segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Novo secretário de meio ambiente foi condenado em 19/12/18




Novo secretário de meio ambiente foi condenado em 19/12/18

Ricardo Salles foi condenado dia 19/12/18 (https://static.poder360.com.br/2018/12/decisao.pdf  )


No inquérito, o Ministério Público (MP-SP) apurou as seguintes ilegalidades: a) modificação de mapas elaborados pela Universidade de São Paulo; b) alteração da minuta do decreto do plano de manejo; c) perseguição aos funcionários da Fundação Florestal.


Ricardo Salles, por sua vez, afirma que
“Sou réu, mas não há decisão contra mim"



Comparem a farta documentação e tirem suas conclusões...

-Ação civil pública ambiental e de improbidade administrativa /MPE

-Parecer técnico CAEx
Gaema Cabeceiras

-Memorial do Ministério Público
Trechos:
-Todo o expediente foi engendrado por RICARDO DE AQUINO SALLES, ROBERTA BUENDIA SABBAGH e a FIESP a fim de que ninguém notasse que os mapas haviam sido objeto de alterações.
- Comprovou-se que RICARDO DE AQUINO SALLES fraudou e determinou a realização de atos administrativos tendentes a fraudar o procedimento do processo administrativo SMA n. 7.324/2013, com vistas à modificação dos mapas de zoneamento e da minuta do Plano de Manejo da APAVRT. Além disso, procurou beneficiar setores econômicos, notadamente a mineração, patrocinados pela FIESP. A partir das reuniões ilegais realizadas na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, por ele determinadas e presididas, o demandado permitiu que fossem incluídas “demandas” da FIESP que já haviam sido rejeitadas na seara adequada, a CTBio. Alguns funcionários da Fundação Florestal foram pressionados a elaborar os mapas que não correspondiam à discussão havida no órgão competente, por determinação do demandado, que, em muitos casos, agiu por intermédio de sua assessora ROBERTA BUENDIA SABBAGH. O demandado determinou que fossem perseguidos funcionários da Fundação Florestal, que também eram testemunhas dos fatos junto ao Ministério Público. Em suma, RICARDO DE AQUINO SALLES deve responder pelos atos previstos no art. 11, I, da Lei 8.429/1992, pelas cominações previstas no art. 12, III, do mesmo texto legal.
- Vale frisar que as sanções deverão ser fixadas em patamar elevado, sobretudo considerando as gravíssimas consequências das alterações introduzidas no Plano de Manejo da APAVRT e a extensão do dano, considerando o tamanho da unidade de conservação em comento.
http://www.diretodaciencia.com/wp-content/Anexos/Memorial_MP_APA-Parte-1.pdf


-Decisão TJSP   -sentença
Trecho:
Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a ação de improbidade para anular o processo SMA 7.324/2013 a partir dos atos praticados em 17 de fevereiro de 2016, para condenar RICARDO DE AQUINO SALLES ao (à): i) suspensão dos direitos políticos por três anos; ii) pagamento de multa civil em valor equivalente a dez vezes a remuneração mensal recebida no cargo de secretário;.....

-Documento Fundação Florestal

-Ata Consema 14/12/16
1) Apreciação do Relatório da Comissão Temática de Biodiversidade, Florestas, Parques e Áreas Protegidas sobre o Plano de Manejo da APA Várzea do Rio Tietê;

-Reunião técnica Plano de manejo /CIESP







Link onde estão esses mapas



Um investigado por fraude ambiental comandará Meio Ambiente 
10/12/18
O futuro ministro é alvo de ação de improbidade administrativa, acusado de manipular mapas de manejo ambiental do rio Tietê

Ricardo Salles foi condenado por fraude em plano de manejo
20/12/18
...Segundo o MP, Salles favoreceu empresas de mineração e filiadas à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ao alterar mapas de zoneamento do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê (APAVRT) quando era secretário de Meio Ambiente de São Paulo....

Ricardo Sales é investigado ...


