
Drenagem (ou a falta de...) em Campinas
Matéria Correio Popular 20/5/17 mostra o transtorno da falta de drenagem na estrada da Rhodia.



Delta A/Infraero-Ocorr~encias avifauna 2010https://pt.slideshare.net/LauraMagalhes1/delta-ainfraeroocorrncias-avifauna-2010
Um mapeamento feito pelo Aeroporto Internacional de Viracopos aponta áreas de concentração de aves que podem causar riscos nas operações de pouso e decolagem. O relatório inclui 11 cidades em um raio de 20 km a partir do centro da pista de pouso e decolagens de Viracopos.
As cidades que fazem parte da Área de Segurança Aeroportuária (ASA) são Campinas (SP), Elias Fausto (SP), Hortolândia (SP), Indaiatuba (SP), Itupeva (SP), Jundiaí (SP), Louveira (SP), Monte Mor (SP), Sumaré (SP), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP).
O objetivo do levantamento é alertar as administrações desses municípios para a redução dos pontos de descarte e acúmulo de lixo que possam atrair aves que venham a colidir com os aviões e causar acidentes.
De acordo com o relatório o principal ponto que tem causado problemas é o Aterro Delta A, que fica a 10 km do aeroporto. Apesar de ser legalizado e controlado, possui grande quantidade de resíduos que continua atraindo um número preocupante de urubus-de-cabeça-preta.
O voo do urubu alcança até 3 mil metros de altura e o choque de uma ave de 1,5 quilo contra um avião a 300 km/h corresponde a 7 toneladas de impacto.
Conforme você acompanhou na gravação acima, do canal de Eduardo Cavallini no YouTube, a sequência começa com um dos pilotos do voo “quatro uno meia cinco” (4165) da Azul Linhas Aéreas informando à controladora de tráfego da Torre de Viracopos que ele já estava no ponto de espera para ingressar na cabeceira 33 da pista do aeroporto. Ele é então instruído a manter a posição, uma vez que outra aeronave pousaria antes de sua decolagem.
O voo 4165, que liga Campinas a Navegantes (SC), foi cumprido hoje pela aeronave registrada sob a matrícula PS-AEA. Trata-se do Embraer E195-E2 que leva por todo o país a cor rosa da campanha Outubro Rosa de prevenção ao Câncer de Mama, conforme você viu no início desta matéria.
Impactos com aves raramente levam a consequências graves para o voo, mas podem gerar transtornos à operação, como uma necessidade de retorno ao aeroporto por conta, por exemplo, de algum dano ou a uma falha de motor em caso de ingestão de um animal de porte relevante.
Assim sendo, aeroportos sempre buscam conscientizar a população para que evitem criar situações que atraiam aves aos arredores, como a instalação de aterros sanitários ou o descarte de lixo orgânico em locais inadequados ao ar livre.
Foram 79 casos em 2022; 14 aeronaves sofreram algum tipo de dano
O número de aeronaves danificadas em colisões contra urubus, durante operações de pouso ou decolagem no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, aumentou 180% em 2022 em comparação com 2021. Conforme a gerente de segurança operacional do aeroporto, Rosa Maria Brollo Fernandes, no ano passado foram registradas 79 colisões dessas aves contra aviões, sendo que 14 aparelhos tiveram danos. No ano anterior, apesar de o número de impactos ter sido 18,8% maior (93 casos), somente cinco aeronaves sofreram estragos.
"O impacto de um urubu contra um avião pode causar rombo na fuselagem, quebrar o para-brisa ou ainda provocar a falha de uma turbina, pois a ave pode ser sugada. Se as duas turbinas forem atingidas por uma ave, o risco de uma queda do avião é muito grande. Por isso, é importante a conscientização da população para não descartar lixo que possa atrair urubus no entorno do aeroporto, em especial nas cabeceiras", frisou Rosa Maria.
De acordo com Rosa Maria, um urubu pesa aproximadamente 1,5 kg e a velocidade de uma aeronave no momento do pouso é de 300 km/h. O impacto numa situação como essa faz com que o peso do animal equivalha a sete toneladas. Ou seja, o choque tem capacidade de derrubar o aparelho. "Temos um comitê de gerenciamento de risco da fauna nas proximidades de Viracopos. A finalidade do grupo é definir ações para diminuir os riscos. A gente faz ronda constantemente e quando detectamos algo que gere risco, acionamos a Prefeitura para retirar. Nossa função é ajudar na aplicação das ações", explicou a gerente.
Na aviação, casos como esse são conhecidos como “bird strike” e podem provocar a queda de aeronaves.
Em 2019, um mapeamento feito pelo Aeroporto de Viracopos apontou áreas de concentração de aves que podem causar riscos nas operações de pouso e decolagem. O relatório incluiu 11 cidades em um raio de 20 km a partir do centro da pista de pouso e decolagens do terminal.
Segundo o estudo, pontos de descarte de lixo que, na ocasião, ficavam próximos ao aeroporto eram os principais responsáveis por atrair aves, como, por exemplo, os urubus.
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2023/04/02/voo-retorna-a-viracopos-em-campinas-apos-aeronave-ter-bico-danificado-por-ave-fotos.ghtml
-Atualização 3/4/23
Viracopos, em Campinas, registra 18 acidentescom aves e aeronaves em 2023
O Aeroporto Internacional de Viracopos registrou 18 acidentes envolvendo aves eaeronaves em 2023.
No sábado (1º), um voo da Azul que decolou do aeroportoprecisou retornar 20 minutos depois.
De acordo com o levantamento, dos 18casos,
quatro acidentes deixaram os aviões danificados.
Segundo o aeroporto, o descarte irregular de lixo no entorno atrai muitas aves.Um balanço da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos mostram que, em2022, foram 92 colisões, sendo que em 14 as aeronaves ficaram danificadas. Vejaos detalhes abaixo:
2023 (até 3 de abril): 18 colisões e 4 aeronaves danificadas
2022: 92 colisões e 14 aeronaves danificadas
2021: 98 colisões e 5 aeronaves danificadas
2018: 69 colisões e 4 aeronaves danificadas
Ainda segundo a concessionária, são realizadas inspeções no entorno doaeroporto por uma empresa de manejo de fauna todas as semanas. Quando sãoencontrados restos de animais, o departamento de limpeza pública de Campinasé informado.
https://www.acidadeon.com/campinas/cotidiano/Viracopos-registra-18-acidentes-com-aves-e-aeronaves-em-2023-20230403-0030.html
-Atualização 27/4/23
Um pássaro bateu em um jato e motor da aeronave pegou fogo, nesse domingo (23). O voo, da American Airlines com destino a Phoenix, nos Estados Unidos, precisou retornar ao Aeroporto Internacional John Glenn Columbus, em Ohio. Ninguém ficou ferido.
Imagens feitas de dentro da aeronave por um passageiro mostram o momento em que o motor pega fogo e atinge a asa direita do avião. A decolagem estava marcada para as 7h43, de domingo, de acordo com o rastreador FlightAware, e a colisão aconteceu por volta das 8h, horário local, informou a Administração Federal de Aviação em comunicado, conforme informações da NBC News. aeronave voltou ao aeroporto logo depois e pousou em segurança.
"O voo pousou normalmente e taxiou com segurança até o portão por conta própria", afirmou a companhia. A aeronave foi retirada de serviço para manutenção e nossa equipe está trabalhando para colocar os clientes de volta em seu caminho”.
https://www.itatiaia.com.br/editorias/mundo/2023/04/24/video-passaro-bate-em-aviao-com-173-pessoas-a-bordo-e-motor-pega-fogo
-Atualização 9/6/23
Um voo da Azul Linhas Aéreas com destino ao Rio de Janeiro voltou para Campinas minutos após a decolagem por ter atingido um pássaro.
O incidente aconteceu na manhã desta sexta-feira, quando o avião deixava a pista de decolagem do aeroporto de Campinas. Às 7h46, a ave foi sugada pela turbina da aeronave.
O avião chegou a deixar Campinas, mas o piloto decidiu retornar às 8h10.
Em nota, a Azul informou que o pouso e o desembarque dos clientes aconteceram normalmente, e que prestou assistência conforme as regras da Agência Nacional de Aviação Civil.
O avião não foi danificado e ninguém ficou ferido. O aeroporto não ficou fechado por causa da ocorrência.
