mais antigas organizações ambientais da cidade, com décadas de atuação na defesa da biodiversidade.
Vereador critica intervenção e pede suspensão dos trabalhos.
Dário é sócio administrador de madeireira em Perdizes
DPJ destrói Praça em Barão Geraldo
DPJ destrói Praça em Barão Geraldo 28/4/26
-Denúncias 24/3/26
Árvores que deveriam ser protegidas em Campinas....
Solicitamos pela Lei de Acesso à informação nº 869/2025 :
Pela lei de acesso a informação solicito o que segue:
Sobre a lei 8744/1996 que Declara imune de corte determinadas espécies de árvores no
Município de Campinas e dá outras providências. Solicito: 1-O
georeferenciamento de cada uma delas. 2-O laudo fitossanitário de cada uma
delas 3-O relatório de manutenção de cada uma delas desde 1996
Veio a resposta: https://drive.google.com/file/d/1uUeBjTcTOyGDi8fzKqSfHd-i0Jt2fHIG/view
Árvore de grande porte cai sobre clínica oftalmológica no Cambuí
Árvore cai, atinge carro, derruba poste e bloqueia rua no Taquaral, em Campinas
Uma árvore de grande porte caiu derrubando um poste, danificando um carro e bloqueando a Rua Thomas Alva Edison, no Taquaral, em Campinas (SP), na tarde desta segunda-feira (9).
A queda foi próxima da esquina com a Av. Nossa Senhora de Fátima. Apesar do susto, não há registro de feridos.
Quem trabalha próximo ao local disse que já havia reclamado com a prefeitura sobre as condições de árvores na região. "Morro de medo de cair em cima de onde eu trabalho", disse a comerciante Ana Maria do Carmo Dalben.
Prefeitura de SP terá de indenizar morador por queda de árvore sobre casa
O município tem o dever de cuidado do patrimônio urbanístico da cidade, o que inclui fiscalização constante sobre o envelhecimento e apodrecimento da vegetação urbana. Quando a falta de manutenção é comprovada, não se pode alegar chuvas fortes como excludente de responsabilidade para a queda de árvore.
Com base neste entendimento, a 11ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve uma condenação do Município de São Paulo ao pagamento de reparação por danos materiais a um morador cuja propriedade foi atingida. O colegiado acolheu o recurso da prefeitura apenas para ajustar o índice de correção monetária, mas validou o pedido de indenização e confirmou a obrigação de retirada de uma segunda árvore.

Queda de árvore na rua da Consolação, em São Paulo, em janeiro de 2026
Depois da derrota em primeiro grau, a prefeitura recorreu ao tribunal alegando que a queda se deu por causa de uma chuva forte e anormal, o que configuraria motivo de força maior. A administração municipal também afirmou que o grande volume de pedidos no Portal SP 156 e o pequeno contingente de engenheiros agrônomos obrigam os técnicos a fazerem análises rápidas e superficiais.
Ao avaliar o recurso, o relator, desembargador Oscild de Lima Junior, rejeitou a tese de excludente de responsabilidade. O magistrado apontou que a perícia técnica, devidamente homologada, demonstrou fartamente que a árvore apresentava riscos que foram ignorados pela administração pública.
O desembargador observou que o próprio município admitiu a precariedade de suas vistorias preventivas ao culpar a alta demanda. “Ora, laudos feitos ‘a toque de caixa’ tendem a não ser precisos e porem em risco a vida dos cidadãos, já que as análises de risco de queda acabam sendo superficiais, conforme fartamente demonstrado no laudo pericial”, criticou.
O relator concluiu que os danos materiais foram devidamente detalhados e comprovados pelo autor. A única modificação feita na sentença foi a determinação de que a correção monetária e os juros de mora incidentes sobre a condenação passem a ser calculados exclusivamente pela taxa Selic, em cumprimento ao artigo 3º da Emenda Constitucional 113/2021.
Clique aqui para ler o acórdão
Apelação Cível 1087054-22.2023.8.26.0053
https://www.conjur.com.br/wp-content/uploads/2026/02/doc_187570199.pdf
Chuva causa alagamentos e quedas de árvores em Campinas
A chuva que atingiu Campinas provocou alagamentos e quedas de ao menos 27 árvores e dois galhos, na tarde desta terça-feira (17), segundo informações da prefeitura e da Emdec.
A maior velocidade do vento registrada foi de 24,2 km/h às 16h10, com rajada de vento de 48,8 km/h às 18h30, ambas medições do Cepagri/Unicamp. Já o maior índice de chuva foi de 62,2 milímetros, em Barão Geraldo.
De acordo com a administração municipal, houve alagamentos no Kartódromo do Taquaral, deixando 21 carros submersos. Ninguém ficou ferido.
Entre os pontos com registro de queda total de árvores estão:
- Rua Maria Monteiro (Cambuí)
- Avenida Anchieta (Centro)
- Avenida Coronel Silva Teles (Cambuí)
- Rua Gustavo Ambrust (Nova Campinas)
- Rua Doutor Barbosa de Barros (Botafogo)
Pela lei de acesso à informação solicito o que segue:
O Correio Popular noticiou em 17/2/26 várias ocorrências do dia 16/2 com árvores no Cambuí (anexo1).
Também o SAMPI noticiou alguns endereços de quedas de árvores nessa data- https://sampi.net.br/campinas/noticias/2961833/campinas/2026/02/chuva-derruba-16-arvores-e-causa-transtornos-em-campinas
Solicito o que segue:
Baseado no artigo do SAMPI, solicito os endereços corretos e o nome das árvores que caíram em cada um dos endereços:
1-Rua Maria Monteiro
2-Avenida Coronel Silva Teles
3-Rua Gustavo Ambrust
Baseado no artigo do Correio Popular, solicito os endereços corretos e o nome das árvores e o tipo de ocorrência, em cada um dos endereços:
4-Rua Otavio Blaz (item 3 )
5-Rua Antonio Lapa (item 5)
6-Rua Edna Joselina Sarmiento (item 6)
7-Rua dr Emilio Ribas (item 12)
8-Av Julio de mesquita (item 16)
9-Rua Antonio lapa (item 22)
10-Rua Santos Dumont (item 23)
11-Rua Santa Cruz (item 24)
12-Av Julio de mesquita (item 29)
Pela lei de acesso á informação solicito o que segue:
Fotos no anexo demosntram que a Conecta hoje realizou podas na Praça Maria Luiza Pavan Buratto -Barão Geraldo.Pelo site a Conecta é responsável apenas pela iluminação pública -links: https://conectacampinas.net/ e https://conectacampinas.net/portal-da-transparencia/
Solicito:
1-Qual a especificação do serviço que a Conecta deve prestar para Campinas?
2-Documento autorizando a Coneta a realizar podas na cidade
Shopping Iguatemi corta 78 árvores sem autorização ambiental e recebe multa de R$ 125 mil da Prefeitura
A penalidade, fixada em 24.675 Unidades Fiscais de Campinas (UFIC), foi estabelecida em auto de infração da Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade com base na legislação de proteção da arborização urbana e normas de licenciamento ambiental.
Para especialistas, a multa é pequena diante da dimensão da destruição ambiental. “A título de comparação, no município de São Paulo, essa mesma supressão seria de R$ 10.000,00 por exemplar, totalizando R$ 780.000,00. Visto a situação econômica do infrator e a tipologia do crime ambiental, a multa aplicada é irrisória”, explica o engenheiro florestal e agrônomo José Hamilton de Aguirre Júnior.
A assessoria de imprensa do Iguatemi Campinas divulgou, em nota, que foi notificado da decisão e informou que vai cumprir os termos da penalidade. “O Iguatemi Campinas esclarece que foi notificado da decisão e que irá atender os seus termos. O shopping reforça que segue comprometido com as normas ambientais vigentes”, diz o comunicado.
Tiago Lira, pesidente do Conselho de Meio Ambiente (Condema), explica que o corte das árvores faz parte de um processo mais amplo de ocupação da área por um condomínio de empresa ligada ao grupo Iguatemi. “Estamos falando de um impacto na bacia do Rio Anhumas, do Princesa D’Oeste, nas nascentes ali do Iguatemi. Isso é uma aberração”, critica. Lira também critica uma suposta conivência de setores da política e do empresariado com esse tipo de descaso com as regras ambientais. “Talvez seja mais conveniente para o empreendedor pagar uma multa e daí é fato consumado”, ironiza.
O Shopping Iguatemi ainda pode apresentar recurso administrativo no prazo de 20 dias a partir da publicação. Caso não o faça, o processo será encaminhado à Junta Administrativa de Valoração Ambiental, que pode decidir sobre medidas de reparação ou compensação pelos danos apurados
Pela lei de acesso a informação solicito o que segue:
Sobre a lei 8744/1996 que Declara imune de corte determinadas espécies de árvores no Município de Campinas e dá outras providências.
Solicito:
1-O georeferenciamento de cada uma delas.
2-O laudo fitossanitário de cada uma delas
3-O relatório de manutenção de cada uma delas desde 1996
Resposta
Pela lei de acesso a informação solicito o que segue:
1-O levantamento e inventário da MB com toda a documentação da árvore da rua José Vilagelin Júnior defronte ao número 203
No anexo 1 consta a arvore no levantamento da MB
Segundo a Emdec, o local foi sinalizado. Moradores relataram falta de energia elétrica em parte da via, mas o fornecimento já foi restabelecido.
De acordo com a Prefeitura, equipes de manutenção fazem a retirada da árvore neste momento, e os trabalhos devem seguir até o fim da tarde.
Corte de ipê-rosa de 50 anos no Guanabara revolta moradores e é contestado por especialistas
José Hamilton ressalta que árvores antigas, de grande porte e valor ambiental não podem ser avaliadas apenas por diagnósticos visuais. “Quando tem uma árvore antiga, com esse valor paisagístico e ambiental, principalmente sendo uma espécie nativa, a tomada de decisão correta exige um exame que garanta a efetividade, que comprove que ela não tem mais condições de permanecer no local. Pelo laudo apresentado pelo DPJ, foi feita apenas uma diagnose ambiental simples, sem aprofundamento da parte interna”, diz.
Ele destaca ainda que o próprio contrato das empresas terceirizadas de manutenção da arborização urbana prevê o uso desses exames. “Só o valor ambiental e paisagístico dessa árvore já compensaria plenamente o uso de tomografia e resistografia, que deveriam ser amplamente utilizados pela prefeitura”, completa.
A engenheira agrônoma, especializada em gestão ambiental, Rosana Negreiros também questiona a necessidade do corte. “Fiquei impressionada com o porte da árvore para ter sido cortada. Para mim, isso é um absurdo, é um crime ambiental”, afirma. Segundo ela, a supressão conflita com a legislação municipal de arborização urbana. “Não entendo por que estão fazendo isso. Pelas fotos, a impressão é de que não era necessário cortar a árvore”, disse Negreiros.
Rosana explica que a presença de cupim, isoladamente, não justifica a supressão. “Existem tratamentos para cupim, como cupinicidas sistêmicos, além de técnicas e padrões que podem ser aplicados para recuperar e preservar a árvore. O Guia de Arborização Urbana de Campinas é claro sobre os procedimentos de manutenção e sobre o que é proibido”, ressalta, referindo-se ao GALC, documento que integra a legislação municipal.
https://www.correiodamanha.com.br/nacional/sao-paulo/campinas/2026/01/252939-corte-de-ipe-rosa-de-50-anos-no-guanabara-revolta-moradores-e-e-contestado-por-especialistas.html
Onde estão as árvores 25/1/26
Apesar de ano mais seco, quedas de árvores dobram em Campinas
Um levantamento da Secretaria de Serviços Públicos de Campinas, a pedido do Grupo EP, mostra que o número de quedas de árvores na cidade praticamente dobrou no período de um ano.
Em 2024 haviam sido 280 casos. Já no ano passado, foram 547 ocorrências desse tipo, um aumento de mais de 95%.
A Maria Antonieta de Albuquerque mora no Jardim Chapadão, e reclama do transtorno com a queda de uma árvore na rua da casa dela, em dezembro.
“A árvore caiu, interditou a rua, atingiu a energia elétrica e nós ficamos o dia todo sem energia. Então aqui ficou bem tumultuado”, reclama.
Apesar disso, a quantidade de chuvas, fator frequentemente apontado como motivo para o tombamento das plantas, foi menor em 2025.
O Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mostra que Campinas registrou 1.094,8 milímetros de precipitações, índice cerca de 10% menor do que o registrado há dois anos, quando foram 1.218,9 milímetros.
O secretário de Serviços Públicos de Campinas, Ernesto Paulella, garante que o número de equipes dedicadas ao serviço praticamente dobrou de um ano para o outro.
Ele reconhece a extensão da fila de pedidos, mas aponta os fenômenos climáticos extremos como uma causa potencial para o crescimento no número de quedas de árvores.
“Depende muito da distribuição [da chuva] ou se choveu muito em pouco tempo, e também associado à questão de correntes de ar. De 2023 para cá, nós basicamente dobramos o número de equipes. Tínhamos sete e hoje temos 15 equipes trabalhando na manutenção e no manejo, mais as equipes técnicas, que eram quatro técnicos e hoje são 10 técnicos. Em períodos menos tempestivos nós temos menos demandas. Elas aumentam em períodos muito chuvosos, com muitas tempestades”, avalia.
Paulella reforça que qualquer tipo de intervenção em árvores deve ser feito com a orientação da Secretaria de Serviços Públicos de Campinas.
“Isso não quer dizer que a Prefeitura vai sacrificar essa árvore. Muitas vezes, nem que precise de poda essa árvore. Tudo isso é verificado pelo técnico no momento da vistoria. Esse tempo pode demorar até 90 dias no caso de podas de árvores, a realização da poda. No caso de vistorias para a remoção de árvores, esse período é bem menor”, afirma o titular de Serviços Públicos de Campinas.
De acordo com a Emdec, a árvore causou o bloqueio total da via, mas o local já foi sinalizado e foi feito um desvio alternativo na rua.
A Prefeitura informou que uma equipe de Serviços Públicos está sendo direcionada ao endereço para fazer a desobstrução da rua com a destinação correta da árvore.
A previsão é que o serviço inicie por volta das 7h30.
Pela lei de acesso a informação solicito o que segue:
1-O levantamento e inventário com toda a documentação feito pela MB da árvore da rua Emilio Ribas 891- ver anexos 1 e 2
2-A árvore foi extraída dia 9/1/26 (anexo 3), solicito o laudo e a autorização de extração.
Resposta:
Um caminhão tinha destruido a árvore, plantaram outra.
https://drive.google.com/file/d/1RsE9_st9a0P1UQEWsIzDtX6FpJj6_FiS/view?usp=sharing























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