segunda-feira, 3 de julho de 2017

Drenagem (ou a falta de...) em Campinas







Matéria Correio Popular  20/5/17 mostra o transtorno da falta de drenagem na estrada da Rhodia.
Acontece que Campinas não tem plano de drenagem e muito menos drenagem....
Vejam mais informações ;
-Campinas não tem plano de drenagem urbana
-Falta de plano de drenagem expõe Campinas a riscos de alagamentos

Sendo assim como e que a prefeitura quer ampliar a área rural da cidade?????



Precisamos das barragens??????
















Outorga Replan-venceu em 2012
Art. 1º Renovar, pelo prazo determinado no art. 2º desta Resolução, a autorização, ora
denominada outorga de direito de uso de recursos hídricos, emitida à PETRÓLEO BRASILEIRO
S/A – PETROBRAS, pela Portaria nº 532, de 1º de julho de 1971, do Ministro de Estado das
Minas e Energia, publicada no Diário Oficial da União de 07 de julho de 1971, para captação de
águas do Rio Jaguari, cujo projeto foi aprovado por intermédio do Despacho do Diretor-Geral do
extinto Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica, em 24 de junho de 1971, publicada no
Diário Oficial da União de 08 de julho de 1971, com a finalidade de uso industrial e uso em casos
de incêndio, em instalações de refino de petróleo, na Refinaria de Paulínia, no Município de
Paulínia, Estado de São Paulo.

Art. 2o A outorga objeto desta Resolução vigorará pelo prazo de dez anos

A outorga anterior venceu em 2001 (aqui ja ficou 1 ano sem outorga):

No  Projeto de Modernização da REPLAN consta
2.7.2. Captação de água na REPLAN – Situação Atual e Futura
A REPLAN possui outorga concedida pela Agência Nacional de Águas - ANA em 05 de agosto
de 2002, conforme Resolução ANA nº 168, para 1.870 m³/h, porém em casos de emergência no
combate a incêndio é de 3.600 m³/h. Como base de cálculo, o valor de captação atual de água
utilizado é de aproximadamente 1.700 m3/h, porém em determinados períodos do ano este valor
tem oscilações chegando a 1870 m³/h.
Com a implantação das unidades do Projeto de Modernização da REPLAN, haverá um
acréscimo na demanda de água de 409 m3/h. Para atender todas as novas unidades, será
necessário captar até 2.279 m3/h de água do rio Jaguari, número acima da outorga atual. Dessa
forma, a REPLAN irá adotar medidas para atender às suas necessidades, sendo consideradas as
seguintes alternativas:
x 1ª Alternativa: Solicitação junto ao DAEE/ANA, revisão do limite do valor de outorga
de captação de água no Rio Jaguari; e
x 2ª Alternativa: Implantação do Sistema de Reuso de Efluente tratado da ETDI.

E o documento PCJ cita a outorga DAEE com ampliação da vazão em 2009 e programa de ações onde o item 2 é proposta de estudos para aumento da disponibilidade hídrica a montante da captação da Replan
(obs-A montante é um lugar situado acima de outro, em relação a um rio)

Documentação do projeto de modernização -2006

Video a água vai pára Braskem:

Teve problemas nessa modernização e isso esta na lava jato:
Trecho:
A sindicância aberta em março - após denúncias de desvios pela Lava Jato - encontrou até agora 115 aditivos, em 11 contratos, que elevaram em R$ 1,3 bilhão os gastos iniciais previstos nas obras de modernização da carteira de gaso... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/05/30/auditoria-detecta-pagamento-por-obra-inacabada.htm?cmpid=copiaecolahttps://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/05/30/auditoria-detecta-pagamento-por-obra-inacabada.htm

Em 2011 o processo de modernização ainda estava no futuro...
Trecho:
O processo de modernização e ampliação da refinaria vai proporcionar ganhos ambientais, com melhor qualidade do ar; economia de divisas com utilização de maior quantidade de petróleo nacional e substituição de derivados importados; capacitação de pessoas e geração de empregos diretos e indiretos nas fases de construção e operação; além de notáveis efeitos diretos, indiretos e induzidos sobre as economias municipal, estadual e federal. Até 2014 o processo de modernização vai ampliar a capacidade de produção de combustíveis,
http://www.dci.com.br/cidades/petrobras-investe-na-modernizacao-da-replan-id254555.html

Em 2014 inaugura a unidade que faltava para seu projeto de modernização, MAS NÃO TEM OUTORGA E FORNECE AGUA PARA A BRASKEM...
Refinaria de Paulínia inaugura unidade do projeto de modernização.
A Refinaria de Paulínia (Replan) inaugurou a última unidade que faltava para encerrar seu projeto de ampliação e modernização. A entrada em operação da Unidade de Tratamento de Gás Residual (UTGR) marca a conclusão de um dos maiores e mais complexos programas de modernização dentre as refinarias da Petrobras, com um investimento de mais de US$ 5 bilhões.







E ainda tem o perigo....
A barragem de Pedreira tem nível de risco 27, sendo que pela tabela grande risco é 17  ...
Veja :
Classificação do empreendimento de acordo com o Dano Potencial Associado. Em conformidade com a Resolução CNRH nº 143/12.

-Documento da prefeitura de Campinas sobre a barragem de Pedreira:
Pag 52/53
A barragem de Pedreira se encontra a montante de ocupações humanas permanentes e
instalações de infraestrutura importantes à cidade de Pedreira e posteriormente Campinas, quando
o rio Jaguari volta a ser a divisa das cidades. O empreendimento, no entendimento desta SVDS, é
enquadrado na categoria de Dano Potencial Associado Alto conforme classificação dada pela
Resolução nº 143/12 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH, Anexo II –
Classificação das Barragens de Acumulação de Água. Salvo classificação diferente elaborada e
devidamente fundamentada pelo órgão fiscalizador da segurança




Unicamp poderá fazer o uso que quiser da área da Fazenda Argentina, que adquiriu em 2014?

























Unicamp comprou a Fazenda Argentina em 2014.
Pagou 157 milhões.
A idéia era fazer um plano diretor .
Mas a área já é CIATEC, e portanto sujeita a regras da lei 8252/95 que DISPÕE SOBRE O USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DA ÁREA DESTINADA AO PARQUE II DO PÓLO DE ALTA TECNOLOGIA DE CAMPINAS.
Vejam no mapa toda a área que o Ciatec engloba http://www.ciatec.org.br/site/conteudo/pagina/1,32+Polo-II.html


O reitor que efetuou a compra, José Tadeu Jorge, afirma na entevista que :
-“A área do Parque Tecnológico, vizinha da fazenda, também deverá ser beneficiada"
-As prioridades para ocupação, segundo o reitor, ainda dependem de um debate interno na Universidade
-Até o parque científico e tecnológico, que tem algum espaço ainda na área atual, mas que imaginamos, que esse espaço vai, rapidamente, será esgotado. É outra área que faz fronteira com a nova área. Permite uma ampliação. A limitação de espaço é grande para praticamente todas as faculdades e institutos. E o adensamento dessa área. Não podemos pensar só em subir um prédio de dez andares. Ninguém vai andar ali. É preciso ver a mobilidade. Isso imobilizava o crescimento. A circulação está totalmente comprometida na área atual.
-Essa ocupação da área vai provocar um intenso debate na comunidade.


Contrario à compra:
Para o professor Jorge Stolfi, do Instituto de Computação, o dinheiro pago pela fazenda poderia ser investido”em dois cursos novos de graduação”. O professor questiona ainda o preço da terra. “Para mim, a área tem valor comercial bem menor do que o valor negociado porque é cortada por uma avenida e tem áreas de preservação ambiental que limitam a exploração da área”, argumentou. “Mas o que mais me incomoda é comprar uma área sem que tenha nenhum plano de ocupação”, disse.


Vídeo da compra: