terça-feira, 27 de março de 2012

Qual a diferença entre conservação e preservação?

02 de Fevereiro de 2006

É comum haver confusão entre os termos conservação e preservação. Muitas vezes usados para significar a mesma coisa, na verdade expressam idéias que têm origem em raízes e posturas distintas. Conservacionismo e preservacionismo são correntes ideológicas que representam relacionamentos diferentes do ser humano com a natureza.

Um precursor do pensamento ambientalista foi John Muir, para quem a natureza tinha valor intrínseco. Mesmo que em sua época ainda não houvesse distinção desses termos, Muir hoje seria considerado um preservacionista, pois ficou conhecido pelo seu deslumbramento pela natureza em geral, e compartilhou suas emoções em vários textos e livros que se tornaram marcos do movimento ecológico que se formaria mais tarde. Compreendia a continuidade que é inerente à natureza, como mostra esse seu trecho: “Os dias quentes e ruminantes são cheios de vida e pensamentos de vida por vir, como as sementes que amadurecem contendo o próximo verão, ou uma centena de verões”. Ao enfocar a natureza sem a interferência humana e sem pensar no uso que determinados elementos poderiam representar, Muir se destaca por seu amor pelo mundo natural.


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http://www.oeco.com.br/suzana-padua/18246-oeco15564

sexta-feira, 23 de março de 2012

Esclarecimentos sobre os trabalhos anunciados e iniciados pelo Departamento de Parques e Jardins -DPJ - sobre as supressões de árvores mortas no munic

Ilmo Sr

Roberto Navarrete

Diretor do Departamento de Parques e Jardins de Campinas

Prezado Senhor,

A Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, através do Secretário Regional Sudeste e a Comissão Técnica Consultiva de Arborização Urbana de Campinas, através de seu Coordenador, ambos representados por mim, Engº Agrônomo e Arborista Certificado pela International Society of Arboriculture, Joaquim Teotônio Cavalcanti Neto, cidadão Campineiro, venho por meio deste comunicado, solicitar esclarecimentos sobre os trabalhos anunciados e iniciados pelo Departamento de Parques e Jardins -DPJ - sobre as supressões de árvores mortas no município de Campinas, através das seguintes questões:

1- Quais critérios ou parâmetros técnicos que foram utilizados para determinar a morte das árvores ou sua manifesta falência?

2- Em caso de árvores com cavidades, quais foram os parâmetros técnicos adotados para verificar o risco de ruptura em função das cavidades encontradas, diâmetro do tronco e madeiras sadias restantes?

3- Em caso de árvores com aberturas ou fendas, quais foram os parâmetros técnicos adotados para verificar o risco de ruptura em função das cavidades encontradas, diâmetro do tronco e madeiras sadias restantes?

4- Quais as categorias de defeitos ou de características das árvores que estão sendo consideradas para realizar as supressões?

5- Quais e quantos foram os técnicos envolvidos no Diagnóstico e Inventário para se apresentar resultados de "20 mil árvores a serem suprimidas", conforme anunciado, na cidade de Campinas e quanto tempo foi demandado para tal atividade?

6- Qual o tipo de Inventário de Arborização Urbana adotado para tal levantamento?

7- Houve algum tipo de georeferenciamento para coordenar trabalhos e as equipes de campo?

8- Como as equipes de supressão estão sendo acompanhadas e coordenadas já que há somente "um" Engenheiro Agrônomo no DPJ?

9- Quando e de que forma será realizada a destoca das árvores suprimidas?

10- Quando e com quais espécies se dará o replantio das árvores?

11- Quais foram os treinamentos e a carga horária a que foram submetidos os técnicos e equipes envolvidos na avaliação de risco das árvores inventariadas e condenadas?

12- Qual o controle e a destinação desse resíduo lenhoso?

13- Por qual motivo Instituições ligadas ao assunto e os técnicos componentes da Comissão Técnica Consultiva de Arborização de Campinas não foram comunicados e consultados sobre esta atividade em curso?

