segunda-feira, 11 de março de 2019

Árvores não caem...





















                                           Árvores não caem...








Queda de árvore é o fim da linha do descaso do poder público


Árvores não caem...
Se houver cuidado...
Se houver planejamento...
Se houver inventário quali-quantitativo...


Árvores caem pelo desprezo ...
Pela falta de cuidado...
Pela omissão dos órgãos competentes...
Pela falta de planejamento...
Pelo desconhecimento técnico...
Pelos maus-tratos ...
Vejam também:


Entenda porque tantas árvores caem em São Paulo
Para botânico, chuva é desculpa da prefeitura para amenizar o problema da espécie
          


o                                                              SÃO PAULO 
                                                   Caroline Apple, do R7*

                       Queda de árvore na região de Pinheiros, zona oeste da capital
                           Reprodução Fotos Públicas




A situação das árvores de São Paulo ganha destaque em dias de chuva forte, como a que aconteceu na cidade nesta terça-feira (8). De acordo com Ricardo Cardim, ambientalista e botânico especializado em biodiversidade nativa urbana, a queda das árvores reflete os anos de abandono do tema pelo poder público.
— A Prefeitura de São Paulo usa muito o argumento de que a queda de árvores é causada pelas fortes chuvas e pelos ventos, mas isso é só uma forma de relativizar a falta de cuidados promovida por ela. É difícil uma rua da cidade não ter ao menos uma árvore doente.
A professora de arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pérola Brocaneli, afirma que é preciso criar um plano de gestão e manejo das árvores.
— O plano deve ser tratado como inventário da vegetação urbana: com tecnologia, com chip de identificação na árvore (para saber qual espécie, as condições que se encontra, se há vegetação doente ou com suspeita de um problema estrutural), entre outras coisas.
Cada árvore que caiu na capital paulista é preciso ser avaliada, segundo a professora.
— Você tem que avaliar cada árvore para constatar se realmente foi chuva ou o vento acima da média, se foi por causa da poda e, principalmente, na gola (espaço que se detém ao redor do caule da árvore que toca a calçada). Muitas vezes vemos as árvores destruindo as calçadas, mostrando que está em luta pela vida.
E a doença das árvores vai além de cupins e fungos. Cardim explica que podas mal feitas podem desequilibrar as árvore e o cimento e mureta em volta da raiz dificultam a alimentação e a respiração das espécies.
— Árvores saudáveis podem até cair em meio a uma floresta, mas as quedas na cidade são frutos dos maus tratos históricos. As árvores são vistas como enfeite e não como o que elas são: itens vitais para o ser humano, principalmente em um local artificial como às grandes cidades.
Para o ambientalista, faltam medidas públicas que priorizem a manutenção e cuidados com as árvores.
— Tem que rever as normas. Hoje a manutenção contempla apenas a remoção e a poda, que muitas vezes são feitas de qualquer maneira e condenam uma árvore que poderia ser sadia. Precisa ter investimento em equipe, material. E, principalmente, ter cartilhas e educação ambiental da população, que erra, muitas vezes, por falta de orientação, como nas vezes que sobra aquele cimento de uma abra e ele é jogado no entorno sobre a raiz, ou quando plantam espécies inadequadas para aquele local.
A professora Pérola atenta ao fato de que é difícil perceber que uma árvore cairá.
— É a coisa mais difícil é saber se a árvore vai cair ou não. Segundo o plano de gestão e manejo da arborização urbana criado para Belo Horizonte (MG), o único indício é ver se a espécie possui ou não o fungo “orelha de pau”. No geral as árvores são resistentes, mas existem aquelas que são incompatíveis com a área urbana.

*Colaborou Plínio Aguiar, estagiário do R7




Publicado em 25/03/2009 por Ricardo Cardim



Árvore sufocada na Zona Leste de São Paulo. Ricardo Cardim


Todo verão é a mesma história: árvores caídas nas manchetes dos jornais como causadoras de prejuízos na cidade de São Paulo. A primeira culpada, logicamente, é a árvore, apontam muitos. Mas a verdade não é muito bem essa.
O ser humano tem mais culpa quando se fala em árvores urbanas no chão. É fácil ver cenas como essa acima nas calçadas da Cidade – o tronco todo cimentado em volta, sem nada de solo exposto – isso impede a aeração do solo e das raízes consequentemente, prejudicando a saúde da planta e a deixando vulnerável. Podas destrutivas que desequilibram a árvore devido algum interesse particular, como letreiros de uma loja, também colaboram. Corte de raízes que estavam “quebrando a calçada” (aliás as raízes quebram o piso na tentativa de conseguir a areação de solo ) tiram a sustentação e basta uma tempestade para ventar e amolecer a terra, derrubando a árvore.
Isso sem falar na escolha errada de espécies, muitas exóticas ou nativas em locais errados dentro da malha urbana. Existe a árvore certa para o local adequado, e nativa de preferência, já que temos mais de 200 espécies de árvores de todos os tipos na mata original da Cidade.
As quedas naturais ocorrem, seja pela idade avançada, cupins e até a inevitável poluição do meio urbano. Mas muitas poderiam ser evitadas se as pessoas e as concessionárias elétricas tivessem um pouco mais de cuidado com essas prestadoras de serviços ambientais urbanos, principalmente aqueles que tem árvores  na porta de casa.
Ricardo Henrique Cardim



Publicado em 07/04/2010 por Ricardo Cardim

A imagem das árvores urbanas perante a população nos últimos meses não tem sido a melhor. Com as  constantes quedas de árvores e galhos, os  prejuízos materiais e até tragédias ocasionadas nas tempestades, tenho recebido muitas consultas e pedidos de como retirá-las de frente de casa ou empresa. Árvore ficou vinculada à problema.
Nada mais errado, ela é solução para as questões ambientais e de qualidade de vida nas cidades. Mas esses acidentes na maioria das vezes tem a culpa do homem, seja o Poder Público ou cidadão. E muitos tem origem em algo que parece benéfico para a planta e  usual – as podas de galhos grandes. 
Quando se corta galhos maiores que 5 cm de diâmetro, expõe-se uma área de tecidos vivos da planta susceptíveis à invasão e colonização de agressores como cupins e fungos, e dado o tamanho da “ferida”, a árvore demora a cobrir a poda com a casca e fechá-la. Nesse espaço de tempo, ela pode ser contaminada e ter sua sentença de queda.
Abaixo seguem alguns exemplos de como essas podas erradas, justificadas por fiação aérea, “estética” ou interesses humanos podem causar a destruição da árvore e problemas.


Tipo de poda comum em São Paulo - para aumentar a altura do tronco da árvore, foi cortado esse grande galho. Embora a casca tenha começado a fechar, o tempo não foi suficiente, e no lado direito do corte percebemos a podridão acessando o interior do lenho. essa poda de condução deveria ter sido feita quando o galho tinha menos de 5 cm de diâmetro.


Nesse caso a poda causou grande lesão em toda a extensão do tronco e os cupins o colonizaram, comprometendo a planta.


Aqui, a poda abriu caminho para o apodrecimento do cerne da planta.



Outro erro comum é o uso de ferramentas inadequadas. O corte deve ser liso e feito por instrumento afiado como tesoura de poda ou serra e nunca por facão e machado, que deixa uma superfície áspera, difícil de cicatrizar e ótima para invasores.


Infelizmente, casos assim são comuns em quase todas as ruas da cidade. No próximo post apresentarei como deve ser feita uma poda correta e que evite ao máximo a chance de prejuízos para a saúde da árvore.




Manejo inadequado contribui para a queda de árvores em SP, diz especialista
Publicado em 13/01/2015 - 15:00
Por Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil  São Paulo
A cidade de São Paulo registrou, nos últimos 15 dias, pelo menos 760 quedas de árvores, segundo balanço da prefeitura. Com as tempestades de verão, as árvores fragilizadas por terem sido plantadas em lugares inadequados, recebido poda errada ou por apresentarem apodrecimento acabam não resistindo.
Segundo o biólogo Sérgio Brazolin, especializado em arborização urbana e pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), a maioria dessas árvores tinha entre 60 e 70 anos de idade, e foi plantada sem planejamento. “Elas foram colocadas em condições inadequadas, como em calçadas estreitas, o que hoje não se pratica mais.”
Árvores de grande porte precisam de um sistema de raízes reforçado, “mas, em um passeio pequeno, elas mal conseguem fazer crescer as raízes em todos os sentidos. Para o sentido da rua, por exemplo, ela não cresce”, esclarece o especialista,.
Além da falta de espaço para crescer, a ação do homem contribui para tornar ainda mais frágeis as árvores na cidade. Algumas pessoas decidem cortar as raízes das árvores para evitar que danifiquem a estrutura da calçada. “Isso é como contar o seu pé: a árvore perde a sustentação. Daí, num vento forte, que nem precisa ser tão forte, ela cai. Tem poda que, às vezes, é feita e desequilibra a árvore. Imagina uma copa de árvore que é podada só de um lado –todo o peso dela é jogado para o outro lado. Hoje existem manuais de boas práticas para podas, que têm de ser seguidas pela prefeitura e pela companhia de energia elétrica”.
Outro motivo para a queda de árvores é o apodrecimento do tronco, principalmente na base. Brazolin explica que, muitas vezes, as pessoas olham um tronco por fora e não percebem que, por dentro, ele está oco. Em períodos chuvosos, o solo encharcado e o aumento do peso da árvore em razão da água que se acumula na sua copa são fatores que a fazem cair.
“Em dias de ventos muito fortes, essas árvores, que estão fragilizadas, principalmente porque estão apodrecidas internamente, atacadas por cupins ou fungos, estão grandes, pesadas. Elas rompem na parte fragilizada”. Quando uma árvore sadia cai, não há rompimento – ela tomba levantando a sua raiz, esclarece o especialista.
Entre as soluções para evitar esses problemas está o uso da calçada verde, feita, em parte por grama. “Isso permite o desenvolvimento da árvore”, disse Sérgio. O especialista também informou que a prefeitura tem a responsabilidade de fazer diagnósticos e, preventivamente, remover ou podar a árvore para diminuir o seu peso e evitar o tombamento.
“Isso não se faz num verão. Esse manejo, a retirada ou poda de árvores, tem que ser planejado por muitos anos, e é um trabalho contínuo. Existem informações que já permitem você eliminar árvores, que a gente chama de evidência objetiva de problema”, declarou.
Em nota, a secretaria de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo informou que realiza um trabalho contínuo de manejo das árvores em toda a cidade. “Sistematicamente, os engenheiros agrônomo realizam uma avaliação técnica para diagnosticar as condições fitossanitárias de cada árvore. Havendo a necessidade de poda, a autorização é feita pela respectiva Subprefeitura e o manejo é programado”. No caso de retirada, uma nova muda é plantada no prazo de 30 dias.
“Em 2014, foram realizadas mais de 100 mil podas, 14 mil remoções e aproximadamente 11 mil substituições com árvores novas, em atendimento a 66 mil solicitações registradas pelo Sistema de Atendimento ao Cidadão, 156, ou praças de atendimento”, completa a nota. A prefeitura orienta a população a solicitar o manejo de árvores pelo telefone 156, pelo sitesac.prefeitura.sp.gov.br ou pessoalmente na subprefeitura da sua região.
Edição: Jorge Wamburg






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Biólogo aponta técnicas de prevenção para evitar queda de árvores
Por
 -
26 de fevereiro de 2015
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As fortes chuvas e o vendaval ocorridos no início do ano provocaram a queda de pelo menos 900 árvores na cidade, de acordo com a Prefeitura de São Paulo. Para o presidente do Conselho Regional de Biologia, Luiz Eloy Pereira, a falta de cuidado preventivo e de um plano de mapeamento das árvores da cidade é o principal responsável pelas ocorrências.
“Muitas árvores da cidade estão doentes porque não são cuidadas como deveriam. Os principais motivos para o enfraquecimento das árvores nas grandes metrópoles são a falta de espaço para o crescimento das plantas, podas mal feitas e também a infestação de cupins e fungos. No entanto, parece não haver um trabalho de prevenção para esses problemas”, alerta o presidente do Conselho.
Segundo Pereira, há técnicas de arvoricultura e equipamentos adequados que ajudam na identificação e no tratamento de árvores enfraquecidas. “Mas é preciso que este trabalho de manutenção e prevenção seja realizado com frequência, obedecendo a rígidos critérios de observação e cuidados necessários. Não apenas quando o problema é possível de ser constatado até por quem não entende nada do assunto”, defende Pereira. 
Um dos instrumentos utilizados pelos biólogos para identificar se uma árvore já está morta ou se está comprometida pelo ataque de alguma praga é o boroscópio. Pereira explica que este aparelho funciona como um ultrassom, reproduzindo imagens da parte interna da árvore. Outro equipamento também utilizado pelos biólogos é o resistógrafo, que ajuda a medir a resistência das árvores a fatores externos.
Mas, para casos extremos, onde é realmente possível observar que a árvore já está comprometida e prestes a cair, recomenda-se que a população acione a administração pública o quanto antes, para que sejam tomadas as medidas necessárias. Em 2014, de acordo com o Centro de Controle Operacional Integrado, órgão do município paulista, 2252 árvores caíram na cidade. Em 2013, foram 1861 quedas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Parklet Cambui










Até que enfim a lei será cumprida...
Parklet que não é parklet, e é irregular deverá ser removido




Matéria Correio Popular 24/1/19
 Publicado 24/01/2019 - 08h58 - Atualizado 24/01/2019 - 08h58


                                            Por Maria Teresa Costa
                                                   Leandro Ferreira/AAN


Parklet instalado em frente a um restaurante na Rua Coronel Quirino, no Cambuí, em Campinas: projeto até então experimental de seis meses persiste em meio a polêmicas





O promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo, Valcir Kobori, instaurou inquérito civil e determinou a remoção do parklet instalado na Rua Coronel Quirino, no Cambuí. Segundo ele, além de não atender aos parâmetros definidos no decreto que regulamenta a instalação de parklets na cidade, o equipamento continua sendo utilizado, de forma gratuita e ilegal, exclusivamente por clientes do restaurante em frente, como se fosse extensão de sua área útil. “Uma verdadeira privatização da área pública”, diz Kobori.
O promotor deu 30 dias para que o prefeito Jonas Donizette (PSB) forneça informações e adote providências imediatas, entre elas, a determinação aos presidentes da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro, e da Serviços Técnicos Gerais (Setec), Arnaldo Salvetti, para a remoção do parklet irregular, sob pena de responder, pela omissão, por ato de improbidade.
O MP também oficiou o restaurante para encerrar a irregularidade, sob pena de também ser responsabilizado pelas irregularidades.
O prefeito informou, em nota, que foi notificado em 16 de janeiro e que trabalha para prestar os esclarecimentos ao MP dentro do prazo de 30 dias.
Segundo Kobori, o uso irregular do solo público, de vias e praças públicas provoca lesão urbanística em prejuízo de toda a população. A Emdec informou, no inquérito, que o parklet foi um projeto experimental, com prazo de avaliação de seis meses e que, com a publicação de portaria no ano passado, a atribuição para averiguação dos requisitos e concessão da permissão para sua instalação passou a ser da Setec.
Pela portaria, cabe à Emdec somente o controle quanto ao número de parklets a serem instalados e a distância entre eles.
O MP instaurou inquérito para a apuração das irregularidades e de seus responsáveis e também para eventual propositura de ação civil pública ou celebração de termo de ajustamento de conduta.
As regras
O decreto que regulamentou o parklet foi publicado no final de 2017 e estabelece que o equipamento, assim como os elementos instalados nele, como bancos, mesas, cadeiras, guarda-sóis, lixeiras, serão plenamente acessíveis ao público e proíbe a utilização exclusiva por seu mantenedor. As regras publicadas regulam a forma de instituir os equipamentos, como tamanho, distância das esquinas, condições de instalações e compromissos que as pessoas físicas ou jurídicas terão que assumir, tornando-se permissionárias por três anos.
No ano passado, a Setec regularizou o funcionamento do parklet, após a análise do projeto apresentado pelo grupo de empresários que financiou sua construção.
O uso comercial do parklet não é vetado no decreto que estabeleceu as regras para a instalação desses equipamentos, mas para isso há necessidade de seguir as mesmas regras para quem faz uso comercial de espaço público, como ocorre com bares que colocam cadeiras nas calçadas e pagam preço público por isso.
O projeto original do parklet do Cambuí foi protocolado na Prefeitura em 2014, na época com o nome Pocket Park — a proposta era a mesma: ampliação do espaço público para pessoas da cidade, tornando ruas mais humanas e amigáveis.
O primeiro projeto previa a instalação do equipamento numa extensão de 13 metros, utilizando trechos das ruas Santos Dumont e Coronel Quirino. A Emdec não aprovou, porque traria problemas ao trânsito da Rua Santos Dumont. O projeto foi então modificado algumas vezes, até chegar ao atual espaço, com 5,9 metros de extensão.







Vamos lembrar que a prefeitura emitiu um título precário em 26/9/18






Agora o Ministério Publico deu 30 dias para a remoção do parklet irregular



Veja documentação:



























segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Novo secretário de meio ambiente foi condenado em 19/12/18




Novo secretário de meio ambiente foi condenado em 19/12/18

Ricardo Salles foi condenado dia 19/12/18 (https://static.poder360.com.br/2018/12/decisao.pdf  )


No inquérito, o Ministério Público (MP-SP) apurou as seguintes ilegalidades: a) modificação de mapas elaborados pela Universidade de São Paulo; b) alteração da minuta do decreto do plano de manejo; c) perseguição aos funcionários da Fundação Florestal.


Ricardo Salles, por sua vez, afirma que
“Sou réu, mas não há decisão contra mim"



Comparem a farta documentação e tirem suas conclusões...

-Ação civil pública ambiental e de improbidade administrativa /MPE

-Parecer técnico CAEx
Gaema Cabeceiras

-Memorial do Ministério Público
Trechos:
-Todo o expediente foi engendrado por RICARDO DE AQUINO SALLES, ROBERTA BUENDIA SABBAGH e a FIESP a fim de que ninguém notasse que os mapas haviam sido objeto de alterações.
- Comprovou-se que RICARDO DE AQUINO SALLES fraudou e determinou a realização de atos administrativos tendentes a fraudar o procedimento do processo administrativo SMA n. 7.324/2013, com vistas à modificação dos mapas de zoneamento e da minuta do Plano de Manejo da APAVRT. Além disso, procurou beneficiar setores econômicos, notadamente a mineração, patrocinados pela FIESP. A partir das reuniões ilegais realizadas na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, por ele determinadas e presididas, o demandado permitiu que fossem incluídas “demandas” da FIESP que já haviam sido rejeitadas na seara adequada, a CTBio. Alguns funcionários da Fundação Florestal foram pressionados a elaborar os mapas que não correspondiam à discussão havida no órgão competente, por determinação do demandado, que, em muitos casos, agiu por intermédio de sua assessora ROBERTA BUENDIA SABBAGH. O demandado determinou que fossem perseguidos funcionários da Fundação Florestal, que também eram testemunhas dos fatos junto ao Ministério Público. Em suma, RICARDO DE AQUINO SALLES deve responder pelos atos previstos no art. 11, I, da Lei 8.429/1992, pelas cominações previstas no art. 12, III, do mesmo texto legal.
- Vale frisar que as sanções deverão ser fixadas em patamar elevado, sobretudo considerando as gravíssimas consequências das alterações introduzidas no Plano de Manejo da APAVRT e a extensão do dano, considerando o tamanho da unidade de conservação em comento.
http://www.diretodaciencia.com/wp-content/Anexos/Memorial_MP_APA-Parte-1.pdf


-Decisão TJSP   -sentença
Trecho:
Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a ação de improbidade para anular o processo SMA 7.324/2013 a partir dos atos praticados em 17 de fevereiro de 2016, para condenar RICARDO DE AQUINO SALLES ao (à): i) suspensão dos direitos políticos por três anos; ii) pagamento de multa civil em valor equivalente a dez vezes a remuneração mensal recebida no cargo de secretário;.....

-Documento Fundação Florestal

-Ata Consema 14/12/16
1) Apreciação do Relatório da Comissão Temática de Biodiversidade, Florestas, Parques e Áreas Protegidas sobre o Plano de Manejo da APA Várzea do Rio Tietê;

-Reunião técnica Plano de manejo /CIESP







Link onde estão esses mapas



Um investigado por fraude ambiental comandará Meio Ambiente 
10/12/18
O futuro ministro é alvo de ação de improbidade administrativa, acusado de manipular mapas de manejo ambiental do rio Tietê

Ricardo Salles foi condenado por fraude em plano de manejo
20/12/18
...Segundo o MP, Salles favoreceu empresas de mineração e filiadas à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ao alterar mapas de zoneamento do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê (APAVRT) quando era secretário de Meio Ambiente de São Paulo....

Ricardo Sales é investigado ...


E Ricardo Salles dá a sua versão:

Ricardo Salles diz que assumirá Ministério do Meio Ambiente mesmo com condenação

https://www.youtube.com/watch?v=wzAuXEXUnw8&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0wXDCHGa4uZOoL_XbwmoEO026cISITz5oJizF8T54kJBOvEG6gTxE1cuc 

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Manifestação em defesa da árvore no Centro de Convivência de Campinas Data 4/11/18
























Em defesa das nossas árvores .
Vamos nos encontrar no Centro de Convivência de Campinas e nos manifestar.
Domingo dia 4/11/18 .
Horário : das 10h00 às 12h00.
Local de encontro: onde foi extraída a árvore dia 29/10/18 / Rua General Osório ao lado da entrada do teatro do Centro de Convivência.


CHEGA !!!
Chega de descaso com a arborização de Campinas.
Chega da falta de manutenção , apesar da vultuosa verba da licitação em 2013, cujo valor é reajustado anualmente :
Chega da falta de inventário da arborização.
Chega da falta de transparência da prefeitura , que não disponibiliza os laudos antes de executar podas e extrações de árvores...
Enfim, chega do cidadão não ter a cidade que ele quer !



-Pedidos de informação ao CONDEPACC e ao DPJ
https://pt.slideshare.net/resgatecambuiong/rvore-centro-convivnciaquestionamento-lai
Mais informação sobre as árvores e o Centro de Convivência:


1-Documentos:
1.1-Documento site da prefeitura
Diretrizes para intervenção do Centro de Convivência Cultural “Carlos Gomes”

2-Condepacc
2.1-Ata 407 de 10/5/12
Trechos:
... O prédio do Centro de convivência foi tombado pelo uso, que deverá ser sempre área de cultura e teatro. A Praça foi tombada pelo traçado, como tradição de espaço de embelezamento da Cidade....
... Um bem tombado não pode sofrer com situações que causem prejuízo e deteriorem o local....
.. A técnica da CSPC, Sandra Maria Geraldi Milne-Watson coloca que a análise técnica feita por ela, o Augusto e o Henrique se pautou no tombamento do espaço, a rotatória, pois o desenho é que foi tombado...

3-Tombamentos:
3.1-Pelo Condepacc
Resolução 67/2008
Artigo 1 °- Tombar o Conjunto Arquitetônico do Cambuí por sua importância histórica, arquitetônica e sócio-cultural, com seus imóveis listados a seguir:
1)       O uso e a função de teatro do Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes e o traçado da Praça Imprensa Fluminense onde qualquer intervenção que ali ocorrer deverá ter seu projeto previamente analisado e aprovado pelo CONDEPACC para garantir a integridade do patrimônio tombado (Mapa 01); https://bibliotecajuridica.campinas.sp.gov.br/index/visualizaratualizada/id/89463
3.2-Pelo Condephaat
Artigo 1º. Fica tombado como bem cultural de interesse histórico, arquitetônico, artístico, turístico, paisagístico e ambiental o Centro de Convivência Cultural de Campinas, formado pelo conjunto edificado e pela massa arbórea circundante, situados à Praça Imprensa Fluminense, s/nº, bairro Cambuí, no município de Campinas
Artigo 2º.
III - Massa arbórea da Praça Imprensa Fluminense.









e  


3.3-Centro de Convivencia é patrimônio estadual
Trecho:
.. O tombamento do Centro de Convivência determina a preservação da edificação e dos artefatos arquitetônicos de autoria do arquiteto Fábio Penteado em coautoria com os arquitetos Alfredo Paesani, Teru Tamaki e Aldo Calvo e a massa arbórea da Praça Imprensa Fluminense....


4-Notícias:

4.1-Outras quedas de árvores no Centro de Convivência:
2012
2014
Trecho: .. O projeto de recuperação do Centro de Convivência, em curso, prevê a manutenção das espécies arbóreas e da densidade vegetal no local. Outras árvore já caíram nos últimos anos....
e
Trecho:
... Foram duas quedas de árvores no Centro de Convivência. Uma árvore caiu do lado da rua São Pedro, nas proximidades da Feira de Natal, que aconteceu até as 14 horas desta quarta-feira. Esta árvore foi retirada ainda ontem. A outra, uma das maiores do conjunto arbóreo do Centro de Convivência, caiu do lado da rua Antônio Cesarino. Muitos moradores e curiosos foram observar a enorme árvore caída e o trabalho das equipes do DPJ....
2015
Trechos: ... o aposentado Valter Martins Moreno, de 80 anos. Ele acredita que é necessário realizar uma manutenção permanente nas árvores dos parques para evitar doença e queda....
... Gostaria muito que conseguissem tratar o que restou dela”, afirmou a filha Mônica ...
2016
2018
Árvore cai no Centro de Convivência 31/10/18

4.2-Ausência de manutenção

4.3- Árvores só atrapalham se não receberem o tratamento certo

4.4- Mulher ferida em queda de árvore questiona cuidado com arborização em Campinas
http://www.portalcbncampinas.com.br/2016/09/mulher-ferida-em-queda-de-arvore-questiona-cuidado-com-arborizacao-em-campinas/


4.6- ÁRVORES SÓ ATRAPALHAM AS CIDADES SE NÃO RECEBEREM O TRATAMENTO CERTO
http://outracidade.uol.com.br/arvores-so-atrapalham-as-cidades-se-nao-receberem-o-tratamento-certo/

4.7-Corte de árvore surpreende moradores do Cambuí 29/10/18