17 / 07 / 2012
O Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) aprovou moção que propõe ações de ciência e desenvolvimento de tecnologias destinadas à melhoria de técnicas de monitoramento e tratamento de cursos d’água para abastecimento humano e seus afluentes. O objetivo desta iniciativa é incentivar a pesquisa e a adoção de tecnologias capazes de retirar da água distribuída às residências as nanopartículas – porções de material de apenas alguns átomos de tamanho, com propriedades muito diferentes do mesmo material em grandes quantidades – poluentes, orgânicas e inorgânicas, além de eliminar os micro-organismos patogênicos.
“Essas nanopartículas poluentes não são eliminadas com o tratamento atual que se dá à água, por isso é necessário investir em pesquisa e tecnologia, e no uso de membranas importadas para melhorar o processo”, explica o coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Sanderson Leitão, conselheiro do CNRH/MMA. Segundo ele, os métodos atuais não são efetivos. “A tendência é aumentar a contaminação por micropoluentes que causam, por exemplo, câncer, infertilidade, outros distúrbios metabólicos e endócrinos, para citar alguns problemas, e isso é muito preocupante”, insiste Leitão, autor dessa moção junto ao Conselho.
Drogas e aditivos - No texto da moção aprovada pelos integrantes do CNRH consta uma lista de micropoluentes emergentes, provenientes de medicamentos, drogas ilícitas, produtos de beleza, higiene pessoal e limpeza, de aditivos industriais, aditivos de gasolina, agrotóxicos e produtos resultantes da transformação desses micropoluentes. Segundo Sanderson Leitão, essas são algumas das substâncias que escapam à filtragem e tratamento químico dado à água destinada ao consumo humano, ingeridas diariamente pelos brasileiros.
Entre as últimas deliberações do Conselho Nacional de Recursos Hídricos estão os critérios gerais de classificação de barragens por categoria de risco, dano potencial associado, e pelo seu volume. Os conselheiros também aprovaram diretrizes destinadas a implementar a Política Nacional de Segurança de Barragens e a atuação do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens; além dos critérios e linhas normativas que permitam colocar em prática os instrumentos de outorga e de enquadramento em rios efêmeros (secam numa determinada época do ano) e intermitentes.
“A outorga confere ao interessado o direito de captar água ou de lançar resíduos em um curso de água e o enquadramento define a quantidade e a qualidade da água, além de estabelecer metas futuras compatíveis com o uso que se quer dar a um rio intermitente e a um efêmero”, esclarece Ana Cristina Mascarenhas, gerente de apoio do CNRH/MMA.
Atribuições - Ela destaca, ainda, as principais atribuições do conselho, conforme o estabelecido pela Lei de Segurança das Barragens (12.334/2010), que estabeleceu a Política Nacional de Segurança de Barragens: definir como será a implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens e como será a atuação do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens.
Ana Cristina explica que cabe ao Conselho analisar o relatório de segurança de barragens, inclusive propondo melhorias nas obras existentes. “Depois de avaliar e discutir o relatório, o CNRH o encaminhará ao Congresso Nacional para deliberações”, acrescentou. (Fonte: Luciene de Assis/ MMA)
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Transformação verde de Nova York é exemplo a ser seguido
17 / 07 / 2012
Sempre que você duvidar que o futuro possa ser melhor que o passado ou que o governo possa exercer um papel crucial nesse processo, pense e alegre-se com o extraordinário processo de verdeio de Nova York.
Esta cidade não se parece em nada, nada mesmo, com o que era uma década e meia atrás. É um lugar de calçadões agora belíssimos de frente para o mar, de árvores, gramíneas altas e flores que ocupam terrenos e penínsulas de concreto – até mesmo trechos de trilhas férreas antes em desuso ou decadentes. Trata-se de uma resposta fértil ao pessimismo de nossa era, de uma prova verdejante de que o crescimento continua a ser possível, pelo menos desde que estejam presentes a vontade necessária e as estratégias corretas.
A transformação de Nova York se deu incrementalmente – um ano o High Line, outro ano o Brooklyn Bridge Park -, tanto que muitas vezes não chega a ser plenamente apreciada. Mas representa um avanço notável, que justifica esperança.
Além disso, é emblemática de um padrão de dedicação intensificada aos parques urbanos, algo que está presente de costa a costa dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo em que uma parte tão grande da vida americana neste momento é marcada pelo espectro do declínio, muitas cidades estão florescendo, e Nova York vem servindo de inspiração crucial.
“Nova York representa um grande exemplo, porque é a maior área urbana do país”, disse Ken Salazar, o secretário do Interior americano, falando ao telefone na sexta-feira e sugerindo que, se Nova York consegue criar espaços verdes em meio às suas expansões cinzentas, qualquer cidade pode fazer o mesmo. Salazar pretende visitar Nova York na terça-feira para discursar numa conferência internacional, que já está ocorrendo, intitulada “Maiores e Mais Verdes: Reimaginando Parques para Cidades do Século 21″.
O fato de a conferência ser realizada em Nova York é uma homenagem proposital aos avanços feitos por esta cidade, boa parte deles sob a administração Bloomberg, que levou adiante os planos que herdou, ampliando alguns deles, e também criou vários planos próprios.
Embora o prefeito Michael Bloomberg tenha enfrentado fracassos e falhas diversas em suas tentativas de aprimorar o ensino público e aliviar os congestionamentos no Midtown de Manhattan, por exemplo, em se tratando do verde ele vem tendo grandes êxitos. Um dos maiores legados de sua longa prefeitura será uma cidade que, em determinados locais encantados, em determinados dias encantados, pode passar uma impressão tão descontraída, despreocupada e abençoada pela natureza quando um dos enclaves ecologicamente vaidosos do noroeste do Pacífico. À agitação do trânsito, Bloomberg acrescentou mais ciclovias, mais árvores e mirantes com vistas belíssimas.
“Os parques foram prioridades para este prefeito e para a vice-prefeita, Patti Harris, e acho que é a primeira vez que isso acontece na história da cidade”, comentou Adrian Benepe, que vai deixar em breve o cargo de comissário de parques da prefeitura Bloomberg, após dez anos.
“Grandes coisas aconteceram na prefeitura de La Guardia, em grande medida devido à Administração do Progresso de Obras e da habilidade de Robert Moses em fazer uso desses recursos. Mas acho que o prefeito atual tem sido singular por não apenas apreciar parques, como compreender o valor deles de tantas maneiras diferentes”, disse Benepe, acrescentando que Bloomberg adere “à ideia de que a cidade pode e deve ser bela e bem projetada”.
Eu desprezaria esses comentários como puro puxa-saquismo, não fosse por vários fatores. Um: Benepe não hesita em dizer que parte do trabalho pelo qual Bloomberg é elogiado foi iniciado por prefeitos anteriores e defendido especialmente por George Pataki, fervoroso partidário dos parques, na época em que foi governador do Estado.
Dois: os elogios que Benepe faz a Bloomberg são repetidos por muitas pessoas que não estão na prefeitura.
Três: seus elogios condizem com minhas próprias observações gratas. Vivo nesta cidade, de modo intermitente, há 25 anos, e nunca antes senti tanta vontade de sair para o ar livre, nem me senti tão recompensado quando o faço quanto me sinto hoje.
Hoje uma parte espantosa da área de Manhattan de frente para os rios Hudson e East é pontilhada de píeres verdejantes, com praias, ciclovias e trilhas para caminhadas. E, para quem ainda não o viu, Brooklyn Bridge Park é uma revelação, com vista para o centro de Manhattan, o porto de Nova York e a Estátua da Liberdade.
“É notável que a cidade tenha feito esse investimento”, comentou o paisagista Michael Van Valkenburgh, cuja firma foi responsável por criar o parque, que custou mais de US$350 milhões. A prefeitura contribuiu com quase dois terços desse valor. “Existe no momento um interesse enorme e muita atividade na criação e recriação de parques urbanos. Acho que é porque reinvestimos na ideia de viver nas cidades.”
Igualmente animadora e instrutiva é a maneira como Nova York buscou os recursos necessários para os parques novos e os já existentes. A High Line, construída principalmente com recursos públicos, é mantida principalmente com recursos privados. O plano para o Brooklyn Bridge Park é que sua operação e manutenção seja paga por avaliações dos imóveis desenvolvidos em torno do parque.
Em troca do alvará de construção, os construtores de novos imóveis residenciais nas redondezas tiveram que criar para a cidade o Riverside Park South, uma trança bela de praças de frente para a água, trilhas e píeres partindo das ruas West 60s em Manhattan. Esse arranjo foi muito anterior à administração Bloomberg, mas, sob a administração dele, um arranjo semelhante vai resultar num parque de frente para a água em Williamsburg, um bairro do Brooklyn.
O histórico de Bloomberg no quesito dos parques não é imaculado. Holly M. Leicht, diretora executiva do grupo Nova-Iorquinos em Favor de Parques, disse que a criação de novos parques nem sempre foi acompanhada pela manutenção adequada dos parques já existentes. “Há uma disparidade de condições”, disse ela.