Gostaríamos de reconhecer que os trabalhos à favor da arborização urbana são bem vindos, mesmo aqueles que tratam da supressão de árvores de risco, manejo que faz parte do processo de Sustentabilidade da Arborização Urbana das cidades e de mitigação de riscos em defesa de seus cidadãos e patrimônio público.

No entanto o estabelecimento de métodos e parâmetros técnicos adotados para tais procedimentos devem ser conhecidos, divulgados e aplicados, a fim de que árvores sadias ou passíveis de cuidados, não passem por árvores mortas ou em risco de queda, diminuindo ainda mais a pequena quantidade de árvores da nossa cidade.

Da mesma forma, considerando existir Instituições governamentais e não governamentais com profissionais altamente especializados no assunto e, considerando ainda que no DPJ só existe um agrônomo, não especializado, por qual motivo não se estabelecem diálogos francos e abertos, dirimindo dúvidas e cooptando auxílios técnicos com essas instituições e técnicos?

Assim sendo, solicitamos a atenção de Vsa para nossos questionamentos, os quais serão também enviados para os órgãos e Instituições que corroborem com nossas preocupações.

Aguardando Vossa manifestação, colocamo-nos à disposição.

Atenciosamente,

Engº Agrônomo Joaquim Teotônio Cavalcanti Neto

Coordenador da Comissão Técnica Consultiva de Arborização de Campinas

Secretário Regional Sudeste da Sociedade brasileira de Arborização Urbana

Arborista Certificado pela International Society of Arboriculture

quarta-feira, 14 de março de 2012

Eliana Calmon propõe mudança na Constituição para CNJ ter mais poder contra juízes corruptos

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, voltou a defender hoje (27) competências estabelecidas em lei para processar e julgar juízes que pratiquem atos de improbidade e corrupção. Em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a ministra defendeu a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição que trata do assunto e falou sobre a dificuldade das corregedorias estaduais de fazer o trabalho de fiscalização e de processar juízes e, especialmente, desembargadores.

No caso dos desembargadores, eles são julgados pelos seus colegas também desembargadores. E é muito difícil você julgar um igual, um amigo querido. Os juízes de primeira instância estão um pouco mais distantes, é mais fácil, mas os desembargadores estão ali trabalhando lado a lado com os corregedores, explicou a ministra.


Para ver a reportagem completa clique no link abaixo:

http://agencia-brasil.jusbrasil.com.br/noticias/3034463/eliana-calmon-propoe-mudanca-na-constituicao-para-cnj-ter-mais-poder-contra-juizes-corruptos

Por um Brasil sem sujeira

O Estado de S.Paulo - Luiza Nagib Eluf
27 de fevereiro de 2012

O termo sujeira é amplo, pode-se entendê-lo como oposto de limpeza ou, em sentido figurado, pode se referir à corrupção, à malandragem, aos desvios de dinheiro público. Aqui, porém, será usado literalmente. Embora os problemas de sujeira no Brasil sejam muitos, é preciso escolher as prioridades. Falemos do tratamento de esgoto.

Bons ventos trazem o tema do saneamento básico à discussão, com intensidade nunca antes vista na História do Brasil. Enfim saímos do marasmo para enfrentar com maior determinação uma das necessidades mais prementes da nossa população. O momento também favorece a ampliação da discussão para que contemplemos as questões relacionadas ao meio ambiente diante do abismo de nossas desigualdades sociais, além do muito que falta fazer para alcançarmos a tão almejada sustentabilidade.

Estamos distantes do discurso de que "é preciso deixar aos nossos descendentes os recursos naturais necessários à sua sobrevivência", pois nem sequer conseguimos prover o que há de mais básico em termos de saneamento. Não temos água tratada e própria para o consumo em muitas localidades. Com o vertiginoso aumento populacional no mundo, esse problema, que atinge prioritariamente os países em desenvolvimento, coloca mais de 2 bilhões de pessoas, sobretudo crianças pobres, em situação de risco para a saúde.

No Brasil, são milhares de crianças atingidas por diarreia todos os anos, doença que afeta a saúde de forma perversa e contínua, prejudicando até mesmo o completo aprendizado escolar. Segundo o Ministério das Cidades, 55% da nossa população ainda não está conectada a redes de esgoto - e o índice de tratamento é de apenas 39%, conforme estudo de 2009. Mais impressionante ainda que isso é constatar que a população nem ao menos sabe o que significa saneamento básico e somente 5% das pessoas entrevistadas na mesma pesquisa conseguiram relacionar o saneamento com saúde.

Todo verão, em alguns Estados da Federação, é comum que se publique a avaliação da adequação das praias mais procuradas. As notícias são estarrecedoras, diante dos numerosos locais intensamente frequentados por turistas que se encontram impróprios para o banho por causa da infestação por coliformes fecais - ou seja, esgoto. E a água poluída acaba contaminando a areia da praia, que, por sua vez, passa a significar um risco maior para a saúde do que a própria água.

A lei atribui às prefeituras a responsabilidade pela execução do saneamento básico. O Ministério Público vem acompanhando as licitações, que, em certos casos, precisam ser refeitas, o que recomendaria uma providência para evitar a suspensão de obras: a orientação das autoridades competentes sobre como proceder para não incorrer em erros que tanto atrasam o saneamento.

Apesar da forte e conhecida ligação entre os serviços de esgotamento sanitário e a saúde pública, a comunidade não reivindica seus direitos perante as autoridades e os administradores públicos acabam relegando essa inacreditável sujeira a segundo plano, até porque nossa cultura política é no sentido de que fazer "obras enterradas" não dá voto.

Infelizmente, nossos colonizadores nos deixaram uma herança de descaso com relação ao saneamento básico. Nossa imperatriz Leopoldina, que era austríaca, documentou em cartas, posteriormente transformadas em livro, a forma como os excrementos eram retirados do palácio de dom Pedro I. Os escravos vertiam o conteúdo dos penicos numa grande tina que carregavam nas costas pelos corredores da residência, por vezes sem conseguir evitar acidentes que provocavam quedas desastrosas e malcheirosas. Em seguida, dirigiam-se até os arredores da edificação para despejar o esgoto diretamente no rio que abastecia de água a família imperial ou, dependendo do caso, acabavam deixando os excrementos amontoados em terreno próximo sem nenhum tratamento, enterramento ou isolamento.

Para que se possa superar o legado de ignorância sobre os perigos da falta de saneamento básico e varrer do Brasil essa vergonha, seria importante que se promovessem campanhas nas escolas e nos meios de comunicação para esclarecer a população e conscientizar os governantes. Somente a informação pode trazer as mudanças que o País requer.

Por sua vez, o descumprimento da Lei n.º 11.445/2007, chamada Lei do Saneamento, pode gerar a responsabilização do(a) administrador(a) público(a) por improbidade. Criancinhas brincando em águas contaminadas, favelas com esgoto a céu aberto correndo pelo meio-fio, praias infectadas e doenças de alta gravidade contraídas por incúria de pessoas eleitas pelo voto popular precisam ser varridas de nossa realidade cotidiana.

O corrente ano é muito importante para a população brasileira porque vamos escolher prefeitos e vereadores, justamente os responsáveis pela melhoria ou a piora de nossa situação atual. A oportunidade é ótima para que se possam colher compromissos dos (as) candidatos(as) com metas e prazos no que se refere ao tratamento adequado do esgoto em todas as cidades do País.

O Programa Cidades Sustentáveis vem sendo apresentado pelo Instituto Ethos em parceria com a Rede Nossa São Paulo e outras entidades, como o Instituto Trata Brasil - que luta pela melhoria do saneamento básico no País -, aos partidos políticos e respectivos postulantes a cargos públicos municipais para que se pronunciem sobre a limpeza dos nossos recursos hídricos, tão maravilhosos e tão maltratados no Brasil, a começar pela sua maior cidade, que é São Paulo, a qual se encontra rodeada de rios assassinados pela poluição.

*Membro do Instituto Trata Brasil, procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, ex-secretária nacional dos Direitos da Cidadania do Ministério da Justiça e ex-subprefeita da Lapa, é autora, entre vários outros livros, de 'A Paixão no Banco dos Réus', sobre crimes passionais, e 'Matar ou Morrer - O Caso Euclides da Cunha'

Matéria retirada do Estadão, para acessá-la clique no site abaixo:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,por-um-brasil--sem-sujeira-,840933,0.htm

O padrão típico de corrupção

..Em vez de procurar cumprir suas promessas eleitorais em benefício da
população, os eleitos usam essas mesmas promessas para empregar amigos e
parentes, para favorecer aqueles que colaboraram com suas campanhas ou para
privilegiar alguns comerciantes "amigos" em detrimento de outros. Grande
parte do orçamento do município é orientado em proveito do restrito grupo
que assume o poder municipal e se beneficia dessa situação...

..Assim, quando há irregularidade, todos são coniventes, mesmo que por
omissão. É praticamente impossível para o prefeito fraudar a prefeitura
sozinho..

..Existem quadrilhas especializadas em fraudar prefeituras com a
participação do poder público municipal. Esses grupos e seus especialistas
são formados localmente, ou trazidos de fora, já com experiência em gestão
fraudulenta. O objetivo é implantar ou administrar procedimentos ilícitos,
montar concorrências viciadas e acobertar ilegalidades...

Sinais de irregularidades na administração municipal

..Apesar de não determinarem necessariamente a presença de corrupção, a
presença de alguns fatores deve estimular uma atenção especial. Entre eles
estão:

-histórico comprometedor da autoridade eleita e de seus auxiliares;
-falta de transparência nos atos administrativos do governante;
-ausência de controles administrativos e financeiros;
-subserviência do Legislativo e dos Conselhos municipais;
-baixo nível de capacitação técnica dos colaboradores e ausência de
treinamento de funcionários públicos;
-alheamento da comunidade quanto ao processo orçamentário.

.. mesmo quando a corrupção é bem planejada, deixa vestígios...

.. Independente dos tipos de corrupção praticados, os cidadãos que desejem
um governo eficiente e transparente devem ficar atentos aos seus sinais. Um
administrador sério e bem intencionado escolhe como assessores pessoas
representativas e que tenham boa reputação e capacidade administrativa.
Deve-se desconfiar de grupos fechados que gravitam em torno do poder. A
nomeação de parentes de autoridades (prefeito, secretários, vereadores etc.)
é também indício de corrupção...

.. Qualquer cidadão tem o direito de saber, e os políticos têm o dever de
demonstrar, como o dinheiro público está sendo empregado. Para que isso se
transforme em prática usual, é necessário que os municípios brasileiros
aperfeiçoem suas leis orgânicas, para tornar mais transparentes as ações das
administrações municipais. As organizações instituídas na cidade têm um
papel fundamental nisso, pois, quando bem estruturadas e com enraizamento na
sociedade, têm a capacidade de mobilizar as pessoas. .. Esse tipo de fraude
já é motivo suficiente para se fazer uma representação ao Ministério
Público, pedindo a abertura de inquérito civil público, ou mesmo de ação
civil pública.* Associações constituídas há pelo menos um ano, nos termos da
lei civil, e que tenham entre suas finalidades a proteção à ordem econômica
e à livre concorrência, podem ajuizar diretamente uma ação civil pública.

