segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Lobby contra rotulagem de transgênicos gera reflexão na Califórnia



24 de outubro de 2012

Está em jogo na Califórnia (EUA) um plebiscito para decidir a obrigatoriedade da rotulagem em alimentos geneticamente modificados, conhecida como Proposta 37.

Em torno do intenso debate gerado entre setores favoráveis e contrários ao plebiscito, tem-se fomentado questionamentos por parte da população californiana, sobretudo pelo desespero demonstrado pelas grandes transnacionais do agronegócio, como Monsanto e DuPont, ao gastarem milhões de dólares contra a proposta.

O forte lobby antirrotulagem dessas empresas do agronegócio fez com que a população se questionasse o que estas empresas têm a esconder sobre origem de seus produtos, reafirmando o velho ditado popular quem não deve nada teme.

Confira abaixo a irônica carta de um morador do estado da Califórnia à Monsatno ao observar justamente esse contraponto que instigou o povo californiano a prestar mais atenção sobre sua comida.

Cara Monsanto,

Escrevo essa carta a você para agradecer por todo o seu trabalho duro, que levará a indústria alimentícia ao futuro. Tenho visto coisas incríveis ultimamente e acredito que seus esforços tem sido o motivo principal da minha alegria e de muitos outros. Sempre me importei, assim como meus amigos, em comer alimentos saudáveis. A sua recente posição como a financiadora número um da campanha contra a medida 37 tem produzido resultados tão incríveis que eu não tenho palavras para expressar minha gratidão. Abaixo eu enumerei algumas mudanças incríveis. Penso que você merecia ouvir de um consumidor, um Americano, um Californiano, o que você fez por nós.

1 – Meus amigos e familiares agora prestam muito mais atenção em relação ao que está na comida deles e com o que eles e seus filhos se alimentam.

2 – Tenho visto pessoas que sequer se conheceriam se não estivessem lutando pela causa comum da segurança alimentar e por comida saudável. Eu mesmo interagi pessoalmente com pessoas da Rússia e África do Sul, debatendo a comida que pára na mesa deles e na minha. Eu amo amigos novos.

3 – As vendas de alimentos orgânicos explodiram! Os mercados de fazendeiros na minha cidade natal tem crescido a uma taxa incrível. Uma nova cultura de se importar com o que nossa comida realmente é começa a existir em locais onde as pessoas nunca haviam se importado com isso antes.

4 – Como consumidor, eu apenas preciso olhar a lista de doadores tentando acabar com a proposição N° 37 para saber que empresas não se importam com os seres humanos e estão apenas atrás de lucro.

5 – As duas maiores hortas comunitárias na minha cidade costumavam ter poucos voluntários diariamente; agora, há por volta de 25 a 100 voluntários TODO DIA!!

6 – Mercados locais independentes estão começando a educar seus consumidores sobre quais alimentos não contem Organismos Geneticamente Modificados (OGM).

7 – Antes, OGMs passavam por debaixo do nosso nariz. Agora todos se preocupam com a questão.

8 – Fazendeiros estão percebendo que eles não tem que se sujeitar ao poder das grandes companhias, que tentam dominá-los a ponto deles não terem outra escolha em relação a que tipo de comida plantar.

9 – Pessoas de diferentes raças, afiliações políticas, religiões, culturas e locais no mundo se uniram sob a ideia de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”.

10 – Mulheres AMAM caras que se esforçam para evitar comidas falsas como as que você produz para abastecer o mundo. Se eu for para uma reunião e começar a falar dos malefícios dos OGMs, inevitavelmente conheço um monte de mulheres lindas.

Vejo tantos benefícios graças a você gastar tantos milhões de dólares para derrotar a proposta 37. Então em resumo, obrigado, deve ser tão frustrante ver seus esforços se voltando contra você e suas amigas Nestlé, Bayer, Hershey’s, Abbott, Pepsi, Coca-Cola, e todas as outras empresas. Obrigado pela sua arrogância e falta de respeito pela espécie humana. Isso nos serve para unir e fortalecer todos nós.

Atenciosamente,
Seu Amigo,
Benjamin Lantz

Fonte: MST

Matéria retirada do site OngCea


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