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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

10 MEDIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO : apoie essa idéia


















Tem que clicar no botão "Apoie com a sua assinatura. Saiba mais". Vai abrir uma janela escrito "Apoie as 10 medidas". No texto, clicar em "lista de apoiamento". Tem que imprimir esta lista, preenchê-la e enviá-la para o endereço do MPF, disponível nesta mesma janela.
Vídeo com o procurador Deltan Dallagnol  : https://www.youtube.com/watch?v=eqz_HEF2TRA&feature=youtu.be


Que tal abraçar essa causa?
Procurador da República, Deltan Dallagnol, um dos integrantes da Operação Lava Jato , está colhendo assinaturas pelo Brasil para que as medidas se tornem um projeto de lei para ser enviado ao Congresso Nacional para que, se aprovado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, se tornem Lei. Qualquer um pode imprimir a lista e colher assinaturas (VEJA O FORMULÁRIO : http://www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas/docs/Formulario_Iniciativa_Popular.pdf )

DEZ MEDIDAS
1) Investimento em prevenção à corrupção e transparência;
2) Criminalização do enriquecimento ilícito de agente público e proteção à fonte de informação;
3) Aumento da pena e crime hediondo para corrupção de altos valores;
4) Aperfeiçoamento no sistema recursal penal;
5) Celeridade nas ações de improbidade administrativa;
6) Reforma do sistema de prescrição penal contra a impunidade e a corrupção;
7) Ajustes nas nulidades penais;
8) Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do “caixa 2”;
9) Prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado e
10) Medidas para recuperação do lucro derivado do crime
Detalhes de cada proposta :
 http://www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas/docs/medidas-anticorrupcao_versao-2015-06-25.pdf









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‘A corrupção não é um 
problema de um partido ou de um governo’, diz procurador da Lava Jato

REDAÇÃO
02 Agosto 2015 | 18:00
Deltan Dallagnol alerta que País precisa de sistemas e instituições saudáveis e busca 1,5 milhão de assinaturas para levar projeto-de-lei ao Congresso com dez medidas contra desvios e malfeitos













Deltan Dallagnol. Foto: Reuters



Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Julia Affonso
O procurador da República Deltan Dallagnol alerta que o Brasil precisa reconhecer que a corrupção não é um problema de um partido ou de um governo. “Ela é sistêmica”, afirma. Ele condena a partidarização do discurso “ou a crença ilusória” de que o País vencerá os malfeitos com a mudança de governos ou partidos. “Precisamos de sistemas e instituições saudáveis. A história nos mostra que a corrupção não tem cor ou partido.”
Deltan Dallagnol integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, a mais explosiva ação integrada do Ministério Público Federal e da Polícia Federal já deflagrada contra desvios de recursos públicos – o núcleo central da organização criminosa assumiu o controle de contratos bilionários da Petrobrás e distribuiu propinas a políticos e partidos durante uma década.
Deltan Dallagnol assumiu uma cruzada sem precedentes na história de sua Instituição. Ele quer o que chama de ‘um País mais justo’. “A corrupção sangra o nosso País”, adverte.
Sua meta, e a de seus pares no Ministério Público Federal, é levar ao Congresso um projeto de lei que contemple dez medidas contra a corrupção. O desafio é enorme: “Precisamos de um milhão e meio de assinaturas para que essas ideias se transformem em um projeto, assim como a Ficha Limpa.”
Eis as dez medidas que Deltan Dallagnol prega, endossadas pela Procuradoria-Geral da República:
1) PREVENÇÃO À CORRUPÇÃO, TRANSPARÊNCIA E PROTEÇÃO À FONTE DE INFORMAÇÃO
2) CRIMINALIZAÇÃO DO ENRIQUECIMENTO ILÍCITO DE AGENTES PÚBLICOS
3) AUMENTO DAS PENAS E CRIME HEDIONDO PARA CORRUPÇÃO DE ALTOS VALORES
4) AUMENTO DA EFICIÊNCIA E DA JUSTIÇA DOS RECURSOS NO PROCESSO PENAL
5) CELERIDADE NAS AÇÕES DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
6) REFORMA NO SISTEMA DE PRESCRIÇÃO PENAL
7) AJUSTES NAS NULIDADES PENAIS
8) RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2
9) PRISÃO PREVENTIVA PARA ASSEGURAR A DEVOLUÇÃO DO DINHEIRO DESVIADO
10) RECUPERAÇÃO DO LUCRO DERIVADO DO CRIME
Estado: Qual é o remédio para combater a corrupção em processo de metástase?
Procurador da República Deltan Dallagnol: Primeiro precisamos reconhecer que a corrupção não é um problema de um partido ou de um governo, mas é sistêmica. A corrupção endêmica levou a ser cunhada, na nova República, durante o governo Getúlio Vargas, a expressão “mar de lama”. Houve corrupção durante a ditadura e diversos escândalos ocorreram em nosso período democrático. Elegemos um presidente para caçar os corruptos, ou “marajás”, e a história não acabou bem. Nossas esperanças devem ser depositadas sobre um sistema que funciona bem, e não sobre pessoas. O problema, hoje, é que o sistema funciona mal. Se queremos um país com menos corrupção e menos impunidade, precisamos mudar a lei. Por isso, propusemos as 10 medidas.
Estado: O sr. disse que a Lava Jato é um ‘suspiro de esperança’. O sr. tem alguma esperança de que a corrupção será derrotada
Deltan Dallagnol: Vivemos uma janela de oportunidade para derrotar a corrupção como nunca tivemos em nossa história. Jamais a população esteve tão sensível, tão esperançosa e tão disposta a agir para alcançarmos as mudanças necessárias para nos livrarmos da corrupção e da impunidade, as quais caminham juntas. A experiência internacional nos mostra que é, sim, possível vencer a corrupção. Hong Kong tinha uma corrupção tão intensa como a brasileira e, na década de setenta do último século, adotou uma estratégia de combate à corrupção que inspira as 10 medidas. Sob gestão do Reino, essa estratégia levou Hong Kong a ocupar, hoje, a posição de 17º país mais honesto do mundo, no ranking da Transparência Internacional, estando 52 posições à frente do Brasil.
Estado: Por que o País chegou a esse estágio desenfreado de malfeitos? O País já se conforma com a corrupção?
Deltan Dallagnol: A corrupção no Brasil remonta ao período colonial e a uma cultura de exploração. Padre Antônio Vieira, no sermão do bom ladrão, já dizia que os governantes não vinham de Portugal com o propósito de alcançar nosso bem, mas sim de alcançar nossos bens. Quando a família real aportou no Brasil, em 1808, fugida de Napoleão, não havia uma estrutura palaciana para a abrigar. Hospedou-se na Quinta da Boa Vista, então pertencente a um traficante de escravos, que foi agraciado com uma série de benefícios pela coroa. Acredito que nosso passado influencia, mas não determina, quem somos. Mais do que isso, acredito que podemos escolher quem queremos ser e que país queremos ter. As propostas do Ministério Público são fruto de uma aspiração por um país mais justo. A sociedade brasileira é senhora de seu destino, autora de sua história, e pode construir um Brasil melhor.
Estado: Que propostas o sr. e sua Instituição têm para golpear a rede de propinas que se instalou em órgãos da administração pública?
Deltan Dallagnol: Precisamos atuar em três frentes: evitar que a corrupção aconteça; garantir a punição e a recuperação de valores desviados pela corrupção de modo adequado; e acabar com a impunidade. Há várias propostas dentro desses três contextos. Para evitar a corrupção, por exemplo, propomos conscientização e educação, inclusive mediante marketing de massa e programas em escolas e universidades, a implementação de testes de integridade sobre agentes públicos (recomendados pela ONU e Transparência Internacional), a existência de códigos de conduta claros por categoria e a implementação de treinamentos na Administração Pública, bem como a proteção da identidade do cidadão que pode contribuir com a investigação de casos de corrupção quando necessário. Para garantir a punição adequada, a corrupção passa a ter penas mais condizentes com sua gravidade e aquela de altos valores passa a ser crime hediondo. Com o objetivo de recuperar valores desviados, propomos novos mecanismos, recomendados pela ONU, para fechar brechas por onde escapam para o ralo, como o confisco do dinheiro desviado ainda que o processo criminal se encerre porque o corrupto morreu. Por fim, para acabar com a impunidade, propomos a agilização de processos e que estes só “prescrevam”, isto é, sejam cancelados pelo simples decurso do tempo, quando o Estado não tiver agido de modo adequado. No caso propinoduto, que apurou desvios milionários por fiscais estaduais do Rio de Janeiro, por exemplo, os crimes de corrupção foram “cancelados”, como se jamais tivessem ocorrido, em razão tão somente da demora do trâmite do processo no Judiciário.