...Em cidades em que haja comprometimento do promotor com a administração
municipal, as investigações ficam prejudicadas e dificilmente avançam. Para
reverter situações como essa, deve-se pedir a instauração de inquérito civil
público, cujo arquivamento depende de manifestação do Conselho da
Procuradoria Geral de Justiça do Estado...

Alguns cuidados

Corruptos e fraudadores do erário público são pessoas sem qualquer
escrúpulo, capazes de qualquer coisa, como forjar e destruir documentos e
provas, subornar ou ameaçar testemunhas, intimidar os oponentes, atacar a
integridade dos acusadores e até mesmo atear fogo na prefeitura, se julgarem
necessário.

Deles pode esperar-se todo tipo de bandidagem. Não se deve baixar a guarda e
nem recuar, pois é isso o que eles esperam.

Para ver a matéria completa acesse o link abaixo:
http://www.transparencia.org.br/docs/Cartilha.html

sexta-feira, 9 de março de 2012

Desmatamento causa inundações em fazendas em MS

05 / 03 / 2012

O Pantanal, maior planície alagável do planeta e principal refúgio de vida silvestre das Américas, está se tornando um cemitério de árvores em Mato Grosso do Sul. Uma inundação avança há 30 anos, desde que a vegetação nativa deu lugar a pastos e lavouras nas terras onde estão as nascentes dos rios que formam a Bacia do Rio Taquari. Naquela época, não se sabia o impacto que o desmatamento poderia ter no rio.

Sem a proteção natural, o resultado foi a degradação do solo. A chuva carregou milhares de toneladas de areia e encheu o leito do rio. Com isso, a força da correnteza abriu “braços”, desviando mais da metade da água para os campos. No total, uma área de 11 mil quilômetros quadrados, dez vezes maior que a cidade do Rio de Janeiro, ficou alagada.

Para continuar lendo a matéria acesse o link abaixo:

http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2012/03/05/80778-desmatamento-causa-inundacoes-em-fazendas-em-ms.html

Grandes obras de planejamento urbano destituídas de uma política fundiária para conter a especulação imobiliária resultam na expulsão dos mais pobres.

“Projetos urbanos, projetos viários e crescimento que, em tese, seriam positivos, têm como conseqüência a expulsão dos mais pobres, não somente por via direta (como remoções de ocupação), mas também indireta, (preços e custo de vida)”, diz Nabil Bonduki, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.

Caio Sarack
14/02/2012



São Paulo - O crescimento acelerado da economia e os investimentos feitos na área imobiliária, inclusive os feitos pelo governo federal para as classes de menor renda, tiveram também seu efeito colateral, segundo análise do secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Georges Bonduki, professor-doutor em assuntos de Habitação Urbana pela FAU-USP: uma alta valorização da terra urbana, que acabam provocando uma forte especulação imobiliária e anulando os efeitos de políticas habitacionais para a população de baixa renda.

“O país voltou a crescer, voltou a investir em áreas importantes, transporte e outras coisas, inclusive habitação. Urbanização das favelas é um bom exemplo. O que acabou acontecendo, no entanto, foi uma valorização exagerada da terra e as políticas habitacionais, embora com recursos, acabaram por não responder as necessidades”, afirma Bonduki.

Grandes obras de planejamento urbano destituídas de uma política fundiária para conter a especulação imobiliária resultam na expulsão dos mais pobres.

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http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19614

quinta-feira, 8 de março de 2012

Blogs do 'Estado' discutem política e transparência

O Estado de S.Paulo
27 de fevereiro de 2012

Análises e informações sobre transparência governamental, ativismo pela internet e governo eletrônico são o foco do blog Públicos, que estreia hoje no portal estadão.com.br. Os textos serão produzido pelos repórteres Fernando Gallo e Daniel Bramatti, da editoria de Nacional do Estado. Na semana passada, a repórter Julia Duailibi, também de Nacional, estreou seu blog voltado à cobertura dos bastidores e análise da política em São Paulo e no País. O primeiro texto, na última sexta-feira, antecipou aos leitores a informação de que o tucano José Serra havia dito ao governador Geraldo Alckmin que aceitaria disputar a prévia do PSDB para então formalizar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo.

A criação do blog Públicos foi motivada pela aprovação da Lei de Acesso à Informação, no final do ano passado, que obriga o poder público a abrir dados e a responder a demandas específicas. A lei dá poderes inéditos aos cidadãos em sua relação com autoridades governamentais.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,blogs-do-estado-discutem-politica-e-transparencia,840987,0.htm

Acessos:

http://blogs.estadao.com.br/publicos

http://blogs.estadao.com.br/julia-duailibi.

Justiça quebra sigilo do ex prefeito de Campinas Dr. Hélio

Verba da prefeitura para programa de combate à Aids em Campinas foi usada, na gestão do ex-prefeito, para comprar TVs, portas de jequitibá, além de bombons e bolos

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
27 de fevereiro de 2012

A Justiça decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), cassado em agosto de 2011 por suposto envolvimento em fraudes em licitações. A decisão judicial que abre os dados confidenciais do ex-prefeito é extensiva a dois ex-secretários municipais, Carlos Henrique Pinto (Negócios Jurídicos), e José Francisco Kerr Saraiva (Saúde).



Para continuar lendo acesse:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,justica-quebra-sigilo-de-dr-helio,841296,0.htm

terça-feira, 6 de março de 2012

Dipp quer prisão para enriquecimento ilícito de servidor

FAUSTO MACEDO - Agência Estado
25 de fevereiro de 2012

O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), defendeu ontem a criminalização do enriquecimento ilícito de servidores públicos, inclusive de magistrados.

O enriquecimento é punido com base na Lei de Improbidade, que prevê sanções exclusivamente de caráter civil, como pagamento de multa, devolução de dinheiro desviado do erário e suspensão dos direitos políticos. "Proponho a tipificação do enriquecimento ilícito com pena de reclusão", declarou Dipp.

Antecessor da ministra Eliana Calmon na Corregedoria Nacional de Justiça, Dipp é criador das varas de lavagem de dinheiro da Justiça Federal por onde tramitam ações contra o crime organizado. Ontem, ele conduziu a primeira audiência pública da Comissão de Reforma do Código Penal no Senado, fórum que ele preside. No Tribunal de Justiça de São Paulo, reuniram-se promotores, senadores, juízes, advogados, notáveis do Direito e segmentos da sociedade civil.

Dipp assinalou que o código é de 1940. Ao longo desses anos foram criadas mais de 120 leis extravagantes para suprir lacunas do código defasado. "O excesso de legislações esparsas conduz à situação de injustiça, gera descompasso e descrédito no Direito Penal", alertou o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira.

O ministro informou que o combate à corrupção é capítulo fundamental na construção do novo código. "O enriquecimento ilícito deve ser tipificado como crime, o servidor que tenha patrimônio incompatível com o seu rendimento e não saiba justificar de onde veio deve ser processado criminalmente. Está na convenção da ONU contra a corrupção. O Brasil é signatário."

Para Dipp, a punição de ordem criminal pode intimidar o agente envolvido em fraudes contra o Tesouro. "O tipo penal tem mais rigor, tem um peso maior de coação e de prevenção."

O ministro ressaltou que a comissão "está prevendo esse tipo penal basicamente em relação ao funcionário público, aquele que amplia seu patrimônio de forma injustificável". A proposta, ainda em estudo, alcança períodos mais abrangentes, não só do tempo em que o servidor exerceu sua atividade. O rastreamento deverá avançar a "algum tempo posterior para que (o investigado) não venha a se locupletar da sua função anterior para angariar fundos posteriormente".

Dipp avalia que "todos os servidores, inclusive juízes e membros do Ministério Público", devem ser enquadrados. "Os crimes são gerais. Se algum desses crimes que estão no Código Penal for praticado por membro do Judiciário ou do Ministério Público ele estará respondendo a um inquérito ou ação penal, não pelo fato de ser juiz ou promotor, mas por estar enquadrado em determinada figura penal."

Matéria do Estadão

Quem pode julgar o juiz?

NELSON MOTTA - O Estado de S.Paulo
30 de dezembro de 2011


Quando se fala desse assunto deve-se pesar muito bem cada palavra. Basta algum juiz de qualquer lugar achar que há algo de errado, ofensivo ou calunioso nelas, e você pode ser processado. E pior, o processo vai ser julgado por um colega do ofendido. Com raras exceções, jornalistas processados por supostas ofensas a juízes são sempre condenados por seus pares.

Sim, a maioria absoluta dos juízes é de homens e mulheres de bem, mas eu deveria consultar meu advogado antes de dizer isto: o corporativismo do Judiciário no Brasil desequilibra um dos pilares que sustentam o Estado democrático de direito. Basta ver os salários, privilégios e imunidades. A brava ministra faxineira-chefe Eliana Calmon está sob fogo cerrado da corporação por defender os poderes constitucionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e chamar alguns juízes de "bandidos de toga". Embora não exista melhor definição para Lalau e outros togados que aviltam a classe.

Como um sindicato de juízes, a Ajufe está indignada porque a ministra Eliana é contra os dois meses de férias que a categoria tem por ano, quando o resto dos brasileiros tem só um (menos os parlamentares, que tem quatro). Se os juízes ficam muito estressados e precisam de dois meses "para descansar a mente, ler e estudar", de quantos meses deveriam ser as férias dos médicos? E das enfermeiras? E aí quem cuidaria das doenças dos juízes?

"Será que a ministra diz isso para agradar a imprensa, falada e escrita? Para agradar o povão?", questiona a Ajufe. Como não é candidata a nada, as posições da ministra têm o apoio da imprensa e do público porque são éticas, republicanas e democráticas. Porque o povão e a elite julgam que são justas.

Meu avô foi ministro do Supremo Tribunal Federal, nomeado pelo presidente JK em 1958, julgou durante quinze anos, viveu e morreu modestamente, entre pilhas de processos. Suas únicas regalias eram o apartamento funcional em Brasília e o carro oficial.

Não sei se foi melhor ou pior juiz por isto, mas sempre foi para mim um exemplo da austeridade e da autoridade que se espera dos que decidem vidas e destinos.

A Matéria encontra-se no link abaixo:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,quem-pode-julgar-o-juiz-,816699,0.htm

Vias marginais de rio Manzanares são enterradas para criação de parque linear em Madri, Espanha

As vias marginais que antes sufocavam o rio foram enterradas. Acima delas, parques passaram a ligar os bairros, estabeleceram novas formas de mobilidade e um novo modo de viver a cidade. São 6 km de vias lineares transformadas em parques e três anos de construção: a capital espanhola deu um passo ousado e encarou o desafio de devolver um rio aos cidadãos
O vídeo sobre o projeto Madrid Rio é da Prefeitura de Madri. Leia reportagem completa sobre o projeto na edição de novembro da revista AU: http://goo.gl/rU0cg



Livro narra aventura e importância das minhocas ao reciclar lixo














MARCOS DÁVILA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Elas podem causar nojo e curiosidade, despertar medo e simpatia. Uma coisa é certa: nenhuma criança fica indiferente diante das minhocas. Será que é porque elas vivem debaixo da terra? Pode ser.
Mas, decerto, há uma boa razão para conhecer esses seres mais de perto: as minhocas podem transformar lixo orgânico (restos de comida) em adubo (produto que deixa as plantas mais fortes).
Portanto, esses bichos acabam sendo uma verdadeira lição de ecologia.

DANADINHA

Foi pensando nisso que a jornalista Raquel Ribeiro, 43, escreveu seu primeiro livro infantil, "A Fuga das Minhocas", que acaba de ser lançado pela editora Nova Alexandria (R$ 35).
Na obra, ela conta a história da espevitada minhoca Ana Beatriz de Souza e Souza, que resolve conhecer a cidade grande.
'A Fuga das Galinhas' inspira 'A Fuga das Minhocas'
Chegando lá, ela encontra outros habitantes, como baratas, ratos e mariposas. Através desses bichos muitas vezes desprezados, a escritora aborda questões importantes como o destino do lixo, a poluição dos rios e a produção de alimentos por indústrias.
Além das aventuras da minhoca Ana Beatriz, o livro traz um guia sobre restos orgânicos (como folhas, casca de frutas e restos de legumes). É isso o que as minhocas comem.
Elas transformam esses materiais em húmus, um adubo natural que deixa a terra mais rica e ajuda no crescimento das plantas.

Reportagem tirada do site da Folha, veja no link abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/1052509-livro-narra-aventura-e-importancia-das-minhocas-ao-reciclar-lixo.shtml

segunda-feira, 5 de março de 2012

Quem Somos












cora coralina "O que vale na vida não o ponto de partida e sim a caminhada.Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."


Sobre o Movimento Resgate o Cambuí.

-Somos defensores do verde de Campinas e fazemos parte de um grupo de "Incansáveis Plantadores" que se dedica a plantar e cuidar de árvores e se dispõe a colaborar nas horas vagas.

-Temos um vasto acervo de filmagens e fotos de reuniões de conselhos, plantio de árvores, ações que promovemos pela cidade, audiencias públicas, denuncias , empreendimentos irregulares, etc...Isso graças às centenas de colaboradores que nos enviam , ou fazemos com ajuda direta deles.
Além de material as pessoas tambem nos encaminham dúvidas , denúncias, esclarecimentos, etc...sobre assuntos que temos envolvimento direto por fazermos parte de diversos conselhos.


-Estamos no Facebook, Twitter e no BLOG INDIVIDUAÇÂO http://blog.individuoacao.org.br/



- Participamos de vários Conselhos da Cidade de Campinas:
COMDEMA-Titular (Conselho Municipal do Meio Ambiente)
CONDEPACC-representantes do COMDEMA (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas )
CONSOCIAL-suplentes da comissão organizadora (Transparência e participáção social)
CONGEAPA-titular (Conselho Gestor da APA Campinas)
CONCIDADE-titular (Conselho da Cidade de Campinas)
Quem quiser participar , sugerir pautas, consultar processos, etc... entre em contato .


-SOBRE OS CONSELHOS:http://www.campinas.sp.gov.br/uploads/pdf/1073348122.pdf 24/2/12

“A Secretaria Municipal de Gestão e Controle, cumprindo sua fi nalidade institucional de proporcionar maior transparência nos atos administrativos, publica, de forma compilada, a relação dos conselhos municipais de políticas públicas atualmente em atividade, acompanhado de informações sobre Data de Criação, Fundamentação legal, a quais secretarias são vinculados, forma de composição, Caráter (deliberativo ou consultivo), Presidência e Finalidade.

-O QUE SÃO CONSELHOS MUNICIPAIS http://2009.campinas.sp.gov.br/orcamento/particip_popular/conselhos_municipais/
Os Conselhos Municipais foram criados a partir da constituição de 1988. São espaços conquistados pela sociedade que funcionam como pontes entre a população e o governo, assumindo a co-gestão de políticas públicas.Ao que tudo indica, muitos dos conselhos existentes hoje (municipal, estadual e federal) tiveram origem nos movimentos populares do final dos anos 70 e início dos anos 80.

Movimento Resgate o Cambui (ONG atuante desde 2003)
Tereza Penteado(presidente)
Gestora e Perita Ambiental Judicial
Restauradora de bens móveis e imóveis
www.resgatecambui.org.br