segunda-feira, 20 de agosto de 2012



Plantio de 18/8/12 e artigo "A desarborização de Campinas" que saiu no sábado no Correio Popular, escrito pelo José Hamilton Aguirre Junior e Carlos Alberto Gomes Henriques.
Abaixo, vídeos e fotos do plantio de 18/8/12 .Plantamos duas tipuanas na Rua 14 de Dezembro, conforme compromisso assumido, uma delas já com 3 metros de altura.
Participaram pessoas do grupo Campinas Bike Clube, vamos começar a questionar a mobilidade.
Plantamos varias árvores e aprendemos muito também.
Obrigada a todos, o futuro agradece.
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Publicado em 19/08/2012 por resgatecambui
Campinas(SP)Movimento Resgate o Cambuí e Projeto de plantio "Cambuí Verde"

Plantio dia 18/8/12 com a reposição das 2 tipuanas na Rua 14 de dezembro, cumprindo mais um compromisso assumido com a comunidade.
Segue link da matéria:http://www.rac.com.br/noticias/campinas-e-rmc/117177/2012/02/14/corte-de­-arvore-centenaria-causa-surpresa-no-cambui.html
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Publicado em 19/08/2012 por resgatecambui
Campinas(SP)
Movimento Resgate o Cambuí e sociedade civil organizada promoveram mais um mutirão de plantio de árvores no bairro Cambuí.
No único estudo feito no bairro, pelo Mestre em arborização urbana José Hamilton Aguirre Júnior, foi constatada a falta de mais de 6000 árvores.
Vamos ao trabalho.
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Documentos do Planalto expõem ações de José Dirceu no comando da Casa Civil

Governo federal libera ofícios enviados e recebidos por homem forte do início da gestão Lula que explicitam troca de cargos por apoio parlamentar, intervenção para audiência com empresa privada e investigações internas de integrantes da máquina pública
  
Alana Rizzo / O Estado de S. Paulo
18 de agosto de 2012
Documentos oficiais obtidos pelo Estado - entre correspondências confidenciais, bilhetes manuscritos e ofícios - revelam os bastidores da atuação de José Dirceu no comando da Casa Civil, entre janeiro de 2003 e junho de 2005. Liberados com base na Lei de Acesso à Informação, os papéis enviados e recebidos pelo homem forte do governo Luiz Inácio Lula da Silva explicitam troca de favores entre governo e partidos aliados, intervenções para que empresários fossem recebidos em audiências e controle sobre investigações envolvendo nomes importantes da máquina pública.


Dirceu deixou o governo em meio ao escândalo do mensalão, acusado de comandar uma "quadrilha" disposta a manter o PT no poder via compra de votos no Congresso - ele é um dos 37 réus do julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal. Desde a saída do governo, mantém atuação partidária e presta serviços de consultoria a empresas privadas no Brasil e no exterior.

Uma centena de ofícios dos primeiros anos do governo Lula agora tornados públicos trata quase exclusivamente da ocupação dos cargos públicos por partidos aliados. Sob a "incumbência" de Dirceu, Marcelo Sereno, seu chefe de gabinete e braço direito, despachava indicações de bancadas, nomeações e currículos para os mais variados cargos federais.

A troca de ofícios com o então presidente do PL (hoje PR), deputado Valdemar Costa Neto, não esconde os interesses de cada um. O assunto é a negociação de cargos-chave na Radiobrás. Em ofício arquivado na Presidência com o número 345/Gab-C.Civil/PR, Valdemar indica nomes à estatal federal de comunicação e acrescenta: "Certo de que V.Exa. poderá contar com apoio integral desta Presidência e da Bancada do Partido Liberal no Congresso."

Em 27 de fevereiro de 2003, Dirceu ordena que a demanda seja encaminhada ao então presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci.

Valdemar viria a ser denunciado mais tarde sob a acusação de integrar a "quadrilha" do mensalão por ter recebido dinheiro do valerioduto. Hoje deputado pelo PR, o parlamentar também aguarda a sentença do STF.

Os documentos liberados também mostram pedidos de colegas de partido de Dirceu. Em 11 de fevereiro de 2003, por exemplo, a deputada estadual petista Maria Lúcia Prandi envia mensagem onde diz tomar "a liberdade de estabelecer contato no sentido de solicitar audiência para tratar de questões referentes à condução de articulações no sentido de consolidar a relação partidária com as ações governamentais, em especial assuntos relativos à atuação desta parlamentar na Baixada Santista".

Outro ofício recebido pelo Planalto mostra o então presidente do Diretório Regional do PT em Sergipe, Severino Oliveira Bispo, pedindo a Dirceu para tratar da seguinte pauta: "1) Apresentação da relação dos nomes dos indicados para os cargos federais no Estado; 2) O que mais ocorrer".

A documentação liberada revela uma ordem da Casa Civil a favor de uma empresa. Em 13 de março de 2003, a pedido de Dirceu, Marcelo Sereno intermedeia pedido de audiência de representantes da Ondrepsb Limpeza e Serviços Ltda. no Ministério da Justiça. Naquele ano, a empresa de Santa Catarina recebeu R$ 2,9 milhões do governo federal. Em 2004, ganhou R$ 3,9 milhões. Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), a média de pagamentos dos três anos posteriores ao ofício foi 100% maior em comparação ao mesmo período que antecedeu a intervenção.

Controle
Os registros mostram ainda que Dirceu mantinha uma rede de informações que extrapolava os órgãos federais de investigação. O serviço era tocado pela Secretaria de Controle Interno. Vinculado à Casa Civil, comandado à época por José Aparecido Nunes Pires, celebrizado em 2008 por ter sido apontado como um dos autores do dossiê com dados sigilosos sobre os gastos com cartões corporativos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Os documentos indicam, por exemplo, que Dirceu teve acesso - antes do ministro da Justiça da época, Márcio Thomaz Bastos - às gravações de um encontro entre o assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Aeroporto Internacional de Brasília. Fitas e documentos relacionados ao assunto chegaram ao ex-ministro pelo então chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Laerte Bessa.

As imagens foram gravadas pela segurança da Infraero atendendo a uma solicitação da polícia de Brasília, em uma investigação sigilosa. Só após passar pelo crivo de Dirceu é que a investigação foi remetida a Thomaz Bastos, hoje advogado de um dos réus do mensalão, o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado, e ex-defensor de Cachoeira. Questionada pela reportagem, a Casa Civil confirmou que dois agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) faziam na época parte da estrutura da Casa Civil e estavam subordinados ao então ministro.

Nota
Em outro caso, conforme os documentos, a atual presidente da Petrobrás, Graça Foster, foi alvo de investigações tocadas pela estrutura de Dirceu. Na época, ela ocupava o cargo de secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Adversária do grupo político do então ministro, Graça foi questionada sobre contratos da empresa do marido, Colin Foster, com a Petrobrás.

A nota técnica 23/2004, encaminhada para a então ministra da pasta, Dilma Rousseff, levanta detalhes da atuação da empresa, contratos e considera "prudente" que Dilma, hoje no comando do País, tomasse conhecimento das denúncias. O documento com timbre de "urgente" ressalta que Graça Foster participava, inclusive, do Grupo de Trabalho, instituído pela Casa Civil, encarregado de apresentar estudos sobre a viabilidade de utilização do biodiesel como fonte alternativa de energia.

Esta matéria é do site: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,documentos-do-planalto-expoem-acoes-de-jose-dirceu-no-comando-da-casa-civil,918452,0.htm


Um país sem governo

Ethevaldo Siqueira

Coluna do Estadão de domingo, 12 de agosto de 2012

Quem viveu, como eu, na semana passada, o pesadelo de utilizar grandes aeroportos brasileiros, como o Galeão ou Guarulhos, sentiu na pele certamente o que é a humilhação a que estamos sendo submetidos por policiais e funcionários arrogantes, prepotentes e autoritários, embora pagos, suprema ironia, com o dinheiro de nossos impostos.

Como milhões de outros cidadãos, sinto vergonha de viver em um país sem governo, sem justiça e sem o menor respeito por seu povo. É triste reconhecer, leitor, mas a impunidade triunfa no Brasil de 2012. A cada dia que passa, mais empresas e cidadãos são desrespeitados em seus direitos fundamentais, nos aeroportos, na alfândega, na vigilância sanitária, nos portos, nas rodovias, nas greves selvagens, nas universidades paralisadas há meses.

A omissão não é apenas do Executivo, mas do governo como um todo, incluindo Congresso e a Justiça. Nem o Ministério Público, que tem prestado bons serviços nos últimos anos, dispõe-se a enfrentar a imensa chantagem a que estamos submetidos.

Somos reféns

Diante de greves selvagens, eu, você, todos os brasileiros, estamos de joelhos, somos reféns, nas mãos de qualquer grupelho sindical ou corporação profissional. Essas entidades sabem que não há qualquer limite para seus protestos.

Aliás, a ousadia e a violência desses movimentos crescem à medida que as entidades representativas de cada categoria se sentem mais poderosas e organizadas. Até porque sabem que o governo não coíbe nenhum excesso e não se opõe à ação desses novos donos do poder.

É claro que ninguém é, nem poderia ser, contra as reivindicações justas de nenhuma categoria. Nem contra o direito de greve, nos limites da lei. No entanto, não se pode violar, impunemente, o direito dos cidadãos que nada têm a ver com as discórdias ou dissídios bilaterais. O mundo civilizado e democrático não tolera atos e manifestações violentas contra a população ou a destruição do patrimônio público ou privado.

Mas o que acontece no Brasil de hoje? Aqui, os novos donos do poder fecham hospitais, bloqueiam vias públicas, interrompem serviços essenciais e de emergência. E riem na nossa cara, porque a impunidade é total. Sabem que não serão presos, não perderão o emprego e, no final, receberão todos os dias parados e conseguirão reajustes superiores à inflação.

E quem paga a conta? Eu e você, leitor.

As mal-amadas

A recente crise do celular mostrou quem é quem na telefonia móvel, o papel e o desempenho das operadoras, da Anatel e do governo – bem como a responsabilidade de cada um desses players na solução dos problemas do setor.

É claro que as operadoras de celular são odiadas por grande parcela da população. Para alguns, simplesmente por serem empresas privadas. Para outros, porque algumas prestadoras têm capital estrangeiro. E para a maioria, com muito mais razão, porque todas prestam serviços medíocres e atendem mal os seus clientes. A suspensão da venda de celulares por 11 dias, imposta a três operadoras pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), comprovou o quanto essas empresas precisam melhorar.

Outra lição da crise foi o reconhecimento público pela agência reguladora de que sua fiscalização tem sido pouco eficaz no combate aos maus serviços. Vamos cobrar, portanto, nova postura da Anatel.

Cordeiros

O cidadão brasileiro parece ter paciência infinita, ovina ou bovina, mesmo sendo desrespeitado todos os dias, em todos os setores, não apenas por operadoras de telefonia, mas nos transportes, hospitais públicos, seguradoras de saúde, previdência ou segurança e pela maioria das empresas prestadoras de serviços.

Muitos perguntam por que o governo e suas agências não dizem toda a verdade e passam a enfrentar seriamente os abusos e os maus serviços. A resposta é simples. Primeiro, por estarem conscientes de prestar os piores serviços nas áreas estatais. Segundo, porque é mais fácil jogar para a torcida.

Buscar popularidade com punições draconianas e fogos de artifício não resolve. Desse modo, o governo finge que nos defende – como nos juros bancários, controlados pelo próprio Banco Central, e na telefonia, em que fiscaliza mal. Isso só desvia por algum tempo a atenção da população da montanha de mazelas denunciadas diariamente pela mídia, envolvendo escândalos, corrupção, obras superfaturadas, impostos escorchantes e ineficiência estatal.

Hora de reagir

Por que a maioria esmagadora dos brasileiros não reage? Talvez por falta dessa consciência fundamental de cada cidadão, de que somos nós quem paga impostos equivalentes a quase 40% do Produto Interno Bruto e não recebemos em contrapartida serviços minimamente decentes.

Em lugar da cínica operação padrão dos policiais, o Brasil poderia e deveria por em prática a verdadeira operação padrão respeitável, que é a rigorosa aplicação da lei, da justiça e do respeito à população.

Não se cale, leitor. Grite, infernize todo mau político, use a internet e todos os instrumentos democráticos para denunciar o abuso, a corrupção, a violência e a mentira. Use todas as armas republicanas ao seu alcance para combater esse estado de coisas. Aproveite cada eleição para dar troco, pelo voto.

Um dia, talvez, tenhamos governo que jogue de nosso lado.

Esta matéria é do site: http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/2012/08/10/um-pais-sem-governo/

Osho: O RIO E O OCEANO Diz-se que, mesmo antes...

O RIO E O OCEANO

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme
de medo.
Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é
renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!
Osho

http://pensador.uol.com.br/frase/NTE2MDM1/

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Convidamos a todos para o próximo plantio de árvores no bairro Cambuí, em Campinas, pelo Projeto Cambuí Verde.


















Realizaremos, também, a reposição das 2 tipuanas na Rua 14 de dezembro, além de outras que tiveram de ser removidas, cumprindo mais um compromisso assumido com a comunidade.


Data:18/08/12 (sábado)
Horário: 9:00 hs
Local de encontro: Rua Cel Quirino 1592 - Cambuí
Informações: tel 32517280 ou nos celulares 9122-3426 (José Hamilton) / 9113-9312 (Tereza)

Venha ser mais um incansável plantador e cuidador das árvores e de nossa qualidade de vida.
Haverá uma aula de demonstração inicial de como plantar árvores e sobre os canteiros nas áreas urbanas ,para capacitar a todos os presentes.
O plantio é feito por voluntários. Cada um faz o trabalho que pode e quer .
Se você for encontrar o grupo em horário diferente das 9h, favor ligar nos celulares acima para saber onde estaremos. A permanência de tempo
no evento é livre, de acordo com a vontade individual de cada participante.

Compareça e divulgue. Exerça sua cidadania e participe desta grande festa.


Movimento Resgate o Cambuí

Tereza e grupo



VIDEOS


Plantio-Mutirão 17/6/12 (1/5) 
http://www.youtube.com/watch?v=5H7MY5Qmrqw

 
Plantando árvores, garantindo a vida.
http://www.youtube.com/watch?v=W44wiXZsIWE
  (Canal Campinas)

LINKS RESGATE CAMBUÍ
 













Plantio da árvore.....

















da grama amendoim.....


















regando....





















manutenção de canteiros antigos
















limpeza em volta dos canteiros antigos e novos......serviço completo.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Prezados Senhores: Prefeito, Vereadores, Representantes do Ministério Público, Funcionários Públicos, ONGs, Conselhos Municipais, Cidadãos Campineiros e Entidades Preservacionistas e de Luta Pelos Direitos da População,


com muita preocupação, me manifesto contra o Projeto de Lei de no 160-12 que "Cria o Programa de Requalificação Arbóreo e Ambiental do Município, e dá Outras Providências". (link http://sapl.camaracampinas.sp.gov.br/sapl_documentos/materia/261084_texto_integral )

Ela seria uma nova legislação, enquanto persiste a não fiscalização e o descumprimento de duas outras Leis fundamentais em vigência, que já contemplam os itens envolvidos na mesma.

São elas: 

- A Lei de Arborização Municipal de Campinas 11571-03;
- A Lei nº 11418/02 que dispõe sobre o rebaixamento de guias nas vias públicas do município, estabelecendo que o trecho de guias rebaixado não poderá exceder a 50% da extensão da testada, quando esta for superior a 10 (dez) metros. Esta é fundamental à composição de lugares específicos para a ocorrência adequada da arborização em calçadas.

Campinas e seus cidadãos vêm passando por uma terrível e constante perda de sua qualidade de vida. O meio ambiente urbano da cidade, por seguidas gestões municipais tem enfrentado o descaso, o despreparo técnico, a destruição do patrimônio público e a notória e acentuada degradação ambiental. Visualiza-se nesta cidade, a total falta de planejamento, a perda de árvores, o uso inadequado e generalizado de espécies de pequeno porte e palmeiras; desconsidera-se o conhecimento técnico e a contribuição que, a arborização urbana bem planejada, implantada, mantida e conservada em nossa cidade traria.

A poluição visual causada pelos sistemas de energia elétrico expostos e obsoletos, a marcante presença de equipamentos públicos e, propagandas publicitárias excessivas têm sido responsáveis pela mutilação constante das árvores de Campinas. As consequências nos vegetais são a ocorrência de doenças, pragas e a morte precoce dos mesmos. Outros resultados são a composição de árvores de risco, pelo intenso desequilíbrio causado pelas práticas absurdas e constantes pela empresa concessionária de energia, munícipes e órgãos municipais. Seguem alguns exemplos encontrados em Campinas: 

 
                                              
                        Av.Norte-Sul                            

                                         
  

Rua dos alecrins




Rua Jorge Krug


Redes elétricas subterrâneas são alternativas em vigência no mundo civilizado. Seu custo de implantação já era tecnicamente viável em 2003, conforme destacado no estudo abaixo:



Além dos custos reduzidos, os sistemas subterrâneos dispensam as podas mutiladoras dos sistemas expostos obsoletos, garantindo a preservação das árvores e da arborização, além de aumentar a amplitude do campo visual na cidade, permitindo a expressão da beleza da arquitetura urbana e, da própria arborização.

Áreas urbanas possuem problemas específicos como: impermeabilização e verticalização cada vez maior de suas áreas, aquecimento devido aos materiais de construção utilizados e do asfalto, poluição e doenças específicos. Em São Paulo, estudos de 1985 já indicavam a diferença de 10 oC na temperatura entre bairros arborizados e não arborizados da capital; estudo recente, de 2011, indica que essa diferença se acentuou ainda mais, para 14 oC. Enchentes, prejuízos econômicos, doenças respiratórias e cardíacas, compõe uma referência extremamente negativa que pode ser modificada com o uso adequado da arborização. Ilhas de calor, modificação do regime hídrico e dos ventos também podem ser amenizados pelas árvores.

A árvore e sua presença no meio urbano é fundamental para tratar, mitigar e colaborar no enfrentamento dessa problemática. Elas são grandes transpiradoras naturais de água, o que resulta no mesmo efeito de aparelhos de ar condicionado, porém sem gastar energia e umidificando, filtrando e limpando o ar que respiramos. Com suas copas e folhagem, nos protegem oferecendo sombra e, ao mesmo tempo, de inúmeras doenças urbanas, decorrentes da poluição e da exposição excessiva aos raios solares.

Mundialmente, em todas as nações que prezam o bem estar de sua população, tecnologias de compartilhamento de redes de serviços públicos (enterramento da rede de energia aérea, remoção de postes e uso compartilhado das redes com espaços próprios para: água, gás, fibra ótica, telefone, entre outros), têm sido a grande revolução para permitir a manutenção das árvores e de todo o seu potencial de benefícios na área urbana. Como segue nas imagens abaixo: 


Buenos Aires 


Santiago
                                      

Singapura
                                                                                                                                                                    

Estudos científicos realizados em Campinas demonstram a perda acentuada e constante da arborização viária municipal, em uma cidade que foi referência nacional em arborização. Atualmente, ocorre em Campinas uma situação emergencial, pelo longo tempo em que a sua arborização urbana foi relegada-abandonada. Ocorreu a deterioração deste fundamental patrimônio, responsável pelo fornecimento de inúmeros benefícios e serviços ambientais, por total inércia e inoperância do poder público, além de maus tratos generalizados, envolvendo diversos atores.
  
O Bairro Cambuí é, atualmente, o único local de Campinas que recebeu um estudo completo sobre a sua arborização. Na localidade foi destacada toda a problemática e complexidade envolvida com a questão, que merece e deve receber o correto gerenciamento e administração pelo poder público municipal. Este estudo caracterizou o histórico da arborização urbana de Campinas desde sua criação, quando foi uma grande referência para nossa cidade, bem como para todo o país:


Somente nesta localidade de Campinas, encontrou-se uma carência de 6.100 (seis mil e cem árvores de calçada), em 2007!!!! Não há respeito à Lei Municipal de Arborização 11571-03 que estabelece em, pelo menos, 100, o número de árvores para cada Km linear de calçadas.  O mesmo estudo apresenta a tecnologia do compartilhamento de redes de serviços subterrânea, que pode preservar a arborização e deveria ser implementado em Campinas.