Estado: Qual é a maior dificuldade em implementar as dez propostas do MPF?
Deltan Dallagnol: Vou citar duas dificuldades. A primeira é a passividade. Martin Luther King, ativista americano pela igualdade racial, dizia que sua maior preocupação não era a maldade dos maus, mas o silêncio dos bons. Se queremos um país melhor, a saída não é ficar reclamando e esperar que ele caia dos céus. Devemos arregaçar as mangas e fazer nosso melhor para que ele aconteça. Hoje a sociedade tem, mais e mais, essa percepção, e estou impressionado com o engajamento na colheita das assinaturas para as 10 medidas. Gente de todo lado do país está fazendo isso. A segunda é a partidarização do discurso ou a crença ilusória de que resolveremos o problema da corrupção com a mudança de governos ou partidos. Precisamos de sistemas e instituições saudáveis que impeçam a corrupção independentemente de quem está no poder. O que a história nos mostra, aliás, é que a corrupção não tem cor ou partido.
Estado: Diante de um cenário dominado por desvios e violências, o sr. já cogitou de sair do País?
Deltan Dallagnol: Eu, não. Talvez por ser teimoso (risos). Vivi um ano em Cambrige, quando estudava em Harvard, e o que mais queria era poder empregar o que aprendi lá em favor de um país melhor. Após uma de minhas palestras sobre as 10 medidas, um empresário, sócio de uma grande empresa de transportes, veio falar comigo. Ele disse que estava decidido a deixar o Brasil, mas, após a palestra, decidiu empregar todas as suas energias e tempo buscar a transformação do país, inclusive por meio da aprovação das 10 medidas. Se o brasileiro é aquele que não desiste nunca, devemos dizer que somos brasileiros e não vamos desistir do nosso país.
Estado: A colaboração premiada é uma realidade? Ela tem sido decisiva para a Lava Jato?
Deltan Dallagnol: A colaboração premiada já era uma realidade, no caso Banestado. Ela é decisiva, na medida em que traz um efeito exponencial, ou “efeito dominó”, nas investigações. Jamais serve sozinha para acusar alguém criminalmente, mas é um excelente início de prova para aprofundar a investigação. Assim aconteceu, por exemplo, no caso da Odebrecht, em que o aprofundamento das investigações nos levou a conseguir depósitos bancários milionários feitos por contas em nome da Odebrecht em favor de ex-diretores da Petrobras, tudo de modo escondido, no exterior.
Estado: Por que, sobretudo advogados renomados, resistem à colaboração?
Deltan Dallagnol: Estudos sobre negociação ensinam que você só opta pela solução negociada, no caso o acordo de colaboração, quando essa solução é melhor do que a alternativa. Ou seja, compara-se a solução negociada ao que aconteceria caso não fosse feita a colaboração. A impunidade no Brasil é tamanha que a alternativa à colaboração, em grande parte dos casos, é a impunidade. Advogados renomados de colarinhos brancos conseguem protelar processos na Justiça até alcançar a prescrição, isto é, o cancelamento do caso penal pelo decurso do tempo. Quando é possível alcançar a impunidade completa, por que razão alguém faria colaboração, sujeitando-se a uma pena (ainda que reduzida) e a ressarcir os cofres públicos? No caso Lava Jato, existe um alinhamento muito grande de condições que indicam que não haverá impunidade: excelentes juízes, imparciais mas firmes, atuam da primeira à última instância, e há uma perspectiva de celeridade em razão da importância do caso. Se nosso sistema de justiça penal fosse efetivo, poderíamos ter várias Lava Jatos por todo o país.
Estado: O que leva o sr. a crer na condenação dos maiores empreiteiros do País e políticos da Lava Jato?
Deltan Dallagnol: As evidências da prática dos crimes são muito fortes em relação a diversos empreiteiros e um número de políticos. Existem documentos apreendidos com a divisão das obras entre as empreiteiras, comprovantes bancários de repasses de propina disfarçados de pagamentos de serviços que jamais se materializaram, prestados por empresas sem empregados ou sem qualquer capacidade para os serviços, registros de ligações telefônicas, e-mails, regulamentos do funcionamento do cartel, documentos bancários comprovando a transferência de propina no exterior a funcionários públicos, por meio de contas ocultas, além da confissão de um grande número de pessoas, parte das quais colaboram com a Justiça e devolveram mais de oitocentos milhões de reais aos cofres públicos. Enfim, há um quadro de evidências extremamente consistente. A dificuldade da prova em relação a boa parte dos políticos é maior porque adotaram especial cautela para não deixar rastros, na hipótese de serem verdadeiras as suspeitas. Isso faz com que o trabalho desenvolvido em Brasília seja mais difícil, mas está sendo levado à frente por um grupo de Procuradores altamente dedicados e competentes, os quais foram separados exclusivamente para que as investigações andassem do modo mais correto, rápido e efetivo possível.







10 medidas contra a corrupção-Ponto de coleta de assinaturas -Campinas



02/10/2015 













Campanha de coleta de assinaturas das 10 Medidas Contra a Corrupção
Ponto de assinaturas e coleta em Campinas(SP)
Início: Dia 3/10/15 (sábado)
Rua Coronel Quirino 1592 –Cambuí
Tel 19-32517280





O Ministério Público Federal (MPF) começou a colher, em todo o Brasil, assinaturas de cidadãos que apoiam dez medidas para aprimorar a prevenção e o combate à corrupção e à impunidade. As propostas de alterações legislativas buscam evitar o desvio de recursos públicos e garantir mais transparência, celeridade e eficiência ao trabalho do Ministério Público brasileiro com reflexo no Poder Judiciário. A íntegra das medidas e a ficha de assinatura estão disponíveis no site www.10medidas.mpf.mp.br.













-Vídeos
Lançamento da campanha em São Paulo pelo  procurador da República e chefe da força –tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava jato, Deltan Dallagnol
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (1/12) https://www.youtube.com/watch?v=1dmtsD266ew
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (2/12) https://www.youtube.com/watch?v=7RauY-OF3FA
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (3/12) https://www.youtube.com/watch?v=7eo583zhrGo
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (4/12) https://www.youtube.com/watch?v=ExCI7Epx3f8
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (5/12) https://www.youtube.com/watch?v=rpfXcIJyyXM
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (6/12) https://www.youtube.com/watch?v=WMO25qfk-lQ
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (7/12) https://www.youtube.com/watch?v=WMO25qfk-lQ
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (8/12) https://www.youtube.com/watch?v=Oh5IlZ7Q2NU
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (9/12) https://www.youtube.com/watch?v=A7cL8UndMBg
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (10/12) https://www.youtube.com/watch?v=p_QlX678RmE
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (11/12) https://www.youtube.com/watch?v=VNU6zvCJUHA
10 medidas contra a corrupção 15/9/15 (12/12) https://www.youtube.com/watch?v=BUloZetB9SQc



Links:
-Faça sua parte contra a corrupção https://www.facebook.com/combateacorrupcao.mpf/
-Quais são e o que propõe as “10 medidas contra a corrupção” do Ministério Público http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/quais-sao-e-o-que-propoem-as-10-medidas-contra-a-corrupcao-do-ministerio-publico/
-MPF e MPPE vão coletar assinaturas para projeto com 10 medidas contra corrupção
-MPF COLETA ASSINATURAS PARA APOIO A MEDIDAS DE COMBATE À CORRUPÇÃO E À IMPUNIDADE HTTP://CORRUPCAONAO.MPF.MP.BR/NOTICIAS/MPF-COLETA-ASSINATURAS-PARA-APOIO-A-MEDIDAS-DE-COMBATE-A-CORRUPCAO-E-A-IMPUNIDADE