Mas, para seu crédito, a prefeitura vem gastando fartamente com parques em todos os distritos de Nova York, não apenas em Manhattan e Brooklyn. Um dos projetos mais ambiciosos é a conversão do aterro sanitário Fresh Kills, em Staten Island, no parque Freshkills, que será quase três vezes maior que o Central Park.
A história de Nova York se repete em outras partes do país.
Um complexo revitalizado de parques, o Myriad Botanical Gardens, surgiu recentemente no centro de Oklahoma City. No centro de Houston há o Discovery Green. Dallas está construindo um parque sobre uma via elevada no centro, e Los Angeles estuda maneiras de verdejar um velho leito de rio concretado.
“Vivemos na era da reurbanização”, comentou Catherine Nagel, diretora executiva da Aliança de Parques da Cidade, que está promovendo a conferência em Nova York. E o aumento da densidade demográfica significa que “precisamos de espaço verde”.
Surpreendentemente, estamos recebendo esses espaços: porque os cidadãos o reivindicaram; porque os governos priorizaram esse assunto; porque foram cultivadas parcerias público-privadas. Nova York é a flor bela a coroar esse processo. (Fonte: Folha.com)
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Sempre que você duvidar que o futuro possa ser melhor que o passado ou que o governo possa exercer um papel crucial nesse processo, pense e alegre-se com o extraordinário processo de verdeio de Nova York.
Esta cidade não se parece em nada, nada mesmo, com o que era uma década e meia atrás. É um lugar de calçadões agora belíssimos de frente para o mar, de árvores, gramíneas altas e flores que ocupam terrenos e penínsulas de concreto – até mesmo trechos de trilhas férreas antes em desuso ou decadentes. Trata-se de uma resposta fértil ao pessimismo de nossa era, de uma prova verdejante de que o crescimento continua a ser possível, pelo menos desde que estejam presentes a vontade necessária e as estratégias corretas.
A transformação de Nova York se deu incrementalmente – um ano o High Line, outro ano o Brooklyn Bridge Park -, tanto que muitas vezes não chega a ser plenamente apreciada. Mas representa um avanço notável, que justifica esperança.
Além disso, é emblemática de um padrão de dedicação intensificada aos parques urbanos, algo que está presente de costa a costa dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo em que uma parte tão grande da vida americana neste momento é marcada pelo espectro do declínio, muitas cidades estão florescendo, e Nova York vem servindo de inspiração crucial.
“Nova York representa um grande exemplo, porque é a maior área urbana do país”, disse Ken Salazar, o secretário do Interior americano, falando ao telefone na sexta-feira e sugerindo que, se Nova York consegue criar espaços verdes em meio às suas expansões cinzentas, qualquer cidade pode fazer o mesmo. Salazar pretende visitar Nova York na terça-feira para discursar numa conferência internacional, que já está ocorrendo, intitulada “Maiores e Mais Verdes: Reimaginando Parques para Cidades do Século 21″.
O fato de a conferência ser realizada em Nova York é uma homenagem proposital aos avanços feitos por esta cidade, boa parte deles sob a administração Bloomberg, que levou adiante os planos que herdou, ampliando alguns deles, e também criou vários planos próprios.
Embora o prefeito Michael Bloomberg tenha enfrentado fracassos e falhas diversas em suas tentativas de aprimorar o ensino público e aliviar os congestionamentos no Midtown de Manhattan, por exemplo, em se tratando do verde ele vem tendo grandes êxitos. Um dos maiores legados de sua longa prefeitura será uma cidade que, em determinados locais encantados, em determinados dias encantados, pode passar uma impressão tão descontraída, despreocupada e abençoada pela natureza quando um dos enclaves ecologicamente vaidosos do noroeste do Pacífico. À agitação do trânsito, Bloomberg acrescentou mais ciclovias, mais árvores e mirantes com vistas belíssimas.
“Os parques foram prioridades para este prefeito e para a vice-prefeita, Patti Harris, e acho que é a primeira vez que isso acontece na história da cidade”, comentou Adrian Benepe, que vai deixar em breve o cargo de comissário de parques da prefeitura Bloomberg, após dez anos.
“Grandes coisas aconteceram na prefeitura de La Guardia, em grande medida devido à Administração do Progresso de Obras e da habilidade de Robert Moses em fazer uso desses recursos. Mas acho que o prefeito atual tem sido singular por não apenas apreciar parques, como compreender o valor deles de tantas maneiras diferentes”, disse Benepe, acrescentando que Bloomberg adere “à ideia de que a cidade pode e deve ser bela e bem projetada”.
Eu desprezaria esses comentários como puro puxa-saquismo, não fosse por vários fatores. Um: Benepe não hesita em dizer que parte do trabalho pelo qual Bloomberg é elogiado foi iniciado por prefeitos anteriores e defendido especialmente por George Pataki, fervoroso partidário dos parques, na época em que foi governador do Estado.
Dois: os elogios que Benepe faz a Bloomberg são repetidos por muitas pessoas que não estão na prefeitura.
Três: seus elogios condizem com minhas próprias observações gratas. Vivo nesta cidade, de modo intermitente, há 25 anos, e nunca antes senti tanta vontade de sair para o ar livre, nem me senti tão recompensado quando o faço quanto me sinto hoje.
Hoje uma parte espantosa da área de Manhattan de frente para os rios Hudson e East é pontilhada de píeres verdejantes, com praias, ciclovias e trilhas para caminhadas. E, para quem ainda não o viu, Brooklyn Bridge Park é uma revelação, com vista para o centro de Manhattan, o porto de Nova York e a Estátua da Liberdade.
“É notável que a cidade tenha feito esse investimento”, comentou o paisagista Michael Van Valkenburgh, cuja firma foi responsável por criar o parque, que custou mais de US$350 milhões. A prefeitura contribuiu com quase dois terços desse valor. “Existe no momento um interesse enorme e muita atividade na criação e recriação de parques urbanos. Acho que é porque reinvestimos na ideia de viver nas cidades.”
Igualmente animadora e instrutiva é a maneira como Nova York buscou os recursos necessários para os parques novos e os já existentes. A High Line, construída principalmente com recursos públicos, é mantida principalmente com recursos privados. O plano para o Brooklyn Bridge Park é que sua operação e manutenção seja paga por avaliações dos imóveis desenvolvidos em torno do parque.
Em troca do alvará de construção, os construtores de novos imóveis residenciais nas redondezas tiveram que criar para a cidade o Riverside Park South, uma trança bela de praças de frente para a água, trilhas e píeres partindo das ruas West 60s em Manhattan. Esse arranjo foi muito anterior à administração Bloomberg, mas, sob a administração dele, um arranjo semelhante vai resultar num parque de frente para a água em Williamsburg, um bairro do Brooklyn.
O histórico de Bloomberg no quesito dos parques não é imaculado. Holly M. Leicht, diretora executiva do grupo Nova-Iorquinos em Favor de Parques, disse que a criação de novos parques nem sempre foi acompanhada pela manutenção adequada dos parques já existentes. “Há uma disparidade de condições”, disse ela.
Mas, para seu crédito, a prefeitura vem gastando fartamente com parques em todos os distritos de Nova York, não apenas em Manhattan e Brooklyn. Um dos projetos mais ambiciosos é a conversão do aterro sanitário Fresh Kills, em Staten Island, no parque Freshkills, que será quase três vezes maior que o Central Park.
A história de Nova York se repete em outras partes do país.
Um complexo revitalizado de parques, o Myriad Botanical Gardens, surgiu recentemente no centro de Oklahoma City. No centro de Houston há o Discovery Green. Dallas está construindo um parque sobre uma via elevada no centro, e Los Angeles estuda maneiras de verdejar um velho leito de rio concretado.
“Vivemos na era da reurbanização”, comentou Catherine Nagel, diretora executiva da Aliança de Parques da Cidade, que está promovendo a conferência em Nova York. E o aumento da densidade demográfica significa que “precisamos de espaço verde”.
Surpreendentemente, estamos recebendo esses espaços: porque os cidadãos o reivindicaram; porque os governos priorizaram esse assunto; porque foram cultivadas parcerias público-privadas. Nova York é a flor bela a coroar esse processo. (Fonte: Folha.com)
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Cone translúcido usa sol para dessalinizar água
Eduardo Pegurier
02.05.2011
A água cobre 3/4 da superfície do planeta, mas 97% do total disponível é água salgada e outros 2% estão presos em geleiras. Acessar o 1% disponível para consumo humano não é fácil. A pobreza nega a infraestrutura para sanear e abastecer uma população mundial que cresce. Do outro lado, a poluição e o mau uso reduzem a quantidade disponível para consumo.
Às populações sem acesso a água potável, uma alternativa é dessalinizar a água salobra ou impura de oceanos, rios e lagos. Mas a operação é intensiva em uso de energia e, portanto, cara. Assim, um equipamento simples e robusto como o Watercone (ou cone de água) é bem-vindo. Aliás, formas improvisadas do sistema são usadas por exércitos e beduínos do deserto.
O Watercone é composto de uma base escura, a qual é sobreposta por um cone de plástico translúcido. Para funcionar, basta colocar a água salobra na base, fechar o engenho e deixar o sol fazer o trabalho. A água da base evapora e vai parar nas paredes do cone. De lá, escorre e se acumular em um receptáculo instalado na borda (veja ilustração). Em lugares ensolarados, o resultado é de um 1,5 litros de água potável por dia, produzida por energia solar totalmente “de grátis”.
O equipamento custa 49 euros (cerca de 115 reais) a unidade, mas há bons descontos para compras no atacado. Ele é leve e fácil de empilhar. E, como mostra o vídeo abaixo, robusto. Por mais que seja amassado, não quebra.
Para acessar o vídeo clique aqui
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Poli aponta solução para descarte de esgoto no mar de Santos
24 / 07 / 2012
Após quatro anos de pesquisas, o oceanógrafo Eduardo Lucas Subtil apresenta em estudo um sistema ideal para o pré-tratamento do esgoto lançado pelo emissário submarino de Santos. “O mais viável, pensando na relação custo e benefício e sustentabilidade ambiental, seria o chamado primário avançado, ou seja, após a remoção de sólidos de grande tamanho, aplicam-se produtos químicos específicos que por processos físico-químicos removeriam os sólidos suspensos e outros elementos, como o fósforo”, descreve.
O emissário oceânico de Santos utiliza o sistema de do tipo preliminar, ou seja, faz um peneiramento, retirando as partículas mais grossas da água, lançando o restante no oceano. “Com a quantidade cada vez maior de vazão, o tratamento preliminar do esgoto não é suficiente para evitar que ocorra aumento na concentração de fósforo, um ingrediente básico de detergentes, na água do mar, provocando crescimento de algas, contaminação e morte de peixes e espécies vegetais, além de odores desagradáveis”, explica o oceanógrafo, que apresentou a sugestão em seu estudo de doutorado apresentado no Departamento de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica (Poli) da USP. Instalado em 1978, o emissário é o mais antigo do Estado e um dos mais importantes. Atende a uma população de cerca de um milhão de pessoas na Baixada Santista.
Para Subtil, “a remoção de sólidos suspensos combinada com a aplicação de produtos químicos específicos resolveria o problema, até agora tratado muito superficialmente”.
Poder público – O descarte do esgoto na natureza deveria ser uma das prioridades do poder público pelas implicações que acarreta ao meio ambiente e também à saúde humana. Com exceção de emissários clandestinos, que despejam na água de rios, lagos e mares esgotos sem nenhum tipo de tratamento, os emissários oficiais e privados (Sabesp, Petrobras) os condicionam com o objetivo de descartá-los com a menor quantidade possível de impurezas, deixando o restante para a natural dispersão e assimilação na água.
De acordo com José Carlos Mierzwa, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli, pesquisar as melhores maneiras de tratar o esgoto antes de descartá-lo não é uma exclusividade brasileira: “O pesquisadores do mundo todo buscam as melhores soluções, mas Subtil teve o mérito de fazer o caminho inverso, ou seja, partiu de uma situação ideal, a água mais limpa possível, e retrocedeu até achar o melhor e factível sistema, uma solução que pode servir de parâmetro para situações semelhantes”.
Além do preliminar e do primário, há outros dois tipo de sistema, o secundário e o terciário. Cada um promove uma limpeza mais apurada do esgoto, mas o custo acaba sendo muito alto, conforme o nível de limpeza. “No caso do tratamento secundário, ocorre remoção de matéria orgânica, mas não resolveria o problema do fósforo. Por outro lado, apesar de o tratamento terciário remover matéria orgânica e fósforo, a área necessária para instalação desse tratamento é mais do que o dobro do tratamento primário avançado, por isso consideramos o sistema primário avançado como o mais adequado”, justifica o oceanógrafo.
Além da questão do espaço, o ingrediente financeiro relacionado com a operação do sistema de tratamento fortalece ainda mais a escolha de Subtil. “Como parâmetro, uma estação que trabalhe só com tratamento preliminar custa cerca de US$ 5 milhões ao ano para uma vazão de 4 metros cúbicos (m³) por segundo de água. Pular para o secundário significaria um custo de operação oito vezes maior, enquanto que o tratamento primário representaria um custo cinco vezes maior que o preliminar”, explica Subtil.
O professor Mierzwa conta que um emissário que atingisse áreas mais profundas do oceano também ajudaria a resolver o problema em Santos. “A costa brasileira chega, em média a 10 metros de profundidade e seria necessário um emissário muito maior que o atual, que chega a 4,5 km de distância, o que também seria inviável economicamente”, pondera o especialista.
O pós-graduando fez parte de seu estudo na Universidade de Cantabria, na cidade espanhola de Santander. Lá são realizadas pesquisas semelhantes de tratamento de esgotos. Paralelamente, manteve contatos com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que o ajudou a levantar dados para as pesquisas interessada também em obter informações mais precisas visando readequações nas estações de tratamento do Estado.
Na opinião do pesquisador, além de mudança na legislação e na parte técnica, o controle de poluentes despejados nos ambientes aquáticos deve levar em conta também aspectos culturais. “Tanto o poder público como a iniciativa privada devem buscar alternativas para o consumo de água, como o reúso, por exemplo, diminuindo a quantidade de líquido descartado em rios, lagos e oceanos”, sugere Subtil. (Fonte: Agência USP)
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Após quatro anos de pesquisas, o oceanógrafo Eduardo Lucas Subtil apresenta em estudo um sistema ideal para o pré-tratamento do esgoto lançado pelo emissário submarino de Santos. “O mais viável, pensando na relação custo e benefício e sustentabilidade ambiental, seria o chamado primário avançado, ou seja, após a remoção de sólidos de grande tamanho, aplicam-se produtos químicos específicos que por processos físico-químicos removeriam os sólidos suspensos e outros elementos, como o fósforo”, descreve.
O emissário oceânico de Santos utiliza o sistema de do tipo preliminar, ou seja, faz um peneiramento, retirando as partículas mais grossas da água, lançando o restante no oceano. “Com a quantidade cada vez maior de vazão, o tratamento preliminar do esgoto não é suficiente para evitar que ocorra aumento na concentração de fósforo, um ingrediente básico de detergentes, na água do mar, provocando crescimento de algas, contaminação e morte de peixes e espécies vegetais, além de odores desagradáveis”, explica o oceanógrafo, que apresentou a sugestão em seu estudo de doutorado apresentado no Departamento de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica (Poli) da USP. Instalado em 1978, o emissário é o mais antigo do Estado e um dos mais importantes. Atende a uma população de cerca de um milhão de pessoas na Baixada Santista.
Para Subtil, “a remoção de sólidos suspensos combinada com a aplicação de produtos químicos específicos resolveria o problema, até agora tratado muito superficialmente”.
Poder público – O descarte do esgoto na natureza deveria ser uma das prioridades do poder público pelas implicações que acarreta ao meio ambiente e também à saúde humana. Com exceção de emissários clandestinos, que despejam na água de rios, lagos e mares esgotos sem nenhum tipo de tratamento, os emissários oficiais e privados (Sabesp, Petrobras) os condicionam com o objetivo de descartá-los com a menor quantidade possível de impurezas, deixando o restante para a natural dispersão e assimilação na água.
De acordo com José Carlos Mierzwa, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli, pesquisar as melhores maneiras de tratar o esgoto antes de descartá-lo não é uma exclusividade brasileira: “O pesquisadores do mundo todo buscam as melhores soluções, mas Subtil teve o mérito de fazer o caminho inverso, ou seja, partiu de uma situação ideal, a água mais limpa possível, e retrocedeu até achar o melhor e factível sistema, uma solução que pode servir de parâmetro para situações semelhantes”.
Além do preliminar e do primário, há outros dois tipo de sistema, o secundário e o terciário. Cada um promove uma limpeza mais apurada do esgoto, mas o custo acaba sendo muito alto, conforme o nível de limpeza. “No caso do tratamento secundário, ocorre remoção de matéria orgânica, mas não resolveria o problema do fósforo. Por outro lado, apesar de o tratamento terciário remover matéria orgânica e fósforo, a área necessária para instalação desse tratamento é mais do que o dobro do tratamento primário avançado, por isso consideramos o sistema primário avançado como o mais adequado”, justifica o oceanógrafo.
Além da questão do espaço, o ingrediente financeiro relacionado com a operação do sistema de tratamento fortalece ainda mais a escolha de Subtil. “Como parâmetro, uma estação que trabalhe só com tratamento preliminar custa cerca de US$ 5 milhões ao ano para uma vazão de 4 metros cúbicos (m³) por segundo de água. Pular para o secundário significaria um custo de operação oito vezes maior, enquanto que o tratamento primário representaria um custo cinco vezes maior que o preliminar”, explica Subtil.
O professor Mierzwa conta que um emissário que atingisse áreas mais profundas do oceano também ajudaria a resolver o problema em Santos. “A costa brasileira chega, em média a 10 metros de profundidade e seria necessário um emissário muito maior que o atual, que chega a 4,5 km de distância, o que também seria inviável economicamente”, pondera o especialista.
O pós-graduando fez parte de seu estudo na Universidade de Cantabria, na cidade espanhola de Santander. Lá são realizadas pesquisas semelhantes de tratamento de esgotos. Paralelamente, manteve contatos com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que o ajudou a levantar dados para as pesquisas interessada também em obter informações mais precisas visando readequações nas estações de tratamento do Estado.
Na opinião do pesquisador, além de mudança na legislação e na parte técnica, o controle de poluentes despejados nos ambientes aquáticos deve levar em conta também aspectos culturais. “Tanto o poder público como a iniciativa privada devem buscar alternativas para o consumo de água, como o reúso, por exemplo, diminuindo a quantidade de líquido descartado em rios, lagos e oceanos”, sugere Subtil. (Fonte: Agência USP)
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Carrinhos de sorvete que usam energia solar circulam em Amsterdã
25 / 07 / 2012
Uma empresa de design holandesa chamada Springtime desenvolveu um carrinho de sorvetes sustentável. A máquina pode manter o creme intacto com a ajuda da energia solar.
O carrinho é baseado em um sistema que armazena energia solar, captada por painéis fotovoltaicos no teto, em baterias. Estas baterias fornecem energia suficiente para o congelador durante o dia e até em dias nublados, quando o sol não está brilhando.
O telhado do carrinho composto por painel fotovoltaico que pode ser levantado manualmente sempre que necessário. À noite as baterias podem ser também recarregadas na tomada, caso necessário.
Patrocinadas pela empresa Ijs & Zopi, as primeiras unidades do carrinho de sorvete solar já começaram a circular este mês, em Amsterdã, na Holanda. (Fonte: Portal Terra)
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Uma empresa de design holandesa chamada Springtime desenvolveu um carrinho de sorvetes sustentável. A máquina pode manter o creme intacto com a ajuda da energia solar.
O carrinho é baseado em um sistema que armazena energia solar, captada por painéis fotovoltaicos no teto, em baterias. Estas baterias fornecem energia suficiente para o congelador durante o dia e até em dias nublados, quando o sol não está brilhando.
O telhado do carrinho composto por painel fotovoltaico que pode ser levantado manualmente sempre que necessário. À noite as baterias podem ser também recarregadas na tomada, caso necessário.
Patrocinadas pela empresa Ijs & Zopi, as primeiras unidades do carrinho de sorvete solar já começaram a circular este mês, em Amsterdã, na Holanda. (Fonte: Portal Terra)
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Las Vegas/EUA ganha o maior prédio feito de garrafas do mundo
21 / 07 / 2012
A cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, acaba de ganhar o maior prédio feito de garrafas recicladas do mundo. Ele foi construído em uma área de 2500 metros quadrados.
Para a construção do Morrow Royal Pavilion foram coletadas e reaproveitadas mais de 500 mil garrafas de cerveja consumidas na região. Mesmo assim, ele não aparenta ter sido fabricado com garrafas em sua estrutura.
Isso acontece porque essas garrafas foram usadas como matéria-prima para a fabricação de um material chamado Greenstone. Ele é capaz de substituir o concreto.
Para isso, todo o vidro é triturado em grãos e misturado com cinzas provenientes das sobras de plantas movidas a carvão. Este pó é misturado com outros elementos. Então, a mistura vai para moldes. Quando eles secam, os blocos podem ser usados em toda a construção.
O resultado não transparece qual é o material usado em sua fabricação. O Greenstone deixa a construção com uma aparência antiga. No caso do Morrow Royal Pavilion, essa é uma ótima combinação. O projeto foi inspirado no Hall Swarkestone Pavilion, na Inglaterra, que inclusive já foi capa de um dos álbuns dos Rolling Stones. (Fonte: Exame.com)
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A cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, acaba de ganhar o maior prédio feito de garrafas recicladas do mundo. Ele foi construído em uma área de 2500 metros quadrados.
Para a construção do Morrow Royal Pavilion foram coletadas e reaproveitadas mais de 500 mil garrafas de cerveja consumidas na região. Mesmo assim, ele não aparenta ter sido fabricado com garrafas em sua estrutura.
Isso acontece porque essas garrafas foram usadas como matéria-prima para a fabricação de um material chamado Greenstone. Ele é capaz de substituir o concreto.
Para isso, todo o vidro é triturado em grãos e misturado com cinzas provenientes das sobras de plantas movidas a carvão. Este pó é misturado com outros elementos. Então, a mistura vai para moldes. Quando eles secam, os blocos podem ser usados em toda a construção.
O resultado não transparece qual é o material usado em sua fabricação. O Greenstone deixa a construção com uma aparência antiga. No caso do Morrow Royal Pavilion, essa é uma ótima combinação. O projeto foi inspirado no Hall Swarkestone Pavilion, na Inglaterra, que inclusive já foi capa de um dos álbuns dos Rolling Stones. (Fonte: Exame.com)
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Pesquisa encontra resto de inseticida em golfinhos no litoral brasileiro
19 / 07 / 2012
Estudo publicado na revista “Environment International” aponta que golfinhos do litoral brasileiro estão contaminados por piretroides, compostos usados como inseticidas.
Segundo explica Mariana Alonso, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que liderou a pesquisa, o golfinho está no topo da cadeia alimentar que, portanto, é composta por outros seres vivos que também devem estar contaminados por essas substâncias (por exemplo, uma alga recebe o piretroide da água e é comida por um camarão, que é comido por um peixe, que serve de alimento para o golfinho).
A novidade da pesquisa de Mariana é que antes se pensava que os piretroides se decompunham. Esses inseticidas são usados tanto pela população urbana, por meio, por exemplo, de tomadas antimosquito, como também em atividades rurais. No armazenamento de grãos, por exemplo, eles são usados para evitar que insetos ataquem os alimentos.
No estudo são analisadas amostras de fígado, leite e placentas da espécie Pontoporia blainvillei, conhecida como toninha, que está ameaçada de extinção e existe apenas nos litorais brasileiro, argentino e uruguaio. Foram usadas amostras de exemplares que ficaram presos acidentalmente em redes de pesca no litoral de São Paulo e Rio Grande do Sul.
Os filhotes pesquisados tinham a maior concentração de piretroides, o que levou os pesquisadores a verificar a presença do composto no leite e em placentas, que também se mostraram contaminados. “Eles recebem uma carga muito alta nos primeiros estágios da vida”, observa Mariana Alonso.
Os efeitos dos piretroides sobre a saúde dos golfinhos são pouco conhecidos. Outro estudo liderado pela mesma pesquisadora e publicado na revista “Environmental Pollution”, mostrou a contaminação de golfinhos por retardantes de chama, usados nos mais diversos produtos, como móveis e eletrodomésticos, como forma de diminuir sua suscetibilidade ao fogo. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Natureza)
Esta matéria encontra-se no site ambientebrasil
Estudo publicado na revista “Environment International” aponta que golfinhos do litoral brasileiro estão contaminados por piretroides, compostos usados como inseticidas.
Segundo explica Mariana Alonso, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que liderou a pesquisa, o golfinho está no topo da cadeia alimentar que, portanto, é composta por outros seres vivos que também devem estar contaminados por essas substâncias (por exemplo, uma alga recebe o piretroide da água e é comida por um camarão, que é comido por um peixe, que serve de alimento para o golfinho).
A novidade da pesquisa de Mariana é que antes se pensava que os piretroides se decompunham. Esses inseticidas são usados tanto pela população urbana, por meio, por exemplo, de tomadas antimosquito, como também em atividades rurais. No armazenamento de grãos, por exemplo, eles são usados para evitar que insetos ataquem os alimentos.
No estudo são analisadas amostras de fígado, leite e placentas da espécie Pontoporia blainvillei, conhecida como toninha, que está ameaçada de extinção e existe apenas nos litorais brasileiro, argentino e uruguaio. Foram usadas amostras de exemplares que ficaram presos acidentalmente em redes de pesca no litoral de São Paulo e Rio Grande do Sul.
Os filhotes pesquisados tinham a maior concentração de piretroides, o que levou os pesquisadores a verificar a presença do composto no leite e em placentas, que também se mostraram contaminados. “Eles recebem uma carga muito alta nos primeiros estágios da vida”, observa Mariana Alonso.
Os efeitos dos piretroides sobre a saúde dos golfinhos são pouco conhecidos. Outro estudo liderado pela mesma pesquisadora e publicado na revista “Environmental Pollution”, mostrou a contaminação de golfinhos por retardantes de chama, usados nos mais diversos produtos, como móveis e eletrodomésticos, como forma de diminuir sua suscetibilidade ao fogo. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Natureza)
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