A Lei nº 11418/02 que dispõe sobre rebaixamento de guias nas vias públicas do município estabelece, que o trecho de guias rebaixado não poderá exceder a 50% da extensão da testada, quando esta for superior a 10 (dez) metros, tem sido constantemente desrespeitada pelo comércio, prestadores de serviço e população, compondo-se em uma perda de recursos aos cofres públicos de Campinas devido à não fiscalização e falta de aplicação de multas. O rebaixamento completo de muitas guias impede que a arborização seja implantada adequadamente.

Destaco que os problemas elencados pelo nobre vereador Paulo Oya justificando a necessidade de requalificação arbórea e ambiental para as futuras gerações municipais, a princípio, são de fundamental e notória relevância, porém, bastante questionáveis, já que são contempladas pela legislação municipal específica de arborização e de calçadas.

Infelizmente, a proposta não conta com o devido embasamento técnico necessário; mais ainda, é prejudicial à população  de Campinas, conforme o que segue:

- Ao mesmo tempo em que é afirmado em seu texto de que necessitamos de mais plantas para combater a poluição, mais "Árvores adequadas" para cada tipo de praça, rua ou avenida, é afirmado que necessitamos, também, depois que uma árvore seja plantada, de que não se necessite sua extração, por crescer muito e "encostar" em fios de alta tensão, ou destruir o calçamento de prédios e residências.

A arborização urbana é um ramo do conhecimento técnico Agronômico-Florestal, embasado técnica e cientificamente, de maneira a considerar a especificidade urbana, o seu correto planejamento para a inserção, o uso e usufruto adequado dos benefícios proporcionados pela arborização corretamente planejada. Árvores são seres vivos e como tal necessitam de acompanhamento por toda a sua vida.

O assunto, em nossa cidade, vem sendo conduzido administrativamente há muito tempo por leigos, que não tem qualquer preparo ou condições de interpretar, refletir e agir adequadamente sobre o tema. Ocorrem constantes ingerências, como recentemente foi o caso de podas absurdas e generalizadas em árvores fantásticas da cidade, apenas, para permitir o plantio de uma espécie de grama de sol na sombra. Tecnicamente, poderiam ser introduzidas espécies naturalmente próprias a esta situação, dispensando a prática da poda, bem como seus custos à municipalidade.

O destacado plantio de "Árvores adequadas" para cada tipo de praça, rua ou avenida, para não se necessitar realizar sua extração, por crescer muito e "encostar" em fios de alta tensão, ou destruir o calçamento de prédios e residências, tem sido uma maneira  para se continuar com o total despreparo técnico na condução da arborização de nossa cidade. A influência generalizada de cartilhas de empresas de energia doutrinando o uso do pequeno porte em arborização, é outro fator de manipulação embutido para a manutenção do despreparo.

Um técnico devidamente habilitado a lidar com a arborização, notadamente das áreas agronômico-florestais, planeja a mesma visando o porte máximo técnico por local, de acordo com as características e condições específicas de cada um. As árvores são seres vivos, com ciclos de vida como nós. Ao final dos mesmos, ou em casos de doenças e de situações irreversíveis, além de avaliações técnicas que constatem tal necessidade, devem ser removidas visando sua substituição.  Árvore urbana necessita INTRINSECAMENTE de manejo, de BOM MANEJO.

Afloramentos de raiz  ou, como o Vereador chamou "DESTRUIÇÃO DE CALÇAMENTO DE PRÉDIOS OU RESIDÊNCIAS", nada mais são do que o reflexo do desconhecimento quanto ao hábito das raízes e das respostas dos vegetais a canteiros pequenos e insuficientes para a entrada de água, nutrição e respiração das raízes. Há inúmeras espécies que possuem sistema radicular que não provoca este tipo de ocorrência, principalmente, quando em um canteiro generoso e tecnicamente implantado. Um profissional competente é capaz, perfeitamente, de usar da boa técnica para o plantio correto de espécies, além de preparar adequadamente o solo e o local a receber a árvore, por toda a sua vida útil.