Em abril, outro voo da Azul precisou retornar após 20 minutos da decolagem. Na época, era o 18º incidente com aves no terminal campineiro.
A avaliação da concessionária Aeroportos Brasil e da prefeitura era de que a enorme quantidade de lixo em terrenos que ficam próximos a Viracopos poderia causar a aproximação das aves.
https://portalcbncampinas.com.br/2023/06/aviao-da-azul-volta-para-viracopos-apos-colidir-contra-ave/
-Atualização 19/1/24
A aeronave Embraer E195-E1 da Azul, de matrícula PR-AXP, cumpria o voo AD-4316 de Campinas (Viracopos) para Uberlândia, no triângulo mineiro, quando atingiu um pássaro logo após decolar.
O jato chegou a atingir 15 mil pés (4.500m) de altitude antes de iniciar o retorno para Viracopos, pousando com segurança 22 minutos após ter saído da cidade paulista.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram parte do nariz da aeronave, próximo do radar meteorológico, danificada e com parte da ave ainda presa nele, além de sangue espalhado na região.
Após o retorno o voo foi cancelado devido aos danos na aeronave, que ainda permanece em Campinas.
https://aeroin.net/aviao-embraer-e195-atinge-ave-fica-com-nariz-danificado-e-precisa-retornar-para-campinas/
Uma aeronave de carga da FedEx realizou um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, na tarde de quinta-feira (24). De acordo com a empresa, o avião precisou retornar após colidir com um pássaro.
Em nota, a FedEx informou que o pouso ocorreu em segurança e que não houve incidentes durante o retorno. A companhia afirmou ainda que avalia os danos e trabalha para reduzir possíveis atrasos nas entregas de cargas provocados pela ocorrência.
Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, a aeronave havia decolado com destino aos Estados Unidos, mas precisou voltar e pousou em segurança às 17h57.
Imagens do site de monitoramento de voos FlightRadar mostram que o avião realizou manobras sobre a região de Campinas antes do pouso, sobrevoando as cidades de Holambra e Jaguariúna.
A concessionária informou que todos os procedimentos previstos para situações de emergência foram adotados.
A cidade de Campinas (SP) registrou um número superior de colisões entre aviões e aves quando comparada à capital paulista no período compreendido entre janeiro e agosto de 2026. O aumento deste tipo de evento, denominado "bird strike" na aviação, ganhou relevância após um Boeing 767 da FedEx realizar um pouso de emergência em Viracopos na última quinta-feira (24). De acordo com dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Campinas contabilizou 13 colisões nos oito meses iniciais do ano, enquanto São Paulo registrou 8. Este número também representa um avanço em relação ao mesmo período de 2025, quando houve nove ocorrências na região de Campinas.
A região teve outros casos recentes notificados: em 18 de fevereiro, um Baron 58 fez pouso forçado no Aeroporto dos Amarais após colidir com um pássaro durante a decolagem e apresentar falha no trem de pouso; em 9 de agosto, um voo da Azul para Natal (RN) sofreu colisão com uma ave ao sair de Viracopos, retornando em segurança; e no dia 21 de setembro, dois aviões registraram o problema na decolagem em Viracopos antes de seguir viagem normalmente para Três Lagoas (MS) e Recife (PE). Um levantamento baseado em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aponta que apenas no Aeroporto de Viracopos foram registradas 95 colisões entre aeronaves e pássaros, abrangendo o período de 1º de janeiro a 26 de setembro deste ano. A maioria desses incidentes (53,68%) ocorreu durante o dia, seguida pelo período noturno (33,68%).
Fernando Catalano, professor de engenharia aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), explica que os riscos variam conforme o porte do animal, apesar de motores e fuselagem serem projetados para absorver o impacto. Ele aponta que aves em altitudes médias, como o urubu, podem causar danos à estrutura das aeronaves, sendo a presença desses animais próxima às pistas um reflexo da ação humana. Catalano afirma que mudanças climáticas e destruição de habitat (devido a plantações e monoculturas) forçam as aves a conviverem no ambiente urbano, migrando para áreas onde deveriam estar em matas distantes, concluindo que a preparação do meio ambiente ao redor das cidades é a solução necessária.