E Ricardo Salles dá a sua versão:

Ricardo Salles diz que assumirá Ministério do Meio Ambiente mesmo com condenação

https://www.youtube.com/watch?v=wzAuXEXUnw8&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0wXDCHGa4uZOoL_XbwmoEO026cISITz5oJizF8T54kJBOvEG6gTxE1cuc 

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Manifestação em defesa da árvore no Centro de Convivência de Campinas Data 4/11/18
























Em defesa das nossas árvores .
Vamos nos encontrar no Centro de Convivência de Campinas e nos manifestar.
Domingo dia 4/11/18 .
Horário : das 10h00 às 12h00.
Local de encontro: onde foi extraída a árvore dia 29/10/18 / Rua General Osório ao lado da entrada do teatro do Centro de Convivência.


CHEGA !!!
Chega de descaso com a arborização de Campinas.
Chega da falta de manutenção , apesar da vultuosa verba da licitação em 2013, cujo valor é reajustado anualmente :
Chega da falta de inventário da arborização.
Chega da falta de transparência da prefeitura , que não disponibiliza os laudos antes de executar podas e extrações de árvores...
Enfim, chega do cidadão não ter a cidade que ele quer !



-Pedidos de informação ao CONDEPACC e ao DPJ
https://pt.slideshare.net/resgatecambuiong/rvore-centro-convivnciaquestionamento-lai
Mais informação sobre as árvores e o Centro de Convivência:


1-Documentos:
1.1-Documento site da prefeitura
Diretrizes para intervenção do Centro de Convivência Cultural “Carlos Gomes”

2-Condepacc
2.1-Ata 407 de 10/5/12
Trechos:
... O prédio do Centro de convivência foi tombado pelo uso, que deverá ser sempre área de cultura e teatro. A Praça foi tombada pelo traçado, como tradição de espaço de embelezamento da Cidade....
... Um bem tombado não pode sofrer com situações que causem prejuízo e deteriorem o local....
.. A técnica da CSPC, Sandra Maria Geraldi Milne-Watson coloca que a análise técnica feita por ela, o Augusto e o Henrique se pautou no tombamento do espaço, a rotatória, pois o desenho é que foi tombado...

3-Tombamentos:
3.1-Pelo Condepacc
Resolução 67/2008
Artigo 1 °- Tombar o Conjunto Arquitetônico do Cambuí por sua importância histórica, arquitetônica e sócio-cultural, com seus imóveis listados a seguir:
1)       O uso e a função de teatro do Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes e o traçado da Praça Imprensa Fluminense onde qualquer intervenção que ali ocorrer deverá ter seu projeto previamente analisado e aprovado pelo CONDEPACC para garantir a integridade do patrimônio tombado (Mapa 01); https://bibliotecajuridica.campinas.sp.gov.br/index/visualizaratualizada/id/89463
3.2-Pelo Condephaat
Artigo 1º. Fica tombado como bem cultural de interesse histórico, arquitetônico, artístico, turístico, paisagístico e ambiental o Centro de Convivência Cultural de Campinas, formado pelo conjunto edificado e pela massa arbórea circundante, situados à Praça Imprensa Fluminense, s/nº, bairro Cambuí, no município de Campinas
Artigo 2º.
III - Massa arbórea da Praça Imprensa Fluminense.









e  


3.3-Centro de Convivencia é patrimônio estadual
Trecho:
.. O tombamento do Centro de Convivência determina a preservação da edificação e dos artefatos arquitetônicos de autoria do arquiteto Fábio Penteado em coautoria com os arquitetos Alfredo Paesani, Teru Tamaki e Aldo Calvo e a massa arbórea da Praça Imprensa Fluminense....


4-Notícias:

4.1-Outras quedas de árvores no Centro de Convivência:
2012
2014
Trecho: .. O projeto de recuperação do Centro de Convivência, em curso, prevê a manutenção das espécies arbóreas e da densidade vegetal no local. Outras árvore já caíram nos últimos anos....
e
Trecho:
... Foram duas quedas de árvores no Centro de Convivência. Uma árvore caiu do lado da rua São Pedro, nas proximidades da Feira de Natal, que aconteceu até as 14 horas desta quarta-feira. Esta árvore foi retirada ainda ontem. A outra, uma das maiores do conjunto arbóreo do Centro de Convivência, caiu do lado da rua Antônio Cesarino. Muitos moradores e curiosos foram observar a enorme árvore caída e o trabalho das equipes do DPJ....
2015
Trechos: ... o aposentado Valter Martins Moreno, de 80 anos. Ele acredita que é necessário realizar uma manutenção permanente nas árvores dos parques para evitar doença e queda....
... Gostaria muito que conseguissem tratar o que restou dela”, afirmou a filha Mônica ...
2016
2018
Árvore cai no Centro de Convivência 31/10/18