Árvores podadas e conduzidas inadequadamente ficam desequilibradas, e são mais facilmente atingidas por  pragas e doenças. O sub-aproveitamento do local de plantio (pela utilização de arbustos e espécies de pequeno porte atrapalha pedestres, a segurança do campo visual e a iluminação pública), conforme destacado no trabalho abaixo:


Portanto, a falta de fiscalização, de planejamento, de acompanhamento e de manejo técnicos, de práticas adequadas por parte das concessionárias de serviços públicos aéreos e subterrâneos, a especulação imobiliária, os prestadores de serviços, o comércio, a própria população, o tráfego intenso e a poluição de veículos, a inoperância, o despreparo e a falta de condições atuais de gestão do patrimônio público tornam crítico o estado atual dessa arborização, ameaçando a sustentablidade de toda Campinas.

A arborização urbana deve ser o foco de políticas públicas que garantam a sua efetiva proteção.

Em Campinas, o conhecimento técnico deve ser novamente valorizado para conseguirmos reverter o quadro ambiental urbano desolador de nosso município. O órgão gestor da arborização municipal, o Departamento de Parques e Jardins, atualmente está vinculado à Secretaria Municipal de Obras, enquanto, claramente, deveria ser um dos braços da Secretaria de Meio Ambiente.

A arborização, em face de sua especificidade e necessidades, deveria compor um braço específico também desta secretaria, para poder caminhar-se melhor e adequadamente.

A composição e recomposição dos quadros funcionais da área de Engenharia Florestal e Agronomia no DPJ e de uma possível e necessária requalificação do setor, compondo  uma área específica de arborização é fundamental para revertermos essa situação em Campinas. O foco de operação do mesmo setor deve ser: condições de trabalho, número e qualidade de funcionários suficiente, além de ferramental e treinamento.

O assunto não pode ser conduzido por leigos, que, embora sua possível boa intenção, foram os responsáveis pela destruição da arborização da cidade de Campinas,  e pela composição dos riscos envolvidos à população, como vemos claramente nos dias de hoje.

Segue um video e imagens do Projeto "Cambuí Verde", um trabalho técnico conduzido pela Sociedade Civil Organizada - Movimento Resgate o Cambuí, no qual a comunidade realiza, sob orientação, o plantio e o cuidado com as árvores plantadas. Este trabalho representa algumas das contribuições que o conhecimento técnico bem aplicado pode trazer, em benefício da cidade e de seus habitantes.



                                     
                                                  Fotos plantio:

                                                               

Como cidadão campineiro, considero um grande erro e absurdo a proposta de requalificação apresentada, quando o necessário é garantir que haja condições para o uso do conhecimento técnico, bem como garantir condições adequadas de trabalho, de mão de obra e de gestão da arborização municipal.

CAMPINAS NÃO PRECISA DE REQUALIFICAÇÃO ARBÓREA, PRECISA DE PROFISSIONAIS COMPETENTES E DE ESTRUTURA SUFICIENTE PARA GARANTIR A MANUTENÇÃO E A CONTINUIDADE DE SUA ARBORIZAÇÃO.

Nobres senhores, a sociedade espera  que sejam capazes de entender nossas necessidades corretamente. Pelos próprios cargos que ocupam, bem como pela representatividade dos mesmos, que realizem ações sérias, comprometidas e que resolvam definitivamente nossos problemas. 

A arborização de Campinas virou um problema pelo total descaso público. Será também por intermedio do poder público, que poderá haver a reverção deste quadro.

Árvores urbanas possuem especificidades e exigências de tratamento próprios. A presença de árvores na cidade envolve a necessidade INTRÍNSECA de manejo.

A proposta de redução de porte e de plantio de árvores que não morram ou que não causem "problemas" é facilmente combatida quando se usa o conhecimento técnico. A consideração das condições locais e de compatibilização dos aspectos socioeconomicoambientais é necessária para se planejar a arborização.

Não queremos nem precisamos de árvores de plástico ou de bonsais em nossas ruas, precisamos de árvores e de pessoal técnico preparado para lidar e bem convivermos com elas! Como argumentado e defendido neste texto, a árvore pode virar um problema, quando se relega esse grande patrimônio, às mãos de leigos.

Quanto à necessidade de envolvimento e de participação, estou à disposição, como sempre.

At.

Engenheiro Florestal - ESALQ-USP,
Mestre em Arborização Urbana - ESALQ-USP,
Especialista em Ecologia e Sustentabilidade - UNESP-UMAPAZ
José Hamilton de Aguirre Junior   














Movimento Resgate o Cambuí-representando a sociedade civil organizada.