Movimento Resgate Cambuí
Depto de comunicação




“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” 
RUY BARBOSA










segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Sanasa- representação contra o aumento abusivo da água em campinas
















-Uma representação contra o reajuste de 15% na conta de água em Campinas foi protocolizada no Ministério Público. 
O autor da ação, Renato César Pereira, argumenta que o aumento é abusivo, que haveria gastos desnecessários dentro da Sanasa e que há necessidade de mais transparência (http://www.portalcbncampinas.com.br/?p=111208  )  e                                   (   http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/07/mp-pede-para-sanasa-explicar-alta-na-conta-de-agua-em-campinas-sp.html   )



-E a Defensoria Pública de SP obtém decisão que impede que empresa reajuste tarifa de água pela segunda vez no ano.

Veículo: DPESP
Data: 28/7/2015

A Defensoria Pública de SP obteve nesta segunda-feira (27/7) uma decisão liminar que impede a empresa concessionária responsável pelo abastecimento de água de Campinas (Sanasa) de realizar um novo reajuste na tarifa dos consumidores. De acordo com o pedido feito pela instituição, a empresa estava em vias de implementar, em menos de 6 meses, dois reajustes da tarifa, que totalizariam 28,76% de aumento.
Segundo consta na ação, em fevereiro de 2015, a Sanasa aplicou um aumento de 11,98% na tarifa, com a justificativa de “recuperar o equilíbrio econômico-financeiro” da concessionária. No entanto, não decorridos 6 meses da vigência dos novos valores tarifários, a empresa determinou um novo reajuste, dessa vez de 15%, em todas as categorias de usuários e faixas de consumo, justificando novamente o aumento em seu “equilíbrio econômico-financeiro”.
Para o Defensor Publico José Moacyr Doretto Nascimento, membro do Núcleo de Defesa do Consumidor e responsável pelo caso, a conduta é ilegal e vai atingir as camadas mais vulneráveis da população. “É inegável que pessoas hipossuficientes, que integram camadas de vulnerabilidade social, serão atingidas por esta ilegalidade.”
De acordo com o Defensor, o segundo aumento da tarifa colide com o disposto na lei que instituiu as diretrizes nacionais para o saneamento básico em todo o País. Para esta lei, os reajustes de tarifas de serviços públicos de saneamento básico somente podem ser realizados observando-se o intervalo mínimo de 12 meses.
Consta na ação, ainda, que a diminuição na arrecadação da empresa, em que pese ter sido causada pela redução do consumo de água dos consumidores, não pode ser motivo para o aumento da tarifa. "Os consumidores, por serem conscientes e economizarem recurso essencial à sobrevivência acabaram por receber o aumento tarifário. Dessa incompreensível violação à lealdade, extrai-se a violação à boa-fé dos consumidores".
Na decisão liminar, o Juiz Carlos Ortiz Gomes, da 10ª Vara Cível de Campinas, determinou que a Senasa deixe de implementar o novo reajuste, que estava programado para acontecer a partir de 1º de agosto. Determinou, ainda, que em cinco dias a empresa apresente os documentos que justificaram a revisão tarifária pretendida, bem como o lucro da empresa em 2014.
                                                             





-Leia decisão na íntegra do juiz:
Processo nº. 1023801-52.2015.8.26.0114 Medida Cautelar Requerente: DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO Requeridas: SOCIEDADE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO S/A. SANASA (liminar) Vistos etc. I. Trata-se de medida cautelar preparatória, com pedido de liminar, por intermédio da qual a Douta Defensoria Pública do Estado de São Paulo pretende obter a suspensão do reajuste de tarifa de fornecimento de água, em hiato de tempo inferior a doze meses do último reajuste; bem como a obtenção da exibição dos documentos que lastrearam a pretensão da referida majoração tarifária perante a Agência Reguladora. II. Pelo que se infere da Resolução nº 73 da Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí ARES-PCJ, a demandada fora autorizada a promover um reajuste tarifário de 11,98% a partir do mês de fevereiro de 2015 (fls. 21/22). Sem embargo, a demandada requereu e obteve da ARES-PCJ nova autorização para reajustes nas tarifas, da ordem de 15% a viger 30 dias após a publicação da nova Resolução (nº. 93/2015), com previsão de implementação a partir de 1º de agosto próximo. A promoção de reajustes em intervalo inferior a 12 meses contraria literal disposição da Lei Federal nº. 11.445 de 5 de julho de 2007: “Art. 37. Os reajustes de tarifas de serviços públicos de saneamento básico serão realizados observando-se o intervalo mínimo de 12 (doze) meses, de acordo com as normas legais, regulamentares e contratuais.” Por outro lado, é nítido o interesse da Defensoria Pública em obter os subsídios que embasaram a autorização do reajuste pela ARES-PCJ (Res. 93). III. Diante desse quadro presentes os pressupostos legais (fumus boni juris e o pericumum in mora), considerando especialmente a natureza essencial do fornecimento, CONCEDO a reclamada liminar, determinando à SANASA que: 1. Se abstenha de implementar o reajuste programado, autorizado pela Resolução n. 93 de julho de 2015, da ARES-PCJ, sob pena de pagar multa consistente na no pagamento do dobro do acréscimo atualizado, por cada consumidor atingido, sem prejuízo de outras sanções; 2. Exiba, no prazo de cinco dias, cópias dos documentos que justificaram a revisão tarifária impugnada, bem como o lucro da empresa no exercício de 2014. Intime-se com urgência. O mandado deverá ser instruído com cópia desta decisão, observando-se que a requerente é beneficiária da justiça gratuita, citando-se, com as advertências legais, em especial quanto ao prazo para a resposta, que é de cinco (5) dias (art. 802 do CPC), e que se não for apresentada resposta, por meio de advogado, presumir-se-ão aceitos pela requerida como verdadeiros, os fatos alegados pela requerente (art. 803, 285 e 319, todos do CPC). Dê-se ciência ao Ministério Público. IV. Após, com a resposta, ou decorrido 



-Resolução ARES-PCJ que autorizou o aumento abusivo e questionado na Justiça
RESOLUÇÃO ARES-PCJ Nº 93, DE 16 DE JULHO DE 2015 Dispõe sobre reajuste extraordinário dos valores das Tarifas de Água e Esgoto a serem aplicados no Município de Campinas e dá outras providências. A DIRETORIA EXECUTIVA DA ARES-PCJ - AGÊNCIA REGULADORA DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO DAS BACIAS DOS RIOS PIRACICABA, CAPIVARI E JUNDIAÍ (AGÊNCIA REGULADORA PCJ), no uso das atribuições que lhe conferem a Cláusula 32ª, inciso IV, do Protocolo de Intenções da ARES-PCJ convertido em Contrato de Consórcio Público e o Artigo 30, inciso IV, do Estatuto Social da ARES-PCJ e;


ANEXOS:



OUTROS DOCUMENTOS:
Estudo comparando a autarquia campineira com outras três empresas brasileiras de tratamento e distribuição de água e saneamento https://drive.google.com/file/d/0B2L82WbL-xMzTE5QWTJyMDRlcW8/view?pli=1

Ação quer o fim da coleta mecanizada em Campinas
















Cidadãos alegam número de caçambas insuficientes,falta de higienização dos recipientes, problemas na localização e que a
implantação não foi discutida com a população.
Na ação é relatado descontentamento de representantes do Centro,Cambuí e distritos de Barão Geraldo e Sousas.
A iniciativa de mover a ação foi do morador de Barão Geraldo, Renato César Pereira, e recebeu a adesão dos Conselhos Municipais de Segurança (Consegs) das outras quatro regiões.

Informações da audiência publica  para implantação da coleta mecanizada- e material sobre o assunto - http://blog.individuoacao.org.br/2014/08/audiencia-publica-sobre-implantacao-da.html


Documentação:

Anexo 3-MP Campinas
Anexo 4-Juiz Fukumoto
Anexo 5-Agravo


Noticias:

Anexo 13-Destak 17/7/15