4.2-Ausência de manutenção

4.3- Árvores só atrapalham se não receberem o tratamento certo

4.4- Mulher ferida em queda de árvore questiona cuidado com arborização em Campinas
http://www.portalcbncampinas.com.br/2016/09/mulher-ferida-em-queda-de-arvore-questiona-cuidado-com-arborizacao-em-campinas/


4.6- ÁRVORES SÓ ATRAPALHAM AS CIDADES SE NÃO RECEBEREM O TRATAMENTO CERTO
http://outracidade.uol.com.br/arvores-so-atrapalham-as-cidades-se-nao-receberem-o-tratamento-certo/

4.7-Corte de árvore surpreende moradores do Cambuí 29/10/18


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Manifesto contra o projeto de Lei 160-12 que "Cria o programa de requalificação arbóreo e ambiental do município, e dá outras providências" (5/8/12)



















Campinas, 5 de agosto de 2012



Prezados Senhores: Prefeito, Vereadores, Representantes do Ministério Público, Funcionários Públicos, ONGs, Conselhos Municipais, Cidadãos Campineiros e Entidades Preservacionistas e de Luta Pelos Direitos da População,

com muita preocupação, me manifesto contra o Projeto de Lei de no 160-12 que "Cria o Programa de Requalificação Arbóreo e Ambiental do Município, e dá Outras Providências". (link http://sapl.camaracampinas.sp.gov.br/sapl_documentos/materia/261084_texto_integral )

Ela seria uma nova legislação, enquanto persiste a não fiscalização e o descumprimento de duas outras Leis fundamentais em vigência, que já contemplam os itens envolvidos na mesma.

São elas: 

- A Lei de Arborização Municipal de Campinas 11571-03;
- A Lei nº 11418/02 que dispõe sobre o rebaixamento de guias nas vias públicas do município, estabelecendo que o trecho de guias rebaixado não poderá exceder a 50% da extensão da testada, quando esta for superior a 10 (dez) metros. Esta é fundamental à composição de lugares específicos para a ocorrência adequada da arborização em calçadas.

Campinas e seus cidadãos vêm passando por uma terrível e constante perda de sua qualidade de vida. O meio ambiente urbano da cidade, por seguidas gestões municipais tem enfrentado o descaso, o despreparo técnico, a destruição do patrimônio público e a notória e acentuada degradação ambiental. Visualiza-se nesta cidade, a total falta de planejamento, a perda de árvores, o uso inadequado e generalizado de espécies de pequeno porte e palmeiras; desconsidera-se o conhecimento técnico e a contribuição que, a arborização urbana bem planejada, implantada, mantida e conservada em nossa cidade traria.

A poluição visual causada pelos sistemas de energia elétrico expostos e obsoletos, a marcante presença de equipamentos públicos e, propagandas publicitárias excessivas têm sido responsáveis pela mutilação constante das árvores de Campinas. As consequências nos vegetais são a ocorrência de doenças, pragas e a morte precoce dos mesmos. Outros resultados são a composição de árvores de risco, pelo intenso desequilíbrio causado pelas práticas absurdas e constantes pela empresa concessionária de energia, munícipes e órgãos municipais. Seguem alguns exemplos encontrados em Campinas: 






 Av.Norte-Sul  





     Rua dos Alecrins   

                                               



Rua Jorge Krug
                      

                                                                                                                


Redes elétricas subterrâneas são alternativas em vigência no mundo civilizado. Seu custo de implantação já era tecnicamente viável em 2003, conforme destacado no estudo abaixo:


Além dos custos reduzidos, os sistemas subterrâneos dispensam as podas mutiladoras dos sistemas expostos obsoletos, garantindo a preservação das árvores e da arborização, além de aumentar a amplitude do campo visual na cidade, permitindo a expressão da beleza da arquitetura urbana e, da própria arborização.

Áreas urbanas possuem problemas específicos como: impermeabilização e verticalização cada vez maior de suas áreas, aquecimento devido aos materiais de construção utilizados e do asfalto, poluição e doenças específicos. Em São Paulo, estudos de 1985 já indicavam a diferença de 10 oC na temperatura entre bairros arborizados e não arborizados da capital; estudo recente, de 2011, indica que essa diferença se acentuou ainda mais, para 14 oC. Enchentes, prejuízos econômicos, doenças respiratórias e cardíacas, compõe uma referência extremamente negativa que pode ser modificada com o uso adequado da arborização. Ilhas de calor, modificação do regime hídrico e dos ventos também podem ser amenizados pelas árvores.

A árvore e sua presença no meio urbano é fundamental para tratar, mitigar e colaborar no enfrentamento dessa problemática. Elas são grandes transpiradoras naturais de água, o que resulta no mesmo efeito de aparelhos de ar condicionado, porém sem gastar energia e umidificando, filtrando e limpando o ar que respiramos. Com suas copas e folhagem, nos protegem oferecendo sombra e, ao mesmo tempo, de inúmeras doenças urbanas, decorrentes da poluição e da exposição excessiva aos raios solares.

Mundialmente, em todas as nações que prezam o bem estar de sua população, tecnologias de compartilhamento de redes de serviços públicos (enterramento da rede de energia aérea, remoção de postes e uso compartilhado das redes com espaços próprios para: água, gás, fibra ótica, telefone, entre outros), têm sido a grande revolução para permitir a manutenção das árvores e de todo o seu potencial de benefícios na área urbana. Como segue nas imagens abaixo: 





  Buenos Aires   






  Santiago   






Singapura



                                                                                                                                             

                                               


Estudos científicos realizados em Campinas demonstram a perda acentuada e constante da arborização viária municipal, em uma cidade que foi referência nacional em arborização. Atualmente, ocorre em Campinas uma situação emergencial, pelo longo tempo em que a sua arborização urbana foi relegada-abandonada. Ocorreu a deterioração deste fundamental patrimônio, responsável pelo fornecimento de inúmeros benefícios e serviços ambientais, por total inércia e inoperância do poder público, além de maus tratos generalizados, envolvendo diversos atores.
  
O Bairro Cambuí é, atualmente, o único local de Campinas que recebeu um estudo completo sobre a sua arborização. Na localidade foi destacada toda a problemática e complexidade envolvida com a questão, que merece e deve receber o correto gerenciamento e administração pelo poder público municipal. Este estudo caracterizou o histórico da arborização urbana de Campinas desde sua criação, quando foi uma grande referência para nossa cidade, bem como para todo o país:


Somente nesta localidade de Campinas, encontrou-se uma carência de 6.100 (seis mil e cem árvores de calçada), em 2007!!!! Não há respeito à Lei Municipal de Arborização 11571-03 que estabelece em, pelo menos, 100, o número de árvores para cada Km linear de calçadas.  O mesmo estudo apresenta a tecnologia do compartilhamento de redes de serviços subterrânea, que pode preservar a arborização e deveria ser implementado em Campinas.

A Lei nº 11418/02 que dispõe sobre rebaixamento de guias nas vias públicas do município estabelece, que o trecho de guias rebaixado não poderá exceder a 50% da extensão da testada, quando esta for superior a 10 (dez) metros, tem sido constantemente desrespeitada pelo comércio, prestadores de serviço e população, compondo-se em uma perda de recursos aos cofres públicos de Campinas devido à não fiscalização e falta de aplicação de multas. O rebaixamento completo de muitas guias impede que a arborização seja implantada adequadamente.

Destaco que os problemas elencados pelo nobre vereador Paulo Oya justificando a necessidade de requalificação arbórea e ambiental para as futuras gerações municipais, a princípio, são de fundamental e notória relevância, porém, bastante questionáveis, já que são contempladas pela legislação municipal específica de arborização e de calçadas.

Infelizmente, a proposta não conta com o devido embasamento técnico necessário; mais ainda, é prejudicial à população  de Campinas, conforme o que segue:

- Ao mesmo tempo em que é afirmado em seu texto de que necessitamos de mais plantas para combater a poluição, mais "Árvores adequadas" para cada tipo de praça, rua ou avenida, é afirmado que necessitamos, também, depois que uma árvore seja plantada, de que não se necessite sua extração, por crescer muito e "encostar" em fios de alta tensão, ou destruir o calçamento de prédios e residências.

A arborização urbana é um ramo do conhecimento técnico Agronômico-Florestal, embasado técnica e cientificamente, de maneira a considerar a especificidade urbana, o seu correto planejamento para a inserção, o uso e usufruto adequado dos benefícios proporcionados pela arborização corretamente planejada. Árvores são seres vivos e como tal necessitam de acompanhamento por toda a sua vida.

O assunto, em nossa cidade, vem sendo conduzido administrativamente há muito tempo por leigos, que não tem qualquer preparo ou condições de interpretar, refletir e agir adequadamente sobre o tema. Ocorrem constantes ingerências, como recentemente foi o caso de podas absurdas e generalizadas em árvores fantásticas da cidade, apenas, para permitir o plantio de uma espécie de grama de sol na sombra. Tecnicamente, poderiam ser introduzidas espécies naturalmente próprias a esta situação, dispensando a prática da poda, bem como seus custos à municipalidade.

O destacado plantio de "Árvores adequadas" para cada tipo de praça, rua ou avenida, para não se necessitar realizar sua extração, por crescer muito e "encostar" em fios de alta tensão, ou destruir o calçamento de prédios e residências, tem sido uma maneira  para se continuar com o total despreparo técnico na condução da arborização de nossa cidade. A influência generalizada de cartilhas de empresas de energia doutrinando o uso do pequeno porte em arborização, é outro fator de manipulação embutido para a manutenção do despreparo.

Um técnico devidamente habilitado a lidar com a arborização, notadamente das áreas agronômico-florestais, planeja a mesma visando o porte máximo técnico por local, de acordo com as características e condições específicas de cada um. As árvores são seres vivos, com ciclos de vida como nós. Ao final dos mesmos, ou em casos de doenças e de situações irreversíveis, além de avaliações técnicas que constatem tal necessidade, devem ser removidas visando sua substituição.  Árvore urbana necessita INTRINSECAMENTE de manejo, de BOM MANEJO.

Afloramentos de raiz  ou, como o Vereador chamou "DESTRUIÇÃO DE CALÇAMENTO DE PRÉDIOS OU RESIDÊNCIAS", nada mais são do que o reflexo do desconhecimento quanto ao hábito das raízes e das respostas dos vegetais a canteiros pequenos e insuficientes para a entrada de água, nutrição e respiração das raízes. Há inúmeras espécies que possuem sistema radicular que não provoca este tipo de ocorrência, principalmente, quando em um canteiro generoso e tecnicamente implantado. Um profissional competente é capaz, perfeitamente, de usar da boa técnica para o plantio correto de espécies, além de preparar adequadamente o solo e o local a receber a árvore, por toda a sua vida útil.

Árvores podadas e conduzidas inadequadamente ficam desequilibradas, e são mais facilmente atingidas por  pragas e doenças. O sub-aproveitamento do local de plantio (pela utilização de arbustos e espécies de pequeno porte atrapalha pedestres, a segurança do campo visual e a iluminação pública), conforme destacado no trabalho abaixo:


Portanto, a falta de fiscalização, de planejamento, de acompanhamento e de manejo técnicos, de práticas adequadas por parte das concessionárias de serviços públicos aéreos e subterrâneos, a especulação imobiliária, os prestadores de serviços, o comércio, a própria população, o tráfego intenso e a poluição de veículos, a inoperância, o despreparo e a falta de condições atuais de gestão do patrimônio público tornam crítico o estado atual dessa arborização, ameaçando a sustentablidade de toda Campinas.

A arborização urbana deve ser o foco de políticas públicas que garantam a sua efetiva proteção.

Em Campinas, o conhecimento técnico deve ser novamente valorizado para conseguirmos reverter o quadro ambiental urbano desolador de nosso município. O órgão gestor da arborização municipal, o Departamento de Parques e Jardins, atualmente está vinculado à Secretaria Municipal de Obras, enquanto, claramente, deveria ser um dos braços da Secretaria de Meio Ambiente.

A arborização, em face de sua especificidade e necessidades, deveria compor um braço específico também desta secretaria, para poder caminhar-se melhor e adequadamente.

A composição e recomposição dos quadros funcionais da área de Engenharia Florestal e Agronomia no DPJ e de uma possível e necessária requalificação do setor, compondo  uma área específica de arborização é fundamental para revertermos essa situação em Campinas. O foco de operação do mesmo setor deve ser: condições de trabalho, número e qualidade de funcionários suficiente, além de ferramental e treinamento.

O assunto não pode ser conduzido por leigos, que, embora sua possível boa intenção, foram os responsáveis pela destruição da arborização da cidade de Campinas,  e pela composição dos riscos envolvidos à população, como vemos claramente nos dias de hoje.

Segue um video e imagens do Projeto "Cambuí Verde", um trabalho técnico conduzido pela Sociedade Civil Organizada - Movimento Resgate o Cambuí, no qual a comunidade realiza, sob orientação, o plantio e o cuidado com as árvores plantadas. Este trabalho representa algumas das contribuições que o conhecimento técnico bem aplicado pode trazer, em benefício da cidade e de seus habitantes.



                                                                                      


 Fotos plantio:







                                                                

Como cidadão campineiro, considero um grande erro e absurdo a proposta de requalificação apresentada, quando o necessário é garantir que haja condições para o uso do conhecimento técnico, bem como garantir condições adequadas de trabalho, de mão de obra e de gestão da arborização municipal.

CAMPINAS NÃO PRECISA DE REQUALIFICAÇÃO ARBÓREA, PRECISA DE PROFISSIONAIS COMPETENTES E DE ESTRUTURA SUFICIENTE PARA GARANTIR A MANUTENÇÃO E A CONTINUIDADE DE SUA ARBORIZAÇÃO.

Nobres senhores, a sociedade espera  que sejam capazes de entender nossas necessidades corretamente. Pelos próprios cargos que ocupam, bem como pela representatividade dos mesmos, que realizem ações sérias, comprometidas e que resolvam definitivamente nossos problemas. 

A arborização de Campinas virou um problema pelo total descaso público. Será também por intermedio do poder público, que poderá haver a reverção deste quadro.

Árvores urbanas possuem especificidades e exigências de tratamento próprios. A presença de árvores na cidade envolve a necessidade INTRÍNSECA de manejo.

A proposta de redução de porte e de plantio de árvores que não morram ou que não causem "problemas" é facilmente combatida quando se usa o conhecimento técnico. A consideração das condições locais e de compatibilização dos aspectos socioeconomicoambientais é necessária para se planejar a arborização.

Não queremos nem precisamos de árvores de plástico ou de bonsais em nossas ruas, precisamos de árvores e de pessoal técnico preparado para lidar e bem convivermos com elas! Como argumentado e defendido neste texto, a árvore pode virar um problema, quando se relega esse grande patrimônio, às mãos de leigos.

Quanto à necessidade de envolvimento e de participação, estou à disposição, como sempre.

At.

Engenheiro Florestal - ESALQ-USP,
Mestre em Arborização Urbana - ESALQ-USP,
Especialista em Ecologia e Sustentabilidade - UNESP-UMAPAZ
José Hamilton de Aguirre Junior   




Movimento Resgate o Cambuí-representando a sociedade civil organizada.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Gestão do lixo em Campinas-PPP









Gestão do lixo em Campinas
Foi aberta consulta pública




Foto G1 Globo




Site prefeitura para opinião da população:
http://campinas.sp.gov.br/governo/servicos-publicos/sistema-integrado-limpeza-publica.php

Edital
Anexo I
Anexo II
Anexo III
Anexo IV
Anexo V
Anexo VI

Histórico e não reabertura do Delta A/informações diversas:


Notícias:

- TCE ANULA NOVA LICITAÇÃO DO LIXO EM CAMPINAS


- Campinas abre consulta pública sobre PPP para gestão do lixo



- Lixo: licitação de R$ 800 mi descarta aterros



- Prefeitura dá sinal verde para PPP do lixo






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Atualização 9/8/18
Documentação da PPP:
Vejam tambem:


-Gestão do lixo em Campinas 
-Delta A:
-Audiência Pública referente à fase de diagnóstico do Plano Municipal de Saneamento Básico
-Coleta mecanizada no Cambui 

-Campinas abre consulta pública sobre PPP para gestão do lixo


-Minha Campinas promove debate dia 14/8/18
Debate publico com o Prof. Waldir Bizzo - doutor em engenharia mecânica, na área de engenharia térmica e de fluidos











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     Atualização 22/08/2018









Gestão do lixo em Campinas  28/7/18
Foi aberta consulta pública


Site prefeitura para opinião da população:

Edital
Anexo I
Anexo II
Anexo III
Anexo IV
Anexo V
Anexo VI








ONG Minha Campinas promove debate sobre a PPP do lixo
Com o professor Waldir Bizzo
14/8/18
Das 18h30 às 21h30
Rua Luzitana 1779-Campinas-SP
Convite
Estamos diante de um dos maiores debates que a Prefeitura de Campinas pode fazer: o que será feito com o nosso lixo. O aterro (Delta A) está fechado desde 2014 e ao invés de seguir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que condena aterros como solução, todo nosso lixo está sendo levado para outro aterro em Paulínia, que ainda por cima é uma solução cara.

Agora, a Secretaria de Serviços Públicos prevê um chamamento público para empresas interessadas em uma Parceria Público Privada (PPP)do lixo. 

Esse é um assunto muito importante, afinal somos nós que produzimos e não tratamos dos nossos resíduos. Por isso, faremos este debate e convidamos um especialista no assunto, o Prof. Waldir Bizzo - doutor em engenharia mecânica, na área de engenharia térmica e de fluidos.
 Vídeos do debate
Debate Minha Cps PPP lixo 14/8/18 (1/2)
Debate Minha Cps PPP lixo 14/8/18 (2/2)

Histórico e não reabertura do Delta A/informações diversas:


Notícias:

- TCE ANULA NOVA LICITAÇÃO DO LIXO EM CAMPINAS


- Campinas abre consulta pública sobre PPP para gestão do lixo



- Lixo: licitação de R$ 800 mi descarta aterros



- Prefeitura dá sinal verde para PPP do lixo




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Documentação sobre o protocolo 2015/10/28.774
Interessado: Secretaria Municipal de Administração/Comissão de Gerência do Programa Municipal de Parcerias Público Privada - Objeto: Realização de estudos relativos aos serviços integrados de manejo, tratamento e disposição fi nal ambientalmente adequada visando ofertar solução de adequação deste Município à Lei Federal n° 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. 

DELIBERAÇÃO Nº 01/2016 COMISSÃO DE GERÊNCIA DO PROGRAMA MUNICIPAL DE PARCERIAS PÚBLICOPRIVADAS AUTORIZA a empresa que menciona a elaborar os estudos relativos aos serviços integrados de manejo, tratamento e disposição fi nal ambientalmente adequada visando ofertar solução de adequação deste Município à Lei Federal n° 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos







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                                                     Atualização dia 25/03/2019



Audiência PPP do lixo 14/3/19


AUDIÊNCIA PÚBLICA complementar referente ao novo modelo de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos para o Município de Campinas através de uma Parceria Público Privada-PPP.


Data: 14/3/19
Horário: 9h00 às 12h00
Local: Salão Vermelho do Paço Municipal de Campinas, localizado na Avenida Anchieta, nº 200, Publicação DOM 20/2/19


-Vídeos:
PP do lixo Audiência 14/3/19 (1/8)


-Apresentação na audiência-slides:


-Informações site prefeitura:
Novo Modelo de Gestão Integrada dos RSU de Campinas
Em atendimento ao CHAMAMENTO PÚBLICO nº 01/2015 que trata do assunto em referência, seguem os estudos iniciais apresentados por empresa interessada, os quais se constituem em subsídios para a elaboração e publicação do respectivo edital licitatório, que será novamente objeto de apresentação e discussão durante audiência pública de 14 de março de 2019.
 Termo de Referência
 PMI Volume I
 PMI Volume II
 Anexo II
 Quadro de indicadores
 Convocação para audiência pública
 Apresentação Audiência Pública Complementar

-Notícia Câmara

Audiência anterior:
- PPP do lixo audiência 17/8/18 (1/5)
-Projeto da PPP do lixo é apresentado em audiência pública
27/08/2018 - 19:31
- Debate Minha Cps PPP lixo 14/8/18 (1/2)
Material sobre:
-Gestão do lixo em Campinas:
blog.individuoacao.org.br/2018/08/gestao-do-lixo-em-campinas.html


Veja também:
ESTRE/CETESB discussão aterro Paulínia (